The Stanford Bitcoin Mafia

No trimestre de inverno de 2013, as autoridades de Stanford ficaram perplexas porque 10 por cento da energia usada em um dormitório de 100 pessoas […]

No trimestre de inverno de 2013, as autoridades de Stanford ficaram perplexas porque 10 por cento da energia usada em um dormitório de 100 pessoas parecia ser consumida por um quarto. Eles chutaram as portas para entrar e encontraram um quarto como uma sauna, com máquinas e equipamentos zumbindo – os estudantes haviam montado uma fazenda de mineração de Bitcoin no dormitório. A primeira onda de mania do Bitcoin estava passando por Stanford.

Esse acontecimento fez parte de uma das ondas do Bitcoin pelo mundo.

Assim como o grupo conhecido como The Stanford Bitcoin Mafia, outros nerds começavam a adentrar o universo das criptomoedas pelo mundo todo.

A falta de material e explicações para pessoas comuns fazia com que a mensagem inicial de Satoshi Nakamoto apenas fosse palatável para aqueles com algum conhecimento técnico de programação.

Era basicamente como falar outra língua para a maioria das pessoas, o que fazia com que pouca gente realmente entendesse o brilhantismo que era o Bitcoin.

A última onda, você deve bem conhecer. Estou falando do fatídico 2017, ano em que as pessoas conheceram cripto pelo potencial de retorno, e não pela tecnologia.

Isso, bom ou ruim, trouxe muita gente leiga para dentro, que, por consequência, teve que acabar entendendo do assunto.

Como compra? Como guarda? Dá pra comprar na XP? Qual é o rendimento mínimo garantido?

Essas eram algumas das perguntas que mais a gente recebia.

Faltava e ainda falta uma experiência do usuário mais fluida e compatível com o que já encontramos pela internet.


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A barra da user experience é muito alta atualmente.

Usar cripto hoje é como se, para usar o Google, você, além de colocar o que está buscando, devesse selecionar o algoritmo de busca que melhor se encaixa no seu tipo de pesquisa.

Nenhum usuário, hoje, iria tolerar uma experiência como essa citada acima se o Google já faz isso tudo por você. Assim como ficamos revoltados quando buscamos algo dentro de alguma página específica e não achamos porque eles não possuem o mesmo motor de busca que o Google.

Se ainda temos chão para percorrer no quesito criação de infra dentro do blockchain, como segurança nas transferências, fungibilidade e anonimato nas transações, no quesito experiência do usuário também existe uma batalha a ser travada.

As iniciativas que estão endereçando a infra já existem desde o começo dos protocolos, mas as que resolvem, de fato, o problema do usuário apenas começaram.

Já falei aqui da Veil, que é uma empresa que fez a integração de dois protocolos para possibilitar o prediction market descentralizado.

Trata-se de só um dos primeiros projetos que endereçam a experiência do usuário.

Espero que neste ano apareçam outras empresas que se aproveitem da infra existente para lançar suas plataformas apenas focadas no usuário.

No caso da Veil, a principal aposta que rolou recentemente foi o Super Bowl, que movimentou metade do seu volume quando o jogo estava rolando.

Cerca de 7.500 dólares foram apostados até o fim da partida – uma quantia muito tímida até o momento, mas que mostra um começo do projeto, que já possui alguns outros prediction market rolando na plataforma.

Aquele abraço,

André Franco

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