1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

BTG Pactual Logística (BTLG11): Aquisição de três ativos logísticos combina estratégia e remuneração

BTLG11 adquiriu três ativos de padrão AAA por R$ 959 milhões

Por Caio Araújo

04 set 2026, 08:54

Atualizado em 04 set 2026, 08:54

Fundos logísticos; galpões logísticos; fundos imobiliários; btlg11

Imagem: Canva

O BTG Pactual Logística (BTLG11) anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MoU) para a aquisição de participação em três ativos logísticos de padrão AAA, atualmente pertencentes ao Capitânia Logística (CPLG11), por aproximadamente R$ 959 milhões.

O portfólio soma 182,5 mil metros quadrados de ABL própria e está integralmente locado para Mercado Livre e Amazon. Os imóveis estão localizados em São Bernardo do Campo e Jacareí, em São Paulo, e em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O primeiro já está concluído, enquanto os outros dois são projetos built-to-suit em desenvolvimento.

Em termos financeiros, a aquisição apresenta cap rate próximo de 9% e yield médio estimado pelo BTLG11 de 12,6% nos próximos 24 meses, dado que a estrutura de pagamento possui formato parcelado.

Os recursos desembolsados pelo BTLG11 nos ativos ainda em desenvolvimento serão remunerados a IPCA + 11% ao ano até a conclusão das obras, reduzindo o custo de oportunidade do capital durante o período de construção.

A aquisição é interessante pela combinação entre localização, qualidade dos ativos e perfil dos locatários. Os ativos paulistas estão posicionados entre os raios de 30 km e 60 km da capital, região dominante na carteira do fundo. Já o imóvel de São José dos Pinhais amplia a presença do fundo em uma das principais regiões logísticas do Sul.

Além disso, Mercado Livre e Amazon estão entre os principais ocupantes do segmento de e-commerce, com contratos de longo prazo nos ativos em desenvolvimento.

BTLG11: exposição a regiões logísticas estratégicas

Avaliamos a transação como positiva para o BTLG11. O fundo direciona os recursos da 16ª emissão — que, caso a negociação seja concretizada, ficará aproximadamente 77% alocada — para ativos AAA, bem localizados e com locatários de qualidade, sem renunciar a uma remuneração atrativa durante o período de desenvolvimento.

Do lado vendedor, o CPLG11 estima uma TIR de 43,6% ao ano na operação, evidenciando que a transação também cristaliza valor relevante para a contraparte, que assumiu o risco de desenvolvimento.

De modo geral, a operação reforça uma característica que já destacávamos na tese do BTLG11: a capacidade da gestão de utilizar sua escala e liquidez para acessar transações relevantes e aumentar a exposição a regiões logísticas estratégicas. Considerando o cap rate de entrada, o yield projetado e a estrutura financeira da aquisição, entendemos que o negócio agrega valor ao portfólio e reforça nossa visão positiva para o fundo.

Administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e profissional da Empiricus Research desde 2016. Com as certificações CAIA e CNPI, é o analista de Real Estate e responsável pela série Renda Imobiliária, que atua no mercado de fundos de investimento imobiliários.