1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

BTG Pactual (BPAC11) tem mais um trimestre de elevados níveis de crescimento e rentabilidade; veja números do 1T26

Lucro líquido do BTG Pactual no 1T26 foi de R$ 4,8 bilhões, alta de 42,3% na comparação anual

Por Ruy Hungria

12 maio 2026, 14:39

Atualizado em 12 maio 2026, 14:39

BTG Pactual BPAC11

Imagem: Divulgação/BTG Pactual

O BTG Pactual (BPAC11) divulgou os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26), marcando mais um trimestre sólido de elevados níveis de crescimento e rentabilidade, mesmo em um ambiente macroeconômico e geopolítico mais desafiador. O banco registrou receita total de R$ 9,97 bilhões e ROE de 26,6%, entre os maiores do setor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que os três primeiros meses do ano marquem um período sazonalmente mais fraco para algumas linhas do negócio, o banco continuou expandindo receitas via ganho de market share, crescimento da base de clientes e expansão das plataformas de crédito, wealth e asset management.

Veja o resultado do BTG Pactual por segmento

Na área de Investment Banking, a receita somou R$ 628 milhões, (65,1% a/a e -9,3% t/t). A desaceleração sequencial se dá pelo contexto de maior volatilidade nos mercados ao longo do trimestre e um 4T25 extremamente forte.

Ainda assim, o banco manteve desempenho robusto em DCM e M&A, enquanto ECM se beneficiou de uma retomada parcial da atividade de mercado no início do trimestre. O BTG terminou o período como líder em ECM no Brasil em número de transações e volume financeiro.

Em Corporate Lending & Business Banking, o grupo renovou novamente os recordes de receita, que atingiu R$ 2,33 bilhões (+4,2% t/t e +20,7% a/a). O desempenho segue sendo sustentado pela expansão disciplinada da carteira de crédito, que alcançou R$ 281 bilhões (+21,9% a/a), além de uma menor pressão competitiva no mercado de capitais e da diversificação entre geografias e segmentos de clientes, preservando spreads saudáveis mesmo em um cenário de juros elevados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A divisão de Sales & Trading voltou a apresentar números bastante fortes, com receita de R$ 1,88 bilhão, crescimento de 43,1% a/a, ainda que abaixo do recorde observado no 4T25. O resultado reflete principalmente a expansão da base de clientes, maiores níveis de atividade recorrente e uma alocação de capital mais eficiente nas mesas de trading. O banco reduziu o Value at Risk (VaR) médio diário para 0,32% do patrimônio líquido, contra 0,38% no trimestre anterior, indicando manutenção de uma postura confortável de risco e elevada flexibilidade operacional.

No segmento de Asset Management, as receitas totalizaram R$ 783 milhões, alta de 6,5% a/a. Na comparação trimestral houve queda de 8,9%, explicada principalmente pela base forte de performance fees do 4T25 e pelo menor número de dias úteis no trimestre. Ainda assim, os ativos sob gestão e administração alcançaram R$ 1,31 trilhão, impulsionados por forte captação líquida de R$ 47,9 bilhões, refletindo ganho contínuo de market share tanto em fundos quanto em asset servicing.

Já em Wealth Management & Personal Banking, o BTG voltou a entregar receitas recordes, que atingiram R$ 1,51 bilhão (+10,7% t/t e +44,6% a/a). O crescimento foi sustentado pela forte expansão do Wealth under Management, que alcançou R$ 1,28 trilhão (+28% a/a), além de maiores níveis de atividade dos clientes. A captação líquida somou R$ 34,9 bilhões no trimestre, impulsionada pelo crescimento orgânico e pelo contínuo ganho de participação tanto no segmento private quanto no varejo de alta renda.

Em Consumer Finance & Banking, linha que passou a consolidar integralmente o Banco Pan após o fechamento de capital da companhia, as receitas somaram R$ 1,13 bilhão (+20,4% t/t e +40,1% a/a). O avanço refletiu principalmente a expansão da carteira de crédito, que atingiu R$ 73,6 bilhões (+51,1% a/a), com destaque para o crescimento do consignado. A Too Seguros também contribuiu positivamente, com crescimento de 44,2% t/t, beneficiada por efeitos não recorrentes ligados à transição regulatória do setor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lucro líquido do BTG Pactual foi de R$ 4,8 bilhões no 1T26, alta de 42,3%

As despesas operacionais ajustadas somaram R$ 4,23 bilhões (+25% a/a), crescimento explicado principalmente pela expansão dos negócios e pela consolidação integral do Banco Pan. As despesas com salários e benefícios cresceram 10,6% a/a, refletindo reajustes salariais, promoções e incorporação integral da força de trabalho do PAN.

Ainda assim, o índice de eficiência permaneceu em 38,1%, praticamente estável em relação ao 4T25 e substancialmente melhor que os 41,3% do 1T25, reforçando a elevada alavancagem operacional do banco mesmo em um contexto de forte expansão.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 4,8 bilhões (+42,3% a/a e +4,3% t/t), enquanto o patrimônio líquido avançou para R$ 74,5 bilhões. O banco encerrou outro trimestre com o ROE entre os maiores do setor, em 26,6%.

BPAC11: recomendação de compra

Em nossa visão, o trimestre reforça uma característica cada vez mais evidente no BTG: a capacidade de continuar crescendo de forma consistente mesmo em cenários mais difíceis, sustentado por um modelo de negócios extremamente diversificado. O banco segue ganhando escala em praticamente todas as frentes, mantendo rentabilidade muito acima da média do setor com elevada disciplina de capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por cerca de 3,2x seu valor patrimonial e aproximadamente 11,5x lucros estimados para 2026, BPAC11 segue entre as recomendações da casa.

Obs: O Grupo Empiricus é controlado pelo BTG Pactual.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.