Mundo grande

“Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me […]

“Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.”

Carlos Drummond de Andrade

Não é de hoje que venho falando da importância de investir fora do Brasil.

Talvez seja o tema mais recorrente desta newsletter.

É fato facilmente constatável que nós, brasileiros, somos nacionalistas nas nossas preferências de investimento.

Há razões históricas para isso. O controle de capitais existiu durante décadas no país, especialmente nos tempos de escassas reservas internacionais.

Apesar da atual facilidade com que as pessoas conseguem movimentar os seus recursos, simples como o toque de um botão no aplicativo do banco, a participação de ativos estrangeiros nas carteiras dos brasileiros é ínfima.

Existem restrições regulatórias que contribuem para isso. A cinquentona circular 24/66, do Banco Central, proíbe que instituições financeiras ofereçam a seus clientes oportunidades de investimento fora do Brasil.

É por isso que você nunca recebeu uma dica do seu gerente de banco ou assessor de investimentos para um investimento “especial” no exterior (a exceção aqui vai para os abonados clientes do private banking, em que tais modalidades são apresentadas com o “tratamento adequado”).

Sem o empurrão de intermediários financeiros, turbinados por premiações e bônus, torna-se muito difícil quebrar a inércia do nosso provincianismo financeiro.

Ficamos restritos às alternativas tupiniquins, ao passo que lá fora tem um mundão a ser explorado.

A Empiricus, como empresa de comunicação, não está restrita às limitações do Banco Central. Ainda tratamos primordialmente de investimentos domésticos, até porque é essa demanda que nos chega por parte de nossos assinantes. Gradativamente, porém, estamos trazendo sugestões de investimentos no exterior.

Mas mesmo assim, confesso que ainda estranho quando leio pela manhã notas sobre Disney, McDonald’s e Apple, em meio aos comentários tradicionais sobre Petrobras, Itaú e outras empresas listadas no Day One.

É como se o mundo dos investimentos lá fora não nos pertencesse. Ou não fosse para o nosso bico.

No entanto, novas soluções estão transformando esse cenário. Além da proximidade proporcionada pela internet, plataformas digitais e redes sociais, surgem iniciativas que facilitam a operacionalização de investimentos no exterior.

A corretora Avenue, criada pelo notável empreendedor Roberto Lee, e o aplicativo Stake prometem uma experiência simples e intuitiva para o investidor desbravar as oportunidade de ganhar dinheiro lá fora.

E dentro dessa linha, meus sócios da Agora resolveram trazer para os brasileiros uma de suas afiliadas mais exitosas, a Agora Financial. Ao acompanhar a newsletter “Um Brasileiro em Wall Street”, você fica mais perto do que está rolando no mais importante mercado de capitais do mundo.

Um abraço!

Caio

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