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Empiricus Educação

Antes de sermos pequenos ou grandes, somos investidores

No largo período entre 1965 e 2017, Warren Buffett conquistou retornos médios de +20,9% ao ano com sua empresa de participações, enquanto os retornos do […]

Por Rodolfo Amstalden

19 fev 2019, 05:00

No largo período entre 1965 e 2017, Warren Buffett conquistou retornos médios de +20,9% ao ano com sua empresa de participações, enquanto os retornos do mercado americano ficaram em +9,9%.

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Isso é raríssimo.

Buffett simplesmente atropelou o S&P 500.

Não significa que possamos imitá-lo, mas sempre dá para aprender alguma coisa com o bom velhinho.

No entanto, alguns financistas invejosos preferem amaldiçoá-lo com desconfianças, pregando que, em vários dos últimos anos, Buffett simplesmente entregou o retorno do S&P 500.

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Em 2012, Buffett fez +16,8% contra +16,0% da Bolsa americana.

Em 2013, o placar ficou em +32,7% versus +32,4%.

Em 2017, a diferença entre +21,9% e +21,8% se deu pela margem mínima.

Será que o encanto acabou?

A nossa música nunca mais tocou?

Não contentes em malfadar o maior investidor do mundo, os invejosos vieram também com uma justificativa apocalíptica.

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Quando o patrimônio ainda era pequeno, Buffett tinha a vantagem da agilidade, e conseguia passar uma rasteira no mercado.

Agora que ficou grande, porém, confunde-se com o próprio mercado; não consegue se mexer despercebido.

Sem ignorar certo ônus ligado ao tamanho, quero levantar aqui a hipótese doutro motivo que mais interessa a nós que somos investidores, muito antes de sermos pequenos ou grandes.

Por que se dar ao trabalho – praticamente impossível em bases disciplinadas – de bater um mercado que sobe +16,0%, +32,4% ou +21,8%?

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Devidamente calçado com as sandálias da humildade (essa é sua principal virtude), Buffett percebeu que, às vezes, o melhor que você tem a fazer é abraçar o mercado.

Quando a Bolsa sobe forte, fique satisfeito em “meramente” pegar carona.

Quando a Bolsa anda de lado ou naufraga, mostre seu valor próprio ao evitar o pior.

Os gênios das finanças seguem o mercado durante a parte boa do tempo e destoam durante a parte ruim.

E, acredite: isso é o máximo que eles podem fazer.

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Se eles acertarem muito e errarem pouco ao longo da vida, terão alcançado exatamente esse tipo de payoff.

Não existem investidores capazes de bater o índice quando ele vai bem e também bater quando ele vai mal… aliás, até existem, por períodos breves, mas nunca através de décadas.

Se você trocar passes laterais durante a maior parte do jogo, com segurança, valorizando a posse de bola, bastarão uns poucos lances de sorte ou brilhantismo para colocá-lo em vantagem ao longo dos anos.

Isso é Tite e, sobretudo, Guardiola.

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ambição medida vale muito e a ambição desmedida vale zero.

Sócio-fundador e CEO da Empiricus, é bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero e mestre em Finanças pela FGV-EESP.