Chegou a hora

Para o horror e a indignação da Igreja Azul brasileira (ver minha newsletter O timoneiro sumiu, de 24/9), a tal da “Nova Direita” varreu o establishment […]

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Chegou a hora

Para o horror e a indignação da Igreja Azul brasileira (ver minha newsletter O timoneiro sumiu, de 24/9), a tal da “Nova Direita” varreu o establishment político construído nas décadas pós-regime militar.

Na quinta-feira, dia 11, a Folha de S.Paulo noticiou o declínio dos dois grandes partidos que dominavam a cena até então.

O PT perdeu 15 milhões de eleitores desde 2014, um queda de 14,5 por cento. Pior ainda, o PSDB perdeu 52 por cento dos eleitores no mesmo período.

Como Adilson Maguila naquela ensolarada tarde em Las Vegas, os especialistas se retorcem em explicações a posteriori, atropelados pela vontade popular de um Evander Holyfield.

Não vejo razão para lamentar a desmontagem de um sistema partidário sem representatividade, fragmentado e fisiológico.

Da mesma maneira, não me choco com a eleição ao Congresso de nomes considerados bizarros pela Intelligentsia. Inaceitáveis são os incontáveis políticos profissionais que vêm assombrando o nosso Legislativo há tanto tempo.

Discordo frontalmente daqueles que classificam o atual momento eleitoral como uma demonstração de repúdio da nossa sociedade ao sistema político. O que se vê é a rejeição desse sistema parasitário que foi construído para servir a si mesmo.

Tem sido um tema recorrente nesta newsletter o abandono do cidadão comum, desconectado e negligenciado pelos poderosos.

Brasília foi estrategicamente estabelecida como um bunker de perpetuação do sistema. Somente os grupos estabelecidos de interesse tinham acesso e conexões lá dentro. Dessa forma se perpetuava uma relação parasitária, onde os hospedeiros éramos nós, o Brasil produtivo.

O isolamento de Brasília é o exemplo mais concreto do quão hermético são os sistemas de poder no país.

Grandes conglomerados financeiros, industriais e de comunicação acomodam-se com os poderes políticos e resolvem tudo entre si.

As eleições de 2018 foram um soco nocauteador no arranjo político, nada mais será como antes.

Dede o seu início, a Empiricus tem enfrentado os interesses estabelecidos, combatendo o bom combate.

Enfrentamos censura e boicote. Fomos recebidos com desdém. Tentaram nos ignorar, assim como consideraram os vencedores destas eleições uns malucos irrelevantes.

Mesmo assim, perseveramos.

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