Nossa segunda casa

Semana que vem, iniciaremos o primeiro passo de um gradual processo de retomada dos trabalhos presenciais na Empiricus.

Semana que vem, iniciaremos o primeiro passo de um gradual processo de retomada dos trabalhos presenciais na Empiricus.

Depois de três meses trabalhando exclusivamente de nossas casas, retornaremos ao escritório com um pequeno contingente. Nesta primeira fase, somente 20% do nosso quadro voltará. Além dos critérios de risco, como idade, comorbidade, acesso a transporte individual, etc., a vontade de cada colaborador foi determinante em definir quem deixa o home office e quem permanece em casa.

Incluído nesses 20%, estou contando os poucos dias que restam para o meu retorno.

Reconheço a importância das ferramentas de comunicação remota que permitiram à nossa empresa, assim como uma infinidade de outras ao redor do mundo, seguir com sua operação, possibilitando a manutenção do emprego da integralidade da nossa equipe.

Das nossas casas, conseguimos seguir cumprindo nossa missão de trazer orientações de investimento aos nossos assinantes dentro de um modelo independente, livre de conflitos de interesse. Orientação especialmente valiosa neste período de extrema incerteza.

Dito isso, admito que estou aliviado em estar recuperando algum grau de normalidade em minha rotina. Amo meus filhos infinitamente, mas uma certa distância por algumas horas colabora com o bom ambiente doméstico.

A possibilidade do trabalho remoto veio para ficar, pelo menos em alguma instância. Viagens de negócios, por exemplo, certamente diminuirão de frequência dada a negativa relação custo-retorno em comparação com uma reunião pelo Zoom. Recebi recentemente uma pesquisa feita por um fundo de venture capital junto a CEOs de empresas de tecnologia com alto grau de aceleração. Os tais unicórnios ou futuros unicórnios. A pesquisa buscava medir como as empresas estão se adaptando à nova realidade do trabalho à distância.

A avaliação foi amplamente positiva, até porque o próprio conceito de home office surgiu nas empresas de tecnologia. Por outro lado, houve uma quase unânime queixa quanto à falta de conexão humana com o distanciamento físico.

O dinamismo de estar dentro de um mesmo ambiente físico ainda é insubstituível. Em situações de trabalho colaborativo, a proximidade com os colegas faz-se especialmente valiosa.


Escritório da Empiricus pré-Covid

Checagens rápidas, reuniões instantâneas e até mesmo linguagem não verbal são formas relevantes de nos comunicarmos dentro da empresa. Por melhor que sejam as ferramentas de comunicação remota, ainda não substituem à altura a interação face a face.

Em nossa vida social, também almejamos pelo calor de quem gostamos, por mais divertidas que estejam sendo as reuniões virtuais com parentes e amigos.

O quadro da evolução da pandemia segue absolutamente incerto. Enquanto o vírus aparentemente perdeu potência na Europa, segue prevalente nas Américas e volta a pipocar na Ásia. Há evolução notável nos protocolos de tratamento, e a corrida pela vacina dá sinais positivos.

Enquanto não temos uma solução definitiva, vamos encontrando caminhos para normalizar nossa vida, resgatando o que nos foi tirado pelo infame vírus.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Boa leitura e um abraço,

Caio

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