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Investimentos

Renda fixa: 3 títulos indexados ao IPCA para investir no pós-Copom com Selic a 15% ao ano

Confira uma atualização sobre o panorama da economia norte-americana e brasileira nesta semana e bônus: 3 títulos de renda fixa para investir.

Por Lais Costa

29 jan 2026, 14:30

Atualizado em 29 jan 2026, 14:30

dinheiro criptomoedas ferramenta

Imagem: iStock.com/Rmcarvalho

A terceira leitura do PIB dos EUA do 3º trimestre divulgado na quarta-feira (22) confirmou uma expansão de 4,4% a/a, levemente acima das estimativas do mercado de 4,3%. O ajuste apontou para revisões para cima em exportações e investimentos, parcialmente compensadas por uma revisão para baixo no consumo das famílias, enquanto as importações também foram revisadas para cima.

Um breve panorama sobre a economia americana esta semana

Apesar de uma economia resiliente, os indicadores de confiança do consumidor têm apontado para um forte pessimismo. O índice de confiança do consumidor caiu de forma acentuada em janeiro de 94,2 para 84,5 pontos, abaixo do consenso de mercado e no menor nível desde 2014. A deterioração foi disseminada, com queda tanto na avaliação da situação atual quanto, principalmente, nas expectativas, que permaneceram bem abaixo do patamar de 80 historicamente associado a risco de recessão. O resultado reflete uma maior preocupação das famílias com preços elevados, mercado de trabalho em desaceleração e incertezas econômicas.

Do lado da inflação, os dados do PCE de outubro e novembro apontaram para uma alta de 0,2% m/m, em linha com as expectativas do mercado. O consumo anualizado das famílias ultrapassou o patamar de 3% na comparação trimestral, o que adicionou um viés altista nas projeções de PIB do 4º trimestre de 2025.  O gasto real tem sido puxado tanto por bens como por serviços, que expandiram 2,6% e 3,2%, respectivamente.

Dado que a renda disponível se manteve marginalmente estável no trimestre, é esperada uma desaceleração no consumo à frente, à medida que a poupança das famílias é consumida. Para o primeiro trimestre de 2026, contudo, os incentivos fiscais do “One Big Beautiful Bill Act” (OBBA) do governo federal devem continuar suportando o consumo no período.

Em relação à política monetária, na quarta-feira (28), o comitê do Federal Reserve (Fed) interrompeu o ciclo de afrouxamento monetário e manteve a taxa de juros inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75%, em linha com as expectativas do mercado.

No comunicado, o Comitê reforçou que a criação de novas vagas de emprego permanece baixa, porém a taxa de desemprego mostrou “sinais de estabilização”. Houve ainda uma mudança na adjetivação do ritmo de expansão da atividade, de “moderado” para “sólido”, o que também adicionou um tom mais duro (hawkish) ao documento.

Em coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, manteve uma postura mais dura, afirmando que as perspectivas da economia claramente melhoraram desde a última reunião, e que a política monetária está bem posicionada.

Embora a decisão do FOMC tenha sido dividida, com Waller e Miran advogando por uma redução de 25 pontos-base nos juros, o cenário-base continua sendo de manutenção das taxas americanas até o final do mandato do presidente Powell em maio.

Selic a 15% com sinalização de cortes mais próximos

No Brasil, o IPCA-15 divulgado na terça-feira (27) subiu 0,20% m/m em janeiro, abaixo da mediana das expectativas do mercado de 0,22% e consideravelmente abaixo da sazonalidade do período.

Em relação à política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ontem (28), por unanimidade, manter a Selic em 15% ao ano, em linha com o esperado pela vasta maioria do mercado.

No comunicado, o Copom indicou que o mercado de trabalho ainda mostra “sinais de resiliência”, mas reconheceu que as medidas subjacentes de inflação “seguiram apresentando arrefecimento”.

O BC retirou o entendimento de que a manutenção da taxa Selic deve seguir por um tempo bastante prolongado e indicou que o início da flexibilização da política monetária deve ocorrer a partir da próxima reunião (18 março).

O mercado reagiu positivamente ao comunicado na abertura de hoje (29), com queda dos juros futuros, apreciação da moeda e alta do índice acionário.

Embora a indicação de corte de juros tenha sido conservadora, houve uma alta significativa na probabilidade de corte de 50 pontos-base (pbs) em março, em detrimento de uma redução de 25 pbs.

Dado o nosso cenário de inflação baixa em fevereiro e PIB baixo (0,2%) no quarto trimestre evidenciando a desaceleração econômica, mantemos nossa estimativa de início de corte de juros com queda de 50 bps.

Continuamos otimistas com títulos indexados ao IPCA dada a excelente relação de risco e retorno que o valuation atual entrega.

Cardápio da semana

Características do CDB IPCA+ do Paraná Banco
Classificação de risco da instituiçãoFitch: AA- (bra)
Público-alvoInvestidores em geral
Onde encontrarParaná Banco
Aplicação mínimaR$ 100
Aplicação máxima
LiquidaçãoD+0
Vencimento (prazo)20/01/2028 (721 dias corridos)
Rentabilidade anualIPCA+ 8,06% a.a.
Tributação15%
Pagamento de jurosNo vencimento
ResgateNo vencimento
GarantiasFundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação17h45  
Características do CDB IPCA+ do Agibank
Classificação de risco da instituiçãoFitch: AA-(bra)
Público-alvoInvestidores em geral
Onde encontrarBTG Pactual
Aplicação mínimaR$ 1 mil
Aplicação máxima
LiquidaçãoD+0
Vencimento (prazo)31/01/2028 (732 dias corridos)
Rentabilidade anualIPCA+ 8,55% a.a.
Tributação15%
Pagamento de jurosNo vencimento
ResgateNo vencimento
GarantiasFundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação15h  
Características do CDB IPCA+ do Daycoval
Classificação de risco da instituiçãoFitch: AA+ (bra)
Público-alvoInvestidores em geral
Onde encontrarBanco Daycoval
Aplicação mínimaR$ 1 mil
Aplicação máximaR$ 10 milhões
LiquidaçãoD+0
Vencimento (prazo)01/02/2028 (732 dias corridos)
Rentabilidade anualIPCA+ 9,00% a.a.
Tributação15%
Pagamento de jurosNo vencimento
ResgateNo vencimento
GarantiasFundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação18h

As taxas e vencimentos do títulos indicados nas tabelas acima são referentes ao dia 29 de janeiro de 2026 e, portanto, são válidos apenas para o dia de hoje (29) e podem mudar devido as oscilações de mercado.

Vale destacar que a série Super Renda Fixa tem como foco principal recomendar títulos de crédito privado com uma relação de risco e retorno atrativa, atendendo à demanda de assinantes que buscam retornos acima dos títulos públicos. 

Para a sua reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar no curtíssimo prazo, recomendamos apenas o Tesouro Selic, disponível na plataforma do Tesouro Direto, ou fundos DI taxa zero

Engenheira eletricista pela UTFPR com passagem pelo MIT e especialização em finanças pela Columbia University. Iniciou a carreira no mercado financeiro com foco no mercado de bonds nos EUA. Após uma experiência na Itaú Asset em NY, ela esteve por três anos no time de Global Macro Strategy da XP Inc também em NY, cobrindo mercados emergentes asiáticos e Brasil com foco em criação de ideias de investimento de renda fixa para clientes institucionais. Desde maio de 2021, Laís faz parte do time de análise da Empiricus. Por dois anos foi responsável pela alocação e seleção de fundos globais e hoje é a analista a frente das séries Super Renda Fixa e Os Melhores Fundos de Investimento.