Quem não lê, não pensa

“O brasileiro não lê.” Ouço isso desde criança. Tal afirmação, talvez carente de comprovação estatística, normalmente vem acompanhada de alguma evidência anedótica, como a comparação […]

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Quem não lê, não pensa

“O brasileiro não lê.”

Ouço isso desde criança.

Tal afirmação, talvez carente de comprovação estatística, normalmente vem acompanhada de alguma evidência anedótica, como a comparação entre o número de livrarias em Buenos Aires contra as que existem no Brasil todo.

Os números de circulação dos nossos principais jornais e os rankings de livros mais vendidos também evidenciam nosso pouco apreço pelo hábito da leitura.

Não escrevo aqui para discordar, pelo contrário. A nossa falta de leitura é uma verdadeira tragédia nacional. “Quem não lê, não pensa. E quem não pensa será sempre um servo”, afirmou certa vez o saudoso Paulo Francis.

E o mau hábito da pouca leitura vai muito além do baixíssimo consumo de livros e jornais.

Bula de remédio, manual de instrução, contratos de locação. Ninguém lê nada.

Independentemente da importância do texto, Deus nos livre de perder nosso precioso tempo mirando aquelas letrinhas.

No ano passado, praticamente ninguém quis perder tempo lendo programas de governo. Tem um povo aí que empunhou a bandeira de defensor da democracia do candidato derrotado Fernando Haddad (PT) sem se incomodar em checar o teor autoritário do seu extenso programa.

Há poucos dias, o presidente Jair Bolsonaro divulgou a sua Mensagem ao Congresso Nacional. Pela pouca repercussão, imagino que apenas um punhado de leitores tenha atravessado as 256 páginas do documento, que detalha toda a estratégia de atuação do Executivo para os próximos quatro anos.

Os poucos que leram, todavia, encontraram uma importante mensagem, que afeta a sua vida, leitor da Empiricus e investidor individual.

 

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Os poucos que leram, todavia, encontraram uma importante mensagem, que afeta a sua vida, leitor da Empiricus e investidor individual.

Mas, antes de tratar disso, deixe-me compartilhar algo com você.

Outro dia recebi aqui no nosso escritório um empresário cuja família controla um grupo empresarial diversificado. Dentre os vários segmentos de atuação, tal grupo tem ativos relevantes em comunicação.

O encontro foi promovido por um amigo em comum, conterrâneo do empresário.

Após o cafezinho de boas-vindas, começamos nossa conversa, animada e aprazível. Papo agradável, temperado pelo sotaque e pelo carisma do meu interlocutor nordestino. Com o gelo devidamente quebrado, ele me explicou que o propósito do encontro seria entender melhor o segredo do nosso modelo de negócio.

Como mostrar é mais fácil do que explicar, convidei-o para um tour pela empresa, no caso, a Empiricus, uma vez que a Acta é mais virtual do que operacional

Ao acompanhá-lo pelos vários espaços em que trabalham nossos colaboradores e colaboradoras, fui mostrando a ele nossa “linha de montagem”.

Conteúdo, marketing, copywriting, audiovisual, tecnologia, atendimento ao assinante. E, ao longo do passeio, fui explicando o nosso modus operandi.

Voltamos para um segundo café e retomei a conversa.

“Não há segredo algum. Estamos no negócio de informação. Temos uma equipe de especialistas que entendem de determinado assunto. Juntamos suas ideias em séries de publicações que nossos assinantes escolhem segundo seu próprio interesse. Caso o assinante esteja satisfeito com o conteúdo adquirido, vai permanecendo conosco e viabilizando a empresa no longo prazo.”

Meu recém-amigo nordestino abriu um sorrisão e respondeu: “Esse conteúdo deve ser bom mesmo para manter esse escritório chique que vocês têm”.

Voltando agora à mensagem do presidente ao Congresso, destaco o trecho que defende a autonomia do Banco Central. Copio aqui:

“O Governo Federal vai avançar com o projeto de dar autonomia ao Banco Central do Brasil. A autonomia operacional fixada em lei reduz riscos no sistema financeiro, bem como cria condições melhores para o controle da inflação e a manutenção de taxa estrutural de juros mais baixa. Esse modelo de gestão é amplamente consagrado no mundo. O Brasil precisa se reinventar com maior foco em investimentos privados. O Governo Federal irá propor um conjunto de medidas para estimular o crescimento do mercado de capitais, que é fundamental para alocação de recursos privados em projetos importantes para o País. Tais medidas darão impulso ao processo de democratização do acesso ao mundo financeiro. Os pilares para essa etapa são inclusão, custos de crédito mais baixos, educação financeira e transparência nos processos.” (Os negritos são meus.)

Não posso esconder minha satisfação ao ler a intenção do governo em apoiar a democratização do acesso ao mercado financeiro.

Desde o nosso início, em 2009, temos como missão trazer as melhores oportunidades de investimento para a pessoa física, historicamente desprezada pelo mercado.

Quanto mais pessoas se interessarem por finanças e investimentos, maior o potencial de assinantes da Empiricus.

Usando um exemplo banal, ninguém precisa assinar uma publicação da Empiricus para “aprender” a investir em poupança ou em um fundo bancário de prateleira.

Somente com informação e educação de qualidade é que o brasileiro vai se interessar em alternativas de investimento que verdadeiramente façam sentido para ele.

Assim sendo, nossos interesses como empresa estão inteiramente alinhados com um mercado de capitais mais democrático e acessível. E seguiremos trabalhando nesse sentido, como fazemos há dez anos.

Um abraço!

Caio

P.S.: Gravei uma importante mensagem sobre a minha carteira de investimentos. Assista agora!