Feliz Bitcoin Pizza Day para você!

Como de costume, então, neste 22 de maio, os “cryptolovers” se reunirão, comerão pizza, e postarão fotos nas redes sociais com a hashtag #BitcoinPizzaDay. Mas a coisa vai muito além disso…

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Feliz Bitcoin Pizza Day para você!

Há exatos 8 anos, um programador chamado Laszlo Hanyecz publicava em um fórum de discussão sobre bitcoin uma proposta: trocar duas pizzas grandes por 10 mil BTC.

O post era simples. Laszlo estava sem vontade de cozinhar e topava enviar essa quantidade em bitcoins — que hoje valeria mais de 80 milhões de reais (!) — para quem levasse as pizzas até sua casa.

Eis o post original:

Após algumas interações no fórum, Laszlo encontrou outro membro disposto a fazer o pedido por ele numa loja do Papa John’s e receber os bitcoins em troca.

A transação, como você deve imaginar, está registrada no blockchain:

(Veja a transação aqui)

Aquele dia marcou o que seria o primeiro pagamento utilizando a moeda digital, fazendo com que a data passasse a ser conhecida — e comemorada mundo afora — como Bitcoin Pizza Day.

Como de costume, então, neste 22 de maio, os “cryptolovers” se reunirão, comerão pizza, e postarão fotos nas redes sociais com a hashtag #BitcoinPizzaDay.

Mas a coisa vai muito além disso…

Não é apenas divertido dizer que as pizzas de Laszlo foram as duas mais caras do mundo — acho que nem uma pizza coberta de trufas brancas custaria tanto assim —, há duas principais implicações disso.

A primeira é a difusão do uso das criptomoedas como meio de pagamento. Hoje, segundo o coinmap.org, há pouco mais de 12 mil estabelecimentos no mundo que aceitam bitcoin. Isso sem contar sites ou lojas que aceitem outros ativos.

Esse número é pequeno? Sim, sem dúvidas. Porém, mostra o crescente uso da moeda.

Existe ainda muita discussão, e com razão, sobre a validade do uso do bitcoin como meio de pagamento. Há limitações técnicas que fazem com que não seja a melhor opção para transferência de pequenos valores.

Projetos como o da Lightning Network continuam sendo desenvolvidos para que essa questão seja endereçada, pensando especialmente em velocidade e escalabilidade.

Mesmo que ainda não estejamos em um cenário perfeito, não se pode negar a utilidade da rede e do ativo. E, acima de tudo, precisamos lembrar que estamos no meio do processo de desenvolvimento da tecnologia, não no fim dele.

Além disso, existem outras moedas sendo desenvolvidas, com foco em microtransações, que talvez, no futuro, sejam ainda melhores que o bitcoin para pagamentos do dia a dia.

De uma forma ou de outra, a verdade é que, além de pagar por duas pizzas, há inúmeros outros casos de uso do cotidiano em que as criptomoedas são bem-vindas.

A segunda implicação do post inusitado de Laszlo é a valorização do ativo. Na verdade, é uma mera consequência do primeiro ponto.

Os criptoativos são sujeitos ao que chamamos de efeito de rede: quanto mais pessoas os utilizam, maior o valor de sua rede.

Se, de um lado, a escalada do preço do bitcoin ao longo dos anos foi motivada, em parte — e aqui deixo claro que foi apenas em parte — pela especulação, de outro, a crescente utilidade do protocolo também foi um fator determinante.

Ou seja, há duas formas de o bitcoin se valorizar: com o mercado especulando sobre seu preço no curto prazo ou com a sua utilidade crescendo no longo prazo (por exemplo, com maior número de transações ocorrendo em sua rede).

Quando me perguntam se ainda vejo potencial para o bitcoin se valorizar, volto justamente a esse ponto. O ativo esticou demais no fim do ano passado? Sim. Entretanto, ainda há muito para a rede de uso do bitcoin crescer nos próximos anos. Isso será vital para o aumento do valor do ativo.

No curto prazo, não sabemos de nada. No longo, podemos visualizar um cenário mais concreto no qual as criptomoedas são ainda mais utilizadas no dia a dia.

Um bom Bitcoin Pizza Day para você!

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