Dinheiro, fichas e dez jogadores

Assim que aprendi a jogar pôquer, descobri que era um jogo que se tratava muito menos de sorte ou das cartas que você tinha na […]

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Dinheiro, fichas e dez jogadores

Assim que aprendi a jogar pôquer, descobri que era um jogo que se tratava muito menos de sorte ou das cartas que você tinha na mão.

O pôquer é bem jogado quando você adota uma boa estratégia e também quando arranca informações sobre as cartas dos outros nove na mesa.

As informações serão sempre parciais e, constantemente (a cada rodada), você vai ter que tomar uma decisão. E se tomar as decisões erradas ao longo das suas jogadas, vai perder dinheiro.

Basicamente uma simulação da vida com cartas, fichas e dez jogadores.

Além disso, dependendo da estratégia que adotar, seja ela mais agressiva ou mais defensiva, ela pode te levar a diferentes lugares.

Uma jogada agressiva na hora errada pode fazer você perder muitas fichas e até sair do jogo.

Constantemente, o bom jogador tem que fazer um cabo de guerra entre o seu perfil mais agressivo e mais defensivo para se adaptar à mesa.

Em uma mesa em que as apostas estão cada vez mais altas, o jogador mais comedido tende a sobreviver e a ocupar as primeiras posições.

Na situação inversa, em uma mesa mais calma, o jogador mais agressivo tende a acumular mais fichas e, assim, aumentar suas chances de ficar entre os primeiros.

E dançar conforme a música se encaixa muito bem nesse jogo, porque na maioria das vezes o vencedor não leva tudo.

Ficar com a segunda, a terceira e até a quarta colocação já rende algum dinheiro aos competidores, e faz valer a pena a estratégia adotada.

Da mesma forma enxergo o universo dos criptoativos hoje. Existem basicamente duas mesas, cada uma com dez jogadores.

Na primeira mesa, temos uma competição entre as criptomoedas, com pelo menos uma dezena com condições de vencer.

Nesse caso, o bitcoin é o jogador com maior quantidade de fichas e pode parecer para a maioria que ele vai ganhar, mas o jogo ainda não acabou.

Ainda temos na mesa oponentes de peso, como o litecoin, dash, moreno e zcash. Todos com alguma chance de tomarem as fichas do primeiro colocado.

E mesmo que o BTC seja o grande vencedor, quem ficar em segundo, terceiro e quarto ainda terá alguma premiação. Lembre-se de que nesse jogo o vencedor não leva tudo.

Na outra mesa, bem ao lado, a disputa é para ver qual será o criptoativo que vai ter a melhor plataforma nesse universo.

O Ethereum saiu na frente e permanece com a maior quantidade de fichas, mas vem perdendo espaço ao longo da disputa.

Outros jogadores, como a EOS, entraram no jogo chamando bastante a atenção, mas no momento parecem ter adotado uma estratégia mais comedida e passam despercebidos na mesa.

E é com esse pensamento que adotamos as nossas estratégias na série Empiricus Crypto Alert.

Já que não teremos um vencedor que vai levar tudo, o ideal é ter uma gama de ativos com potencial de terminar entre os primeiros e conseguir multiplicar o nosso dinheiro.

Não tem muito segredo aqui, pois os que parecem ser os melhores projetos são, de fato, os melhores projetos.