1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Crypto Pulse

Contra tudo e contra todos, o Bitcoin (BTC) volta aos US$ 80 mil: o que esperar das criptomoedas agora?

A semana foi exigente para quem investe em bitcoin (BTC), mas moeda segue apresentando força relativa frente a seus principais pares; entenda até onde preços podem ir

Por Luis Kuniyoshi

20 set 2026, 15:00

BITCOIN; CLARITY ACT; CRIPTOMOEDAS

Imagem: ChatGPT

O Fed subiu os juros, o Japão acompanhou, e o principal projeto de regulação cripto encontrou um bloqueio no Senado americano. Foi uma semana exigente para quem investe em Bitcoin, que voltou a testar a região de demanda construída após a recuperação de agosto.

Ainda assim, o crédito continua circulando, o iene perdeu força (no relativo) e a queda do petróleo na reta final da semana trouxe algum alívio. Dentro do setor, cripto encontra um plano B: os reguladores começaram a abrir caminhos que não dependem da aprovação de uma nova lei.

Como saldo final, dando continuidade a edição anterior, BTC segue apresentando força relativa frente a seus principais pares, com isso seguimos com expectativas positivas para médio/longo prazo.

O posicionamento abre espaço para uma rotação

O Bitcoin vem ganhando terreno enquanto outros mercados perderam força. Desde o fechamento de 17 de agosto até 18 de setembro, o BTC subiu 18,4%, o ouro ficou praticamente de lado, e S&P 500 e Nasdaq Composite recuaram 1,4% e 0,9%, respectivamente. Essa diferença dá continuidade à força relativa que destacamos na edição anterior.

Em nossa leitura, esse comportamento é compatível com um movimento de rotação: parte do capital passa a buscar oportunidades em mercados que ficaram para trás. As bolsas americanas continuam a pouco mais de 2% de suas máximas, mesmo após a correção. Junto à disponibilidade de crédito, isso sugere que ainda há capacidade de financiamento e disposição para carregar risco no sistema.

Logo, o mercado parece ainda subalocado em cripto. Depois da queda iniciada em outubro de 2025 e de um período prolongado de preços deprimidos, o setor segue distante da euforia que marcou o ciclo anterior.

Fontes: CoinGecko, FRED e Yahoo Finance

Esse contraste pode favorecer uma recomposição de posições. Se cripto continuar entregando força relativa enquanto o crédito permanece disponível, investidores com pouca exposição podem voltar a destinar recursos ao setor. Essa demanda potencial reforçaria a recuperação de ativos que ainda carregam perdas expressivas desde o pico.

O Clarity Act travou, mas cripto tem um plano B

O Clarity Act é o pacote regulatório mais aguardado, que busca estabelecer regras para o mercado cripto americano e definir as responsabilidades de seus reguladores. Na última terça-feira (15), o projeto não conseguiu avançar em uma votação processual no Senado. A aprovação de uma lei continua importante para dar segurança a empresas e investidores, mas o setor não precisa ficar parado até lá.

O impacto limitado sobre o Bitcoin tem, em nossa leitura, duas explicações. A primeira é que o revés já era bastante esperado: antes da votação, mercados de predição indicavam apenas 17,5% de chance de a lei ser sancionada neste ano. A segunda é que o caminho alternativo pelos reguladores continuou aberto. O resultado frustrou uma possibilidade de avanço, sem encerrar a agenda de integração de cripto ao sistema financeiro.

No dia seguinte, Paul Atkins, presidente da SEC, e Michael Selig, presidente da CFTC, reforçaram que seguiriam trabalhando com os poderes que as agências já possuem. Isso permite esclarecer a aplicação das leis existentes e criar regras para o setor, mesmo enquanto o Congresso não chega a um acordo.

As medidas começaram a aparecer na sequência. Na mesma semana, a SEC, que supervisiona o mercado de valores mobiliários, abriu uma autorização temporária e condicionada para negociar determinadas ações em blockchain. Enquanto a CFTC, reguladora de derivativos, encaminhou à Casa Branca uma iniciativa para regulamentar transações e mercados de criptoativos.

Uma lei ajudaria a consolidar esses avanços e torná-los menos sujeitos a mudanças de governo. Enquanto ela não vem, esperamos que SEC e CFTC continuem abrindo espaço para o setor dentro de suas atribuições, o que por sua vez deve atrair mais capital institucional ajudando a impulsionar preços.

Amarrando as pontas

Contra tudo e contra todos, o mercado de criptoativos segue mostrando resiliência. Mesmo com a correção recente das bolsas, o petróleo em níveis elevados e os juros em alta, o Bitcoin permanece sustentado. E um mercado “amassado” se torna mais sensível a notícias positivas, o que pode explicar parte do movimento de recuperação visto ainda essa semana.

Fonte: OKX, mercado à vista BTC/USDT

No curto prazo, o Bitcoin se aproxima de uma importante região de resistência entre US$ 82 mil e US$ 85 mil, sustentada por três fatores: o preço médio de aquisição dos ETFs está nessa faixa; mais de 1 milhão de BTC mudaram de mãos nessa região; e há uma concentração relevante de posições vendidas que pode alimentar um movimento de short squeeze caso a resistência seja rompida. Do outro lado, nosso principal suporte está em US$ 75,5 mil.

Nesse cenário, seguimos com expectativa de alta, apoiada principalmente nessa subalocação e na liquidez ainda presente no sistema, embora o rompimento da faixa entre US$ 82 mil e US$ 85 mil seja o próximo teste relevante para a continuidade do movimento.

Para quem busca aproveitar esse movimento de alta e oportunidade no mercado de ativos digitais, a Carteira Crypto Momentum oferece uma estratégia 100% automatizada e disponível para todos sem custo de aquisição ou administração. Desde o início ela tem superado o próprio BTC com consistência.

Fonte: Empiricus. Retornos passados não garantia de ganhos futuros. Investimentos têm riscos.

CONHEÇA A CARTEIRA CRYPTO MOMENTUM

Analista de criptomoedas na Empiricus Research.