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Empiricus Podca$t

Entre guerra, inflação e juros altos, esse investimento ‘gringo’ pode mexer com a sua carteira; assista ao último Empiricus PodCa$t

No Empiricus PodCa$t desse sábado (30), Enzo Pacheco e Lais Costa, analistas da casa, trazem perspectivas para a economia global e um ativo ‘desconhecido’ dos brasileiros que pode se destacar; confira

Por Anna Larissa Zeferino

30 maio 2026, 09:00

Moedas, real, dólar, guerra, exterior, investimentos, Estados Unidos, EUA

(Imagem: iStock.com/YinYang)

Passados cerca de 90 dias desde o início da guerra no Oriente Médio, o investidor global está tentando entender um mundo aparentemente contraditório.  

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De um lado, há a precificação dos efeitos do conflito ao redor do mundo, começando pelo choque de energia, passando pela pressão inflacionária e, por último, pela revisão das perspectivas de juros nos principais mercados globais.

Por outro, ainda existe a busca por oportunidades de investimento em meio à crise: especialmente aquelas que possam combinar potencial de lucros, proteção e diversificação ao mesmo tempo.

E a grande questão é que algumas delas crescem “em silêncio”, no exterior, longe do radar dos brasileiros.

Como navegar um cenário em que tudo parece andar em direções diferentes ao mesmo tempo, equilibrando risco, diversificação e a busca por lucros? 

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Enzo Pacheco e Lais Costa, analistas da Empiricus Research, discutem o assunto no episódio do Empiricus PodCa$t desse sábado (30). Assista agora:

Nesse momento, diversificar carteira para além do Brasil é necessário, segundo analista

Ao longo do programa, os analistas reforçam que é importante que o investidor brasileiro mantenha uma parcela de sua carteira no exterior – especialmente nos Estados Unidos.

“Não me parece que há algo problemático na economia americana, apesar do choque. As idas e vindas da guerra são o mais complicado”, afirma Enzo Pacheco.

Passado o choque inicial da guerra, o mercado já começa a precificar um possível ciclo de alta dos juros nos EUA, em meio à pressão inflacionária. Mas para o analista, “temos que ficar ‘on hold’ com essa questão de juros” por enquanto: talvez o aumento não seja necessário no final das contas.

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Pacheco aponta que os EUA continuam sendo um “bolsão de excelência em relação aos mercados do mundo inteiro”: pela facilidade de acesso, pela força do dólar, e pelas empresas oferecidas.

Um exemplo disso é a última temporada de resultados das big techs americanas, que foi muito bem avaliada e, inclusive, responsável pelo retorno de fluxo de capital para os EUA após meses nos quais investidores globais priorizaram mercados emergentes.

“Se a economia americana continuar dinâmica e robusta, como temos visto nos últimos meses, não tem por que o investidor abrir mão desse mercado”, conclui.

Por que brasileiros investem pouco em ativos internacionais?

“O brasileiro ainda não fez um grande movimento de internacionalização. Ainda é marginal, focado nos investidores de alta renda”, afirma Lais Costa. Para a analista, o grande gargalo está na barreira educacional:

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“Educação é geracional. Precisamos que a população de média idade entenda a necessidade de aprender [a investir no exterior] e ensinar isso aos seus filhos. Brasileiros ainda são muito alocados em renda fixa. Muito focados em crédito privado, crédito incentivado. E com poucos incentivos para sair disso, dados os níveis de juros.”

Ao mesmo tempo em que o “gargalo educacional” não é resolvido, a facilidade de acessar o mercado estrangeiro a partir do Brasil já é uma realidade. “Não existe nem barreira de língua, você pode fazer tudo em português, no celular” por meio de instituições financeiras habilitadas, comenta Enzo Pacheco.

Porém, um ativo ‘não-americano’ está no centro das indicações dos analistas

Mesmo com o destaque dado ao mercado dos EUA, os analistas apontam que não se pode deixar de buscar outras praças que possam oferecer maior vantagem tributária, um ponto não muito forte entre os ativos norte-americanos.

Até os próprios investidores estadunidenses sabem disso. “Diferimento de imposto é a maior obsessão do americano que investe”, afirma Lais Costa.

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Com isso, os analistas trazem à discussão um ativo que não pertence ao mercado dos EUA, mas sim ao europeu, e que pode ser um instrumento de:

  • Diversificação de carteira;
  • Eficiência e liquidez;
  • Planejamento sucessório;
  • Vantagem tributária.

Segundo os analistas, esse é um produto “muito pró-investidor”, pelo qual é “muito difícil não optar” quando o assunto é compará-lo com ativos norte-americanos, especialmente na questão tributária.

Assista ao episódio na íntegra para saber mais sobre esse ativo, além das demais recomendações dos analistas para o momento:

Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.