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Os mercados começam esta quinta-feira em um equilíbrio um pouco menos desconfortável. Os juros americanos pararam de subir por enquanto, mas o petróleo continua pressionando e já se aproxima novamente dos US$ 100 por barril.
Depois da forte abertura recente das curvas globais, os investidores ganharam algum alívio nos juros, mas uma permanência do petróleo nesses níveis pode dificultar a desaceleração da inflação e recolocar rapidamente o Fed no centro das preocupações.
00:35 — Petróleo sobe mais de 8% em três dias. Até onde isso importa?
O Brent avança novamente nesta manhã e, por volta das 7h30, negociava acima de US$ 97 por barril. A commodity já acumula alta superior a 8% nas últimas três sessões.
A guerra entre Estados Unidos e Irã continua sendo o principal vetor. Apesar de Donald Trump sugerir uma operação militar curta, Teerã voltou a falar em retaliação, mantendo elevado o risco sobre a oferta. Ao mesmo tempo, os estoques americanos recuaram 4,5 milhões de barris na última semana, primeira queda desde o fim de julho.
Ainda há algum alívio no fluxo físico: forças americanas teriam escoltado 40 embarcações carregando cerca de 18 milhões de barris através do Estreito de Ormuz.
Para os mercados, porém, a discussão vai além do petróleo. Quanto mais tempo a commodity permanecer perto dos US$ 100, maior o risco de energia voltar a contaminar inflação, juros e expectativas de política monetária.
01:45 — Os juros deram uma trégua. Por enquanto
Depois da forte abertura das curvas nos últimos dias, o Treasury de dez anos se estabilizou perto de 4,78%, enquanto os juros europeus também apresentam movimentos menores nesta manhã.
Essa acomodação ajuda a explicar por que as bolsas conseguem respirar mesmo com o petróleo ainda subindo. Os futuros do S&P 500 estão praticamente estáveis, enquanto o Nasdaq apresenta apenas uma leve queda.
Mas seria cedo para interpretar o movimento como uma reversão. A combinação de petróleo elevado, inflação ainda resistente e uma economia americana que não mostrou enfraquecimento suficiente continua deixando pouco espaço para uma queda mais forte dos juros.
02:40 — Brasil descola e Ibovespa sobe 3%
Por aqui, o movimento foi bem mais forte. O Ibovespa avançou cerca de 3,1% no último pregão, para 185,2 mil pontos, enquanto o real ganhou aproximadamente 1,2%, voltando para perto de R$ 5,09 por dólar.
A magnitude da alta chama atenção principalmente porque ocorreu em um ambiente externo ainda bastante difícil, com petróleo e juros globais pressionados.
Hoje, o principal dado doméstico será o PMI de serviços de agosto. No mês anterior, o indicador havia marcado 49,7 pontos, enquanto o PMI composto ficou em 48,8 — ambos abaixo dos 50 pontos que separam expansão de contração.
A divulgação ajudará a mostrar se a desaceleração recente da atividade começa a perder força. Também teremos leilões de títulos prefixados do Tesouro, nova rolagem de swaps cambiais pelo Banco Central e uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral.
03:50 — Amanhã vem o principal teste para os juros
Nos Estados Unidos, teremos hoje pedidos semanais de seguro-desemprego, balança comercial e o ISM de serviços. Mas o mercado provavelmente continuará olhando além desses números.
Amanhã sai o relatório oficial de emprego americano, hoje um dos dados mais importantes para determinar até onde pode ir a recente reprecificação dos juros.
A lógica é relativamente simples: um mercado de trabalho ainda muito forte, combinado ao choque recente do petróleo, reforçaria a preocupação de que o Fed precise manter uma postura mais dura. Um número mais fraco, por outro lado, poderia finalmente dar sustentação ao alívio que começamos a observar nos Treasuries.
Por enquanto, portanto, os juros deram uma trégua, mas o petróleo continua testando esse equilíbrio. Com o Brent cada vez mais próximo dos US$ 100, basta pouco para a inflação voltar ao centro das atenções.
04:50 – CDII11: renda isenta atrelada ao CDI
O CDII11 combina três características interessantes hoje: pagamento recorrente de rendimentos, isenção de Imposto de Renda para pessoa física e uma carteira de crédito que segue saudável. E, mesmo assim, o fundo negocia atualmente com deságio superior a 5% sobre a cota patrimonial.
Além disso, como a carteira é hedgeada para o CDI, o fundo fica menos exposto às oscilações dos juros reais do que os FI-Infras tradicionais. A estrutura fechada também evita vendas forçadas em momentos de resgates na indústria, dando mais liberdade para a Sparta gerir o portfólio.
Com a tese preservada e a cota negociando bem abaixo do valor da carteira, seguimos vendo o CDII11 como uma boa oportunidade para quem busca renda isenta atrelada ao CDI.