Quem não tem colírio

Hoje peço licença antecipadamente por ferir alguma sensibilidade, mas dedicarei esta newsletter à apologia à maconha. É isso mesmo.  Eu, Caio Mesquita, empresário, pai de […]

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Quem não tem colírio

Hoje peço licença antecipadamente por ferir alguma sensibilidade, mas dedicarei esta newsletter à apologia à maconha.

É isso mesmo.  Eu, Caio Mesquita, empresário, pai de três filhos e marido dedicado, comprometido com os tradicionais valores familiares, estou dedicando este espaço para destacar as incríveis propriedades da Cannabis sativa, popularmente conhecida aqui no Brasil como maconha.

Não faço isso para gerar polêmica nem para aumentar ainda mais o número de desafetos da Empiricus. Já estamos com nossa cota cheia destes, devidamente pelos defensores da linguagem serena e moderada quando se fala de finanças e investimentos.

Tampouco acho que “dar um tapa da pantera” e “ficar mucho loco” seja algo recomendável, especialmente nos dias de hoje, em que os desafios cotidianos exigem de nós cada vez mais atenção e responsabilidade para encararmos a realidade.

Além disso, o consumo da erva no Brasil ainda é ilegal e, portanto, recomendar sua utilização não faz sentido para mim, respeitador da lei e do ordenamento jurídico.

Trato aqui do seu uso medicinal e, mais especificamente, no que tange ao nosso interesse, da espetacular performance das empresas envolvidas neste verdadeiro “boom” que acontece atualmente nos Estados Unidos.

As substâncias presentes na composição da erva, como o THC e o canabidiol, são comprovadamente aliadas no combate às dores crônicas e a outros sintomas causados por inúmeras doenças, desde dor de cabeça até o próprio câncer.

Apesar de a maconha não curar propriamente as enfermidades, ela é poderosa em amenizar dores e outros sintomas desagradáveis, assim como em diminuir os efeitos colaterais de alguns tratamentos como a quimioterapia, por exemplo.

Além de utilizar a erva no tratamento coadjuvante contra o câncer, atualmente os americanos a estão usando também para tratar pacientes que sofrem de glaucoma, AIDS, espasmos musculares, convulsões, náusea severa, atrofia muscular, entre outras condições diversas.

Com tantos benefícios, não é de se estranhar que o setor de “medical marijuana” esteja explodindo por lá. As perspectivas apontam para um mercado de 35 bilhões de dólares já em 2020, quando gerará 280 mil empregos.

E, apesar de a maconha já contar com grande aprovação nos EUA, uma vez que 64 por cento dos americanos são favoráveis à sua legalização, menos da metade dos Estados americanos permitem sua utilização. Ou seja, ainda há um enorme potencial de crescimento para o setor.

Diante disso tudo, é absolutamente notável a valorização das ações de empresas que atuam no setor de maconha medicinal. Verdadeiras fortunas estão sendo feitas ao investir em “pot stocks”. Estou falando de ganhos de dar inveja até aos investidores de criptomoedas de primeira ordem.

Como sempre, o Brasil está atrasado nesta. Porém, o processo é inexorável. Prevejo que, em pouco tempo, também poderemos ver o surgimento de empresas de maconha medicinal brasileiras.