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Camelo selado só passa uma vez

Escrevo esta newsletter direto da sala de embarque da Emirates em Dubai, onde participei da edição anual da Agora International Publishers’ Roundtable. Pronto para a […]

Camelo selado só passa uma vez

Escrevo esta newsletter direto da sala de embarque da Emirates em Dubai, onde participei da edição anual da Agora International Publishers’ Roundtable.

Pronto para a convenção 

Trata-se da reunião dos representantes das mais de 20 empresas publicadoras fora dos Estados Unidos nas quais o Grupo Agora tem participação.

Estrategicamente localizada, Dubai permitiu que todos chegassem sem a necessidades de conexões. A turma de Austrália, Japão, Índia e China agradeceu, após anos atravessando o mundo para encontrar os colegas.

Fazendo meu debute por essas bandas, ainda estou digerindo a experiência de conhecer essa surreal metrópole. Já trato do assunto, mas antes algumas considerações refletindo sobre esta semana.

Na quinta-feira, feriado por aí, reuni-me com o conselho da Agora para tratar dos temas societários de praxe. Encontrei Bill Bonner, o fundador do grupo, mexendo em seu celular.

“Caio, de acordo com o índice futuro, o Dow está apontando para o seu recorde de alta quando o mercado abrir em algumas horas.”

E completou dizendo que, se o Dow Jones realmente batesse seu recorde, sua tese de que a Bolsa americana estaria fadada a um longo período de declínio estaria comprometida.

Informei ao sócio que o nosso índice também furara seu teto histórico nesta semana.

“Está em toda parte, Caio.”

A liquidez internacional é realmente brutal. Se fizermos um mínimo de dever de casa, podemos tirar bom proveito do fenômeno.

Hoje vivemos num mundo com 12 trilhões de dólares em títulos com taxas negativas de juros. Um exemplo: se você emprestar mil francos suíços ao governo de lá por dez anos, vai receber ao final 55 francos a menos do que tinha no início.

Antes da reunião com Bill, eu havia batido um papo com Rahul Goel, comandante da Equitymaster, a Empiricus da Índia. Parece que o crescimento por lá arrefeceu, mas ainda nos dá inveja com seus 4 por cento anuais.

“E os juros?”, perguntei. “Despencando”, respondeu o simpático Rahul, “abaixo de 7 por cento para dez anos”.

Não é só no Brasil que os juros longos seguem encolhendo.

Mais tarde, ainda na quinta-feira, me juntei a uma expedição ao deserto, onde degustei carnes grelhadas acompanhadas pelos nossos conhecido homus e tabule.

Enquanto assistia a um show típico, com direto a dança do ventre e pirotecnias, ouvi interessantes relatos de James Ivory, o irlandês que responde sobre as finanças internacionais do Grupo sobre a economia de sua terra natal.

Passeio pelo deserto em boa companhia

James reside em Waterford, uma pequena cidade na costa irlandesa, que serve de hub para as operações europeia da Agora. E considera-se um privilegiado por não ter que enfrentar os inflados preços do mercado imobiliário da capital Dublin. Por lá, o preço por metro quadrado já está acima do níveis de pré-crise de 2008, ano no qual o preço de residências foi cortado pela metade numa questão de meses.

Despedi-me de Dubai jantando no 122º andar do Burj Khalifa, o maior arranha-céu já construído pelo homem. Com 828 metros e 160 andares, a estrutura supera com folga o morro do Corcovado, no Rio.

Sunset no Burj Khalifa 

O emirado, ao contrário de sua irmã Abu Dhabi, não foi premiado com reservas abundantes de petróleo. Já no começo dos anos 90, sua modesta produção começou a declinar e hoje é praticamente inexistente.

Astutamente, as autoridades aproveitaram a vocação natural da cidade para o comércio, dada sua localização estratégica na entrada do Golfo Pérsico, e deslancharam um inimaginável plano de internacionalização.

Em pouco menos de três décadas, Dubai tornou-se o centro de serviços financeiro e de tecnologia para toda a região. E nem o brutal calor (não vi o termômetro abaixo de 36 graus Celsius) é capaz de afastar o interesse dos afluentes da região pelos lançamento imobiliário daqui.

O que era deserto há pouco hoje ostenta extraordinárias conquistas da engenharia humana, dando prova de que há maneiras de perenizar as benesses do dinheiro abundante.

Embarcando agora para o Brasil, questiono se conseguiremos dar bom uso ao capital internacional que jorra dos mercados desenvolvidos.

É como dizem por aqui, “camelo selado só passa um vez”.

Um abraço e boa leitura.

Caio

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