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Palavra do Estrategista

Fiscal no Centro: Entre o Ajuste e a Ruptura

O Brasil não enfrenta um risco iminente de crise fiscal, mas a trajetória das contas públicas segue preocupante. Apesar da elevada liquidez do Tesouro, da capacidade de rolagem da dívida e da baixa exposição cambial, o país ainda convive com déficit primário, despesas obrigatórias em crescimento e uma das maiores contas de juros do mundo, […]

Pedro Claudino

Por Pedro Claudino

13 ago 2026, 09:00

Atualizado em 13 ago 2026, 15:09

Palavra do Estrategista

Imagem criada com auxílio de inteligência artificial e edição da equipe Empiricus.

O Brasil não enfrenta um risco iminente de crise fiscal, mas a trajetória das contas públicas segue preocupante.

Apesar da elevada liquidez do Tesouro, da capacidade de rolagem da dívida e da baixa exposição cambial, o país ainda convive com déficit primário, despesas obrigatórias em crescimento e uma das maiores contas de juros do mundo, o que mantém a dívida pública em trajetória de alta.

Assim, o principal risco não é uma ruptura abrupta, mas uma deterioração gradual do ambiente econômico, marcada por juros elevados por mais tempo, menor espaço para investimentos, aumento da carga tributária e menor crescimento potencial da economia.

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Formado em Economia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Pedro é analista certificado CNPI e faz parte do time de fundos da Empiricus desde fevereiro de 2022, com atuação focada em crédito privado.