Imagem: iStock.com/primeimages
A Bolsa brasileira viveu um primeiro quadrimestre de forte entrada de capital estrangeiro em 2026. Depois de um 2025 já positivo, os investidores internacionais voltaram a direcionar recursos para a B3 e impulsionaram um fluxo expressivo nos quatro primeiros meses do ano.
Janeiro liderou o movimento, com entrada líquida de R$ 26,5 bilhões vindos do exterior — valor praticamente equivalente a todo o saldo positivo registrado em 2025, de R$ 26,8 bilhões. O apetite continuou nos meses seguintes: fevereiro somou R$ 15,4 bilhões, março teve fluxo positivo de R$ 12 bilhões e abril encerrou com entrada de R$ 3,2 bilhões, apesar de uma desaceleração no ritmo das compras.
Embora sempre positiva nos primeiros meses de 2026, é possível observar que a entrada de recursos no país reduziu gradualmente. E maio registrou o primeiro mês de retirada líquida de capital da B3 pelos gringos. Até o último dia 26, o saldo era uma retirada de -R$13,8 bilhões.
Por que esse movimento tem ocorrido?
A perda de fôlego dos investimentos gringos no Brasil é decorrente de uma combinação entre pressões externas persistentes e uma deterioração adicional do ambiente doméstico nas últimas semanas, apontam analistas da Empiricus.
As pressões externas são derivadas da guerra no Oriente Médio que, entre outros impactos, afetou as expectativas de inflação em nível global e alterou a trajetória dos juros em diferentes regiões do mundo.
A consequência direta desse ambiente foi uma desaceleração do fluxo de entrada de capital estrangeiro para mercados emergentes e uma valorização dos índices americanos, puxados pelos bons resultados das empresas de tecnologia.
No Brasil, o aumento das incertezas políticas, eleitorais e fiscais contribuiu para aumentar a cautela dos investidores.
Um exemplo é o episódio que ligou o senador Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição para as eleições deste ano até o momento, a Daniel Vorcaro, o que elevou parte da preocupação dos investidores, de acordo com os analistas.
“O campo oposicionista concentra, neste momento, a narrativa mais associada a uma agenda reformista, fiscalmente mais rígida e percebida como mais favorável ao mercado. O receio é que um eventual enfraquecimento de sua competitividade aumente as dúvidas em torno da viabilidade de uma candidatura capaz de chegar fortalecida ao segundo turno e sustentar expectativas de mudanças na condução econômica do país”, escreveram em relatório.
E agora, o que fazer? É hora de sair da Bolsa brasileira?
Para os analistas da Empiricus, a resposta é não. “Temos sérias razões para imaginar que se trata de um mero soluço, e que esse fluxo voltará a crescer em breve”, avaliam.
Eles destacam que o cenário-base ainda aponta para uma normalização gradual do conflito no Oriente Médio e para uma recuperação parcial do apetite global por risco ao longo do tempo, “especialmente em um contexto de enfraquecimento estrutural do dólar e possível reacomodação dos fluxos internacionais para fora dos Estados Unidos”.
“Nesse ambiente, emergentes como o Brasil continuam reunindo atributos relevantes, ativos descontados, juros elevados, abundância de commodities e importância geoeconômica”, avaliam.
No entanto, os analistas ponderam que em um período em que os estrangeiros estão cada vez mais seletivos, o Brasil dependerá cada vez mais da combinação entre “credibilidade institucional, estabilidade econômica e percepção de longo prazo sobre o país”.
Como investir neste cenário?
Ainda segundo os analistas, embora o cenário-base aponte para um desfecho positivo para os ativos brasileiros, cresce a importância de selecionar bem onde investir.
Neste ambiente que se desenha, os estrangeiros, que foram os grandes responsáveis pela alta do Ibovespa nos primeros meses do ano, serão cada vez mais criteriosos e rigorosos ao decidir onde aportar os recursos.
Por isso, a Empiricus tem um convite para você: o novo serviço de “streaming” da casa, chamado Empiricus+.
Nele, você terá acesso a mais de 11 carteiras, voltadas para diversas estratégias, como dividendos, ganho de capital, fundos imobiliários, renda fixa, small caps, ações internacionais, opções e mais.
Além disso, receberá relatórios diários que ajudarão a entender como se posicionar no cenário atual, plantões de dúvidas com os analistas da casa e conteúdos em diferentes formatos para investir melhor.
O preço? Menos de R$ 1 real por dia, com a possibilidade de testar gratuitamente por 7 dias e cancelar sem custos se não gostar do conteúdo.
Para conhecer o Empiricus+ e acessar tudo o que você precisa saber para investir em meio ao ambiente macroeconômico atual, basta clicar neste link ou no botão abaixo: