Imagem: Unsplash
Nem mesmo entre os maiores players de Wall Street existe um consenso sobre o futuro da inteligência artificial. Durante a Cúpula de Investimento dos Líderes Financeiros Globais, realizada em Hong Kong no dia 3 de novembro, executivos de algumas das principais gestoras do planeta expuseram leituras diferentes sobre o setor.
Em comum, no entanto, está uma preocupação: saber se o volume de investimentos direcionado à IA será capaz de justificar os valuations elevados que hoje sustentam boa parte das expectativas do mercado.
A liderança da Bain Capital afirmou que há “bolhas que vão estourar” e que as avaliações estão muito altas. Na Capital Group, o alerta é para um descompasso entre o que as empresas de IA prometem e o ritmo real de adoção da tecnologia. A Oaktree Capital já havia classificado a IA como uma “oportunidade de investimento superlotada”.
Já a Pimco aponta para uma eventual desaceleração e alerta para riscos que, na sua avaliação, estão sendo subestimados pelo mercado, como uma alta dos juros nos EUA, conflitos no Oriente Médio e uma eventual crise na zona do euro.
Do outro lado, os bancos e grandes gestoras alternativas seguem otimistas. O Morgan Stanley projetou que os gastos de capital com IA podem chegar a algo entre US$ 10 e US$ 15 trilhões. No Goldman Sachs, a avaliação é de que haverá “solavancos no caminho”, mas que o mercado precisa aprender a lidar com eles. A Brookfield chamou o momento de “oportunidade de uma vida” para quem estiver do lado certo.
Apesar de existir uma certa divisão entre os grandes investidores sobre o ritmo e a intensidade dessa transformação, há um ponto que parece reunir consenso: a inteligência artificial deve continuar avançando e criando oportunidades econômicas relevantes nos próximos anos. A divergência está menos na tecnologia em si e mais em quais empresas serão capazes de capturar valor à medida que sua adoção se expande.
E é justamente nesse contexto que um segmento específico passa a ganhar tração: a cibersegurança. À medida que empresas de todos os setores incorporam ferramentas de IA às suas operações, cresce também a necessidade de proteger dados, sistemas e infraestruturas contra ameaças cada vez mais complexas.
Cibersegurança: uma oportunidade impulsionada pela inteligência artificial
Para dimensionar os efeitos dessa transformação, a IBM analisou, em seu Relatório do Custo das Violações de Dados 2026, como o avanço dos ataques impulsionados por IA tem remodelado a economia:
- O custo médio de uma violação de dados chegou a US$ 4,99 milhões, 12% maior que o ano anterior, e o maior patamar já registrado;
- Os ataques impulsionados por inteligência artificial cresceram 56%, com destaque para deepfakes e malwares desenvolvidos com IA;
- Em alguns dos casos mais sofisticados, como os ataques de inversão de modelos de IA, o prejuízo médio já alcança US$ 6 milhões por incidente;
- Por outro lado, organizações que utilizam IA e automação de forma ampla em suas operações de segurança conseguiram economizar, em média, US$ 1,93 milhão em comparação com empresas que ainda não adotam essas tecnologias.
Logo, a demanda por segurança digital continua avançando na esteira da própria adoção da tecnologia. Para os analistas da Empiricus, é justamente nesse contexto que pode estar uma mina de ouro.
Se a primeira onda de valorização ficou concentrada nos fabricantes de chips, provedores de infraestrutura e gigantes de tecnologia, a próxima fase de expansão da inteligência artificial pode abrir espaço para empresas que fornecem as ferramentas necessárias para proteger essa nova infraestrutura digital.
Como aproveitar a próxima onda de valorização?
Agora, você deve se perguntar quais empresas devem capturar valor à medida que essa tecnologia avança para novas etapas de adoção.
E é sobre essas possíveis oportunidades que a Empiricus vai falar no IA Tech, evento online e gratuito que acontece na próxima segunda-feira (9).
Matheus Spiess, estrategista de macroeconomia, e Luis Kuniyoshi, especialista em ativos digitais, identificaram três ações ligadas à revolução da IA que, na visão deles, podem dobrar de valor nos próximos meses.
Eles ainda apontam que há uma tese considerada assimétrica, com potencial de multiplicação de até 42 vezes em 12 meses.
Para quem acredita que perdeu a primeira onda de valorização da inteligência artificial, o evento pretende acender um alerta para as empresas que podem se beneficiar da próxima fase de expansão dessa tecnologia.
A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas pelo link abaixo.