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Se você acompanha os títulos públicos da renda fixa, já deve ter observado que, nos últimos dias, as taxas do Tesouro IPCA+ voltaram a cair. No início do mês, a NTN-B com vencimento em 2032 estava oferecendo um prêmio de 8,09% acima da inflação.
Entretanto, na última terça-feira (22), o mesmo título oferecia um juro real de 7,63% ao ano. Outros vencimentos também acompanharam o movimento de queda: no segundo pregão desta semana, as NTN-Bs 2040 e 2050 eram negociadas a taxas reais de 7,35% e 7,21% ao ano, respectivamente.
As taxas oferecidas pelos títulos públicos de renda fixa voltaram a recuar nos últimos dias. No caso do Tesouro IPCA+, a NTN-B com vencimento em 2032, que no início do mês oferecia um prêmio de 8,09% acima da inflação, passou a ser negociada em patamares mais baixos.
Na última terça-feira (22), o título oferecia um juro real de 7,63% ao ano. Outros vencimentos também registraram queda nas taxas: no segundo pregão desta semana, as NTN-Bs 2040 e 2050 eram negociadas a 7,35% e 7,21% ao ano acima da inflação, respectivamente.
Na prática, a taxa atual do Tesouro IPCA+ ainda é considerada pelo mercado uma oportunidade histórica. Porém, fica muito atrás daquelas que o investidor pode encontrar nos títulos “premium” da renda fixa. Para se ter uma ideia, na terça (22), um ativo desta classe oferecia um prêmio de IPCA+ 10,38% ao ano, isento de IR.
A grande questão é que o investidor que deseja “travar” retornos reais nesse patamar precisa se posicionar o quanto antes. Pois assim como as taxas de IPCA+ 8% ao ano já sumiram da plataforma do Tesouro Nacional, os dados macroeconômicos apontam que o prêmio desses títulos “premium” também podem desaparecer nos próximos meses.
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Por que a ‘mamata’ das taxas IPCA+ 8% e acima de dois dígitos pode ficar cada vez mais rara?
A redução das taxas nos títulos IPCA+ é motivada por uma combinação de fatores. O primeiro deles é a desaceleração da inflação. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma queda de 0,32%, segundo o IBGE.
Este foi o maior recuo do indicador em quatro anos, levando a inflação acumulada nos últimos 12 meses a 4,22%, dentro da margem de tolerância de 4,5%, estabelecida pelo Banco Central.
A sinalização de preços mais controlados leva o mercado a projetar juros menores no futuro próximo, o que já está acontecendo na prática. Desde o início do ano, o Banco Central tem realizado cortes na taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião de seu Comitê de Política Monetária (Copom), a autarquia realizou mais uma redução de 0,25 ponto percentual.
A expectativa era de uma pausa no ciclo de afrouxamento em novembro. Contudo, segundo aponta Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus, o comunicado do Banco Central deixou a porta aberta para um novo corte na próxima reunião, destacando a moderação da atividade econômicae o arrefecimento dos núcleos da inflação.
Assim, a possibilidade de mais uma redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, é o segundo motivo pelo qual os títulos IPCA+ com taxas “gordas” podem sumir das prateleiras. A parte prefixada desses ativos também leva em conta o patamar dos juros básicos. Ou seja, se a expectativa é de uma Selic menor no futuro próximo, o prêmio pago por esses ativos também tende a cair.
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Por fim, o trade eleitoral também influencia o preço desses ativos. Nas últimas semanas, as pesquisas de intenção de voto mostraram perda de favoritismo da reeleição do presidente Lula (PT). Na avaliação do mercado, a possibilidade de vitória de um oponente mais alinhado às reformas políticas e fiscais pode endereçar a questão da dívida pública em alta.
Assim, considerando que os juros reais são umprêmio de riscorelacionadoà capacidade do governo de pagar suas dívidas, a ideia de que a próxima gestão possa resolver a questão fiscal faz o mercado antecipar movimentos, reduzindo parcialmente esse prêmio, mesmo que nada tenha acontecido ainda.
Por todos esses motivos, este pode ser um bom momento para o investidor buscar “travar” juros reais de dois dígitos na renda fixa “premium”.
5 ativos da renda fixa ‘premium’ para buscar até IPCA+ 10,38% ao ano
Se as expectativas se confirmarem e a economia brasileira continuar desacelerando, e se houver um ajuste fiscal crível em 2027, o ciclo de cortes de juros pode se estender. De acordo com as expectativas do último Boletim Focus, a projeção do mercado é de uma Selic de 10% ao ano em 2029.
Nesse cenário, tanto os títulos do Tesouro IPCA+ quanto da renda fixa “premium” podem passar a oferecer prêmios menores. Por isso, este pode ser um bom momento para se posicionar.
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