Resumo em 1 minuto
A semana pode recalibrar as expectativas para os juros globais. Nos Estados Unidos, petróleo pressionado, Treasuries elevados e uma agenda concentrada em emprego e inflação aumentam a sensibilidade dos mercados. Se os dados vierem fortes enquanto a energia permanecer cara, a curva americana pode incorporar um Federal Reserve ainda mais restritivo.
JOLTS, ADP, PCE, ISM industrial e payroll serão os principais indicadores internacionais. Ao mesmo tempo, as negociações sobre o Estreito de Ormuz continuam decisivas para petróleo, diesel, fretes e expectativas de inflação, enquanto a trégua comercial entre Estados Unidos e China reduz parte do risco imediato sem resolver as divergências estruturais.
No Brasil, a agenda econômica encontra a última semana antes do primeiro turno, em 4 de outubro. Caged, Pnad, IGP-M, contas públicas, dívida e execução orçamentária serão analisados em conjunto com pesquisas, debate presidencial e expectativas para a política econômica pós-eleitoral. Atividade mais fraca favorece a discussão sobre cortes de juros, mas inflação resistente e deterioração fiscal atuam na direção oposta.