Como é mesmo que as pessoas se comunicavam?

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Como é mesmo que as pessoas se comunicavam?

O que as pessoas faziam quando não tinham a simplicidade de se comunicar por um celular? Esperavam chegar em casa para usar o telefone fixo? Deixavam um recado na secretária eletrônica?

Às vezes, a realidade muda tanto que fica até difícil lembrar como era antes do modelo atual. Hoje, algo me fez ficar com isso na cabeça.

No segundo dia de evento aqui em Nova York, lá para o fim do ciclo de palestras, meu celular resolveu partir dessa para uma melhor. Sem notícia ou mensagem de despedida.

Pode soar exagero, mas por algumas horas, fiquei repassando mentalmente o que eu estava, automaticamente, impossibilitado de fazer a partir daquele momento.

Infelizmente, nem tudo estava em nuvem — shame on me —, especialmente minhas fotos. Vão ter que ficar na memória mesmo…

Enfim, a questão é o fato de que a perda do meu celular me levou a pensar em quão diretamente estamos ligados a essa tecnologia. É praticamente impossível viver sem um celular, sem os grupos de WhatsApp ou sem os apps do dia a dia.

E isso tem tudo a ver com o que foi debatido no segundo dia da Consensus 2018. Um dos principais pontos discutidos ao longo das palestras foi a tokenização de ativos, sejam eles os tradicionais do mercado financeiro (ações, títulos, etc.) ou aqueles mais cotidianos, como nosso próprio dinheiro.

Esse processo de transformar um ativo em um token é, essencialmente, um movimento de digitalização do bem, que passa a ter uma estrutura virtual, registrada no blockchain.

Uma das visões compartilhadas entre os palestrantes é de que a tokenização transformará, no curso dos próximos anos, o mundo como o conhecemos. É possível que, em algum momento, nos perguntemos o que faríamos sem os tokens do dia a dia, assim como me perguntei o que faria sem meu celular, que já é um item de primeira necessidade.

Mais do que isso, em algum certo ponto, as pessoas utilizarão a tecnologia do blockchain e seus respectivos tokens sem nem perceber. Será algo como usar o cartão de crédito para compras sem necessariamente saber como os serviços de adquirente e gateway de pagamento funcionam.

Visualizar um mundo tokenizado é pensar sob duas óticas: por um lado, a da ampla adoção das tecnologias de registro baseadas no blockchain que estão surgindo hoje; por outro, a da simples digitalização das nossas relações diárias com ativos.

Esse é um tema interessantíssimo e que rende várias horas de debate. De fato, foi o que vimos ao longo do dia todo no evento no qual estamos participando. Há pontos essenciais que merecem ser aprofundados e outros até que nem cheguei a mencionar nesta edição da Crypto Talks.

Os assinantes do Protocolo T2.E e Exponential Coins recebem hoje o segundo vídeo com nossos insights sobre a Consensus 2018. Trazemos lá as principais ideias que pudemos extrair das mentes brilhantes que passaram pelos palcos dos auditórios Mercury, Trianon e Grand Ballroom.

E agora nos preparamos para o último dia de evento, que já começa com um incrível workshop sobre research em criptomoedas. Mal podemos esperar para sintetizar esses conteúdos em boas ideias de investimento.

 

P.S.: Essa aqui foi uma das poucas fotos que salvei do meu celular. Segundo dia de evento bastante cheio por aqui!

 

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