Imagem: Divulgação/BTG Pactual
O BTG Pactual (BPAC11) divulgou os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26), marcando mais um trimestre sólido de elevados níveis de crescimento e rentabilidade, mesmo em um ambiente macroeconômico e geopolítico mais desafiador. O banco registrou receita total de R$ 9,97 bilhões e ROE de 26,6%, entre os maiores do setor.
Ainda que os três primeiros meses do ano marquem um período sazonalmente mais fraco para algumas linhas do negócio, o banco continuou expandindo receitas via ganho de market share, crescimento da base de clientes e expansão das plataformas de crédito, wealth e asset management.
Veja o resultado do BTG Pactual por segmento
Na área de Investment Banking, a receita somou R$ 628 milhões, (65,1% a/a e -9,3% t/t). A desaceleração sequencial se dá pelo contexto de maior volatilidade nos mercados ao longo do trimestre e um 4T25 extremamente forte.
Ainda assim, o banco manteve desempenho robusto em DCM e M&A, enquanto ECM se beneficiou de uma retomada parcial da atividade de mercado no início do trimestre. O BTG terminou o período como líder em ECM no Brasil em número de transações e volume financeiro.
Em Corporate Lending & Business Banking, o grupo renovou novamente os recordes de receita, que atingiu R$ 2,33 bilhões (+4,2% t/t e +20,7% a/a). O desempenho segue sendo sustentado pela expansão disciplinada da carteira de crédito, que alcançou R$ 281 bilhões (+21,9% a/a), além de uma menor pressão competitiva no mercado de capitais e da diversificação entre geografias e segmentos de clientes, preservando spreads saudáveis mesmo em um cenário de juros elevados.
A divisão de Sales & Trading voltou a apresentar números bastante fortes, com receita de R$ 1,88 bilhão, crescimento de 43,1% a/a, ainda que abaixo do recorde observado no 4T25. O resultado reflete principalmente a expansão da base de clientes, maiores níveis de atividade recorrente e uma alocação de capital mais eficiente nas mesas de trading. O banco reduziu o Value at Risk (VaR) médio diário para 0,32% do patrimônio líquido, contra 0,38% no trimestre anterior, indicando manutenção de uma postura confortável de risco e elevada flexibilidade operacional.
No segmento de Asset Management, as receitas totalizaram R$ 783 milhões, alta de 6,5% a/a. Na comparação trimestral houve queda de 8,9%, explicada principalmente pela base forte de performance fees do 4T25 e pelo menor número de dias úteis no trimestre. Ainda assim, os ativos sob gestão e administração alcançaram R$ 1,31 trilhão, impulsionados por forte captação líquida de R$ 47,9 bilhões, refletindo ganho contínuo de market share tanto em fundos quanto em asset servicing.
Já em Wealth Management & Personal Banking, o BTG voltou a entregar receitas recordes, que atingiram R$ 1,51 bilhão (+10,7% t/t e +44,6% a/a). O crescimento foi sustentado pela forte expansão do Wealth under Management, que alcançou R$ 1,28 trilhão (+28% a/a), além de maiores níveis de atividade dos clientes. A captação líquida somou R$ 34,9 bilhões no trimestre, impulsionada pelo crescimento orgânico e pelo contínuo ganho de participação tanto no segmento private quanto no varejo de alta renda.
Em Consumer Finance & Banking, linha que passou a consolidar integralmente o Banco Pan após o fechamento de capital da companhia, as receitas somaram R$ 1,13 bilhão (+20,4% t/t e +40,1% a/a). O avanço refletiu principalmente a expansão da carteira de crédito, que atingiu R$ 73,6 bilhões (+51,1% a/a), com destaque para o crescimento do consignado. A Too Seguros também contribuiu positivamente, com crescimento de 44,2% t/t, beneficiada por efeitos não recorrentes ligados à transição regulatória do setor.
Lucro líquido do BTG Pactual foi de R$ 4,8 bilhões no 1T26, alta de 42,3%
As despesas operacionais ajustadas somaram R$ 4,23 bilhões (+25% a/a), crescimento explicado principalmente pela expansão dos negócios e pela consolidação integral do Banco Pan. As despesas com salários e benefícios cresceram 10,6% a/a, refletindo reajustes salariais, promoções e incorporação integral da força de trabalho do PAN.
Ainda assim, o índice de eficiência permaneceu em 38,1%, praticamente estável em relação ao 4T25 e substancialmente melhor que os 41,3% do 1T25, reforçando a elevada alavancagem operacional do banco mesmo em um contexto de forte expansão.
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 4,8 bilhões (+42,3% a/a e +4,3% t/t), enquanto o patrimônio líquido avançou para R$ 74,5 bilhões. O banco encerrou outro trimestre com o ROE entre os maiores do setor, em 26,6%.
BPAC11: recomendação de compra
Em nossa visão, o trimestre reforça uma característica cada vez mais evidente no BTG: a capacidade de continuar crescendo de forma consistente mesmo em cenários mais difíceis, sustentado por um modelo de negócios extremamente diversificado. O banco segue ganhando escala em praticamente todas as frentes, mantendo rentabilidade muito acima da média do setor com elevada disciplina de capital.
Por cerca de 3,2x seu valor patrimonial e aproximadamente 11,5x lucros estimados para 2026, BPAC11 segue entre as recomendações da casa.
Obs: O Grupo Empiricus é controlado pelo BTG Pactual.