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“Nem todo varejo vai mal”, diz analista sobre o Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro

O Grupo SBF (SBFG3) disponibilizou seu balanço de resultados referente ao 1T22 e os números são animadores, segundo Fernando Ferrer

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Data de publicação
19 de maio de 2022
Categoria
Investimentos
pista de atletismo em loja da Centauro, do Grupo SBF (SBFG3)
Resultados do Grupo SBF (SBFG3) no 1T22 são animadores, segundo Fernando Ferrer. Fonte: Creative Commons Wiki

Recentemente, o Grupo SBF (SBFG3), dono das Lojas Centauro e representante oficial da Nike no Brasil, disponibilizou seus resultados referentes ao 1T22 e os números foram bastante positivos.

Fernando Ferrer, analista da série As Melhores Ações da Bolsa da Empiricus, comenta os pontos de destaque em seu relatório. 

Vendas em mesmas lojas e Receita Líquida

O primeiro número analisado é o de vendas em mesmas lojas (SSS) da Centauro, que apresentou crescimento de 38% na comparação anual.

“Houve um maior fluxo das lojas em fevereiro e março com a recuperação da variante Ômicron, que atrapalhou um pouco a companhia em janeiro.”

A Fisia, que é a distribuidora da marca Nike, por sua vez, teve um crescimento muito relevante, de 88% na mesma base comparativa. Houve avanço nas vendas dos artigos e tênis nas lojas Centauro, porém, o destaque das operações foi da plataforma digital, um aumento de 156%.

Assim, a receita líquida do Grupo SBF chegou a R$ 1,3 bilhão, um crescimento de 61% em relação ao 1T21. “Não é todo varejo que vai mal neste ambiente macroeconômico mais desafiador”, afirma Ferrer diante do resultado.

Ele comenta que o varejo especializado, voltado a uma classe social mais alta, diferencia-se dos demais. Isso pois a Nike e a Centauro conseguem repassar preços por serem produtos aspiracionais. “A companhia como um todo conseguiu um resultado surpreendentemente positivo”, avalia Ferrer. 

Sobre a plataforma de e-commerce, estão sendo feitos vários esforços para melhorar a interação com clientes, dentre os quais se destaca o lançamento de um aplicativo oficial, que não existe até o momento.

Lucro e Ebitda

Já o lucro bruto foi de R$ 620 milhões no trimestre, alta de 75%, e margem bruta de 46%, havendo ganho de 2,6 p.p, o que indica, segundo Ferrer, que a empresa repassa preços, ao enfrentar o aumento de custos.

O Ebitda do Grupo teve crescimento significativo, estabelecendo-se em R$ 185 milhões com margem de 14%, aumento de 9.2 p.p no período anual.

É importante ressaltar, no entanto, que o 1T21 foi relativamente fraco devido a todas as questões envolvendo a pandemia.

“A empresa segue bastante desalavancada, 0,7x Ebitda, e abriu muitas lojas na comparação anual, sendo 37 novas lojas”, destaca Ferrer.

Segundo o analista, os números demonstram a resiliência da companhia e a estratégia vencedora de uma plataforma omnichannel atuando no Brasil.

Além disso, uma notícia anunciada pela empresa foi a aquisição da plataforma de dança FitDance, visando incrementar o ecossistema SBF.

Outro aspecto importante divulgado pela companhia foi quanto à cadeia de suprimentos da Nike que, devido a questões de logística, não tem recebido as coleções conforme esperado. 

“Isso não tem sido um problema tão sério, já que a marca tem apresentado crescimento robusto mesmo assim. Mas não deixa de ser algo que deve ser monitorado e observado em outras companhias”, enfatiza o analista.

Concluindo, Ferrer constata: “O resultado da companhia foi muito bom, acima das expectativas do mercado. Estou bastante animado com a capacidade da empresa de crescer e se reinventar. Negociando a 24x lucro, pode ser considerada barata no momento”.

Em vista do cenário macro desafiador e volátil, a posição na carteira foi mantida, mas Ferrer e a equipe de análise da série As Melhores Ações da Bolsa estão bastante otimistas em relação à tese.

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