O primeiro criptoanalista do mundo

Abu Yusef Ya’qub ibn Is-haq ibn as-Sabbah ibn omram ibn Ismail al-Kindi.  Não, eu não bati com os cotovelos ou com a testa no teclado […]

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O primeiro criptoanalista do mundo

Abu Yusef Ya’qub ibn Is-haq ibn as-Sabbah ibn omram ibn Ismail al-Kindi. 

Não, eu não bati com os cotovelos ou com a testa no teclado para digitar a linha acima. Esse é apenas o belíssimo nome do grandíssimo primeiro criptoanalista do mundo.

Ou, se você preferir, pode ser também o grandíssimo nome do belíssimo primeiro criptoanalista do mundo, fica a seu critério. Se é que me entende.

No entanto, “Kindizinho” não é um analista de cripto do século 21. Ele é do tempo em que cripto se referia apenas à criptografia, e não a criptoativos.

Foi em berço árabe que nasceu a criptoanálise aliada aos próprios estudos da criptografia em si. 

Ou seja, enquanto um grupo tentava criar as suas técnicas para enviar mensagem entre batalhões, mitigando o risco de que ela fosse interceptada e entendida (estudo de criptografia), outro grupo tentava fazer exatamente essa interpretação de mensagens criptografadas (estudo da criptoanálise). 

É uma batalha entre bactéria e antibiótico, na qual as vitórias para ambos os lados são apenas momentâneas.

Leitura recomendada

Nosso editor André Franco encontrou, em Nova York, uma única criptomoeda com potencial para multiplicar seu dinheiro em 93 vezes . E, se você está preocupado com a queda do mercado de cripto, saiba que essa valorização astronômica tem TUDO A VER com a recente queda do Bitcoin. Acesse aqui e entenda tudo sobre essa oportunidade de multiplicação, que estamos chamando aqui na Empiricus de A CHANCE DO SÉCULO.

Quero dizer que o ciclo funciona da seguinte forma: primeiro temos os criptógrafos que criam alguma criptografia “inquebrável”, que perdura como segura por vários anos.

Então, um criptoanalista descobre uma forma de entender a mensagem da criptografia e vence a batalha momentaneamente.

Novamente, os criptógrafos são instigados a criar uma nova criptografia “inquebrável”. E assim esse universo persiste em um loop infinito. 

E al-Kindi ficou famoso por ter descoberto como decifrar uma das cifras (ou criptografias) mais famosas, a Cifra de César.

Ela consistia em uma substituição simples de letras, como por exemplo trocar todas as letras de uma mensagem pela letra seguinte no alfabeto. Dessa forma, a mensagem “ALÔ” se tornaria “BMP”.

Kindizinho fez, então, uma análise de frequência de letras para decifrar a mensagem.

É bem simples. Na língua portuguesa, por exemplo, a letra “A” é a que mais aparece, cerca de 15 por cento em uma frase.

Com isso em mente, a letra que mais se repetisse em uma frase seria decifrada como A e, então, era apenas questão de tempo até se entender a mensagem inteira.

E estou falando isso para você, porque toda a nossa confiança e potencial no universo dos criptoativos estão pautados na evolução que a criptografia teve e também na vitória momentânea que está tendo sobre os criptoanalistas. 

Existe um risco visível de a criptoanálise vencer no médio/longo prazo. Trata-se da evolução do computador quântico que possivelmente pode reverter as transações dentro do blockchain. 

No entanto, as poucas unidades desses computadores, que ainda estão em beta, estão nas mãos de empresas e governos responsáveis.

Isso gera tranquilidade de alguma forma. 

Mesmo assim, a máxima de investir apenas o que você pode perder vale a pena nesse quesito também.

Regra de bolso dada, vamos ao mercado. 

O bitcoin segue sofrendo e, ainda assim, aumentando sua dominância. Isso mostra que, apesar de ele ser o ponto onde toda queda começa, continua figurando como o ativo com menor risco do universo cripto. 

O investidor que topa o risco cripto ainda concentra sua aposta no principal ativo em market cap. 

E se você encara dessa mesma forma, a black friday também existe em cripto.