Déjà-vu

“When you see familiar faces, But you don’t remember where they’re from, Could you be wrong? When you’ve been particular places, That you know you’ve […]

“When you see familiar faces,
But you don’t remember where they’re from,
Could you be wrong?
When you’ve been particular places,
That you know you’ve never been before,
Can you be sure?
‘Cause you know this has happened before,
And you know that this moment in time is for real,
And you know when you feel déjà-vu”

 Deja Vu — Iron Maiden

E a página da reforma da Previdência foi virada.

Sim, eu sei que ela ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado. E mais: caso o Senado mexa em algo, o que é provável, a PEC vai retornar à Câmara para mais uma rodada de votação.

São nuances do rito legislativo, todas necessárias, mas absolutamente irrelevantes desde a acachapante votação de quarta-feira, quando 379 deputados deram um sonoro sim à Nova Previdência.

Caso você tenha acompanhado pela imprensa o desenrolar do processo, certamente foi tomado por preocupação e até temor de que a reforma não fosse aprovada ou, se fosse, teria sido desfigurada na sua essência.

Quantas vezes você deve ter lido, ouvido ou assistido a comentários da inabilidade do Executivo em coordenar com o Legislativo os esforços para que a aprovação fosse obtida?

E de que a esquerda, mancomunada com grupos de interesse, bloquearia a tramitação, minando os esforços da bem-intencionada equipe econômica?

E a falta de convicção de Bolsonaro, que a qualquer momento daria um pé nos fundilhos do seu Posto Ipiranga, retornando às suas origens corporativistas?

Parafraseado Nassim Taleb, é melhor não ter mapa do que utilizar o mapa errado.

Você estaria mais bem-informado se tivesse gasto o primeiro semestre numa ilha isolada no Pacífico Sul, observado os astros e o movimento das marés.

E deixe-me dizer o que vai acontecer nas próximas semanas caso você insista em continuar a usar o mapa fajuto.

Matérias, textos, entrevistas e comentários dissecando os pormenores da reforma, invariavelmente com viés negativo, relativizando a relevância da aprovação.

Novamente serão questionados a convicção de Bolsonaro, o temperamento de Paulo Guedes e a lealdade de Rodrigo Maia.

Exemplos de rebeldia na base aliada serão realçados, e um espaço desproporcional será dedicado para que parlamentares de esquerda desfiem suas críticas à injustiça da reforma e à lisura do processo de aprovação.


No campo econômico, seguiremos sendo alimentados com números pobres sobre o crescimento do PIB, com ênfase na fraca geração de empregos.

Enquanto isso, abaixo desse ruído todo, o país seguirá o caminho de reformas e modernização iniciado no governo Temer.

Além das fundamentais reformas tributárias e trabalhista que já estão sendo formatadas pela equipe econômica, uma série de medidas infralegais serão implementadas já no segundo semestre, desregulando e simplificando regras que travam a iniciativa privada.

A MP da Liberdade Econômica, que obviamente recebeu pouco destaque na mídia, está tramitando no Congresso e, mesmo antes de ser referendada, já provoca mudanças estruturais na maneira como se empreende no Brasil.

Os mercados, já em meados de maio, desligaram a TV e o rádio e promoveram uma alta generalizada no preço das ações, e o derretimento de taxas longas de juros a patamares inéditos.

Minha sugestão é que você faça o mesmo.

Jogue fora o mapa errado agora.

Pense na grande mudança estrutural pela qual o país está passando (juro longo de 7 por cento muda tudo) e posicione-se para aproveitar chances que acontecem um vez a cada três décadas.

O Felipe está convencido de que as melhores oportunidades de multiplicação de patrimônio neste momento estão em ações brasileiras.

Eu concordo.

Déjà-vu de 1995, primeiro ano do governo FHC.

Deixo você agora com os destaque da semana.

Um abraço e boa leitura.
Caio

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