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Investimentos

Alpargatas (ALPA4) entrega mais um tri de forte crescimento com ebitda recorde e Havaianas mais baratas na produção; confira análise

Com ebitda recorde, expansão de margens boa diluição de despesas, fique por dentro do 1T26 da Alpargatas.

Por Ruy Hungria

12 maio 2026, 14:02

Atualizado em 12 maio 2026, 14:05

alpargatas ALPA4

Imagem: Divulgação/Havaianas

A Alpargatas (ALPA4) apresentou mais um resultado forte no 1T26, com ebitda recorde, expansão de margens boa diluição de despesas. 

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Na Havaianas Brasil, a receita cresceu 13,2% para R$ 909,1 milhões, ajudada pelo aumento do volume de pares (+7,5%) e pelo aumento da receita/par (de R$ 15,8 no 1T25 para R$ 16,6 no 1T26), refletindo melhor mix de canais, ou seja, mais vendas em franquias e canais especializados. Vale destacar que o sell-out cresceu em ritmo menor, refletindo a estratégia da companhia de abastecer os lojistas antes da virada de coleção para evitar rupturas – uma estratégia que trouxe resultados positivos em 2025. 

Produção da Havaianas ficou mais barata no trimestre

Com ganhos de eficiência e diluição de custos fixos, a Havaianas Brasil também apresentou uma redução de 1% no custo por par, o que permitiu um aumento de 15,4% no lucro bruto e margem bruta recorde (49%) para um primeiro tri. 

Por fim, menores despesas com marketing proporcionaram à divisão brasileira mostrar um crescimento de 36,5% do ebitda, que chegou a R$ 237 milhões, com expansão de 4 p.p. de margem.

Negócios da Alpargatas no exterior

Na Havaianas Internacional os números seguem mostrando evolução. A receita aumentou 10,2% para R$ 307,5 milhões, com o aumento de volume de pares (+14,8%) mais do que compensando a redução de R$ 1,9 de receita por par, refletindo variações cambiais. 

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Enquanto a Europa mostrou crescimento (+15% na receita) pelo sexto trimestre consecutivo, mostrando assertividade da estratégia e reconhecimento da marca pelos lojistas/clientes, nos Estados Unidos o aumento de 22% reflete a continuidade da estocagem de sandálias após o início das operações com o novo parceiro. O único segmento que mostrou recuo foi o de Mercados Distribuidores (queda de 17,4% na receita), afetado pela interrupção de pedidos em alguns países afetados pelo conflito no Oriente Médio.

Apesar do forte crescimento da receita internacional, o lucro bruto cresceu menos (5,2%), com margem bruta recuando 3p.p. no período. Isso é explicado principalmente pelo avanço da nova estratégia nos EUA, que tem menores margens por conta da intermediação do distribuidor, mas que também deve resultar em maiores volumes e menores despesas, à medida que a operação ganha relevância.

Mesmo assim, o ebitda da Havaianas Internacional cresceu 88,6%, para R$ 62,2 milhões, evidenciando que a companhia está caminhando na direção correta. 

Por fim, a Rothy’s voltou a mostrar dificuldades no 1T26, com ebitda negativo de US$ 2,2 milhões (ante +US$ 0,8 milhão no 1T25), afetado pelas tarifas impostas pelos EUA sobre a China e fechamento temporário de algumas lojas por conta de condições climáticas severas.

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Consolidado ALPA4 no 1T26

Na visão consolidada, a companhia apresentou um ebitda de R$ 299,5 milhões, alta anual de 45,4%, com ganho de 5,5p.p. de margem. D mesma forma, o lucro líquido saltou 44,8%, para R$ 162 milhões, fletindo a forte melhora operacional. 

A alavancagem terminou o 1T26 em 0,5x dívida líquida/ebitda, mesmo após a distribuição de cerca de R$ 1 bilhão nos últimos trimestres na forma de JCP e redução de capital, o que evidencia a capacidade de geração de caixa da companhia.

Com bom potencial de crescimento tanto no Brasil como no mercado internacional, a ALPA4 segue na carteira.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.