Quem quer ser um milionário?

Em 2013, se você tivesse comprado 1 milhão de dólares da moeda venezuelana, assim que Nicolás Maduro assumiu o poder, teria hoje a incrível quantia […]

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Quem quer ser um milionário?

Em 2013, se você tivesse comprado 1 milhão de dólares da moeda venezuelana, assim que Nicolás Maduro assumiu o poder, teria hoje a incrível quantia de 3,40 dólares.

Com apenas 4 dólares, hoje você já pode ser um milionário em bolívar na Venezuela.

Para comprar um rolo de papel higiênico é preciso mais papel em moeda do que existe em um rolo.

Esses são alguns highlights de como se encontra a crise econômica na Venezuela, que é uma prova de como o total descontrole financeiro do governo pode destruir uma nação.

No entanto, são em crises como essa que surgem novas ideias e soluções que marcam uma população.

Os venezuelanos encontraram nas criptomoedas uma chance de proteger seu patrimônio e também de não terem que andar com sacolas de dinheiro para bancar necessidades básicas.

Para eles, a volatilidade do bitcoin acaba sendo bem menor do que a certeza de desvalorização do bolívar, que, neste ano, pode chegar facilmente a 1.000.000 por cento de inflação.

É o solo perfeito para o experimento social de competição entre moeda privada e moeda governamental.

Essa batalha foi elucidada por Friedrich Hayek, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, em 1974, e autor do livro “The Denationalization of Money”.

Para o especialista, um embate entre esses dois tipos de moeda forçaria ambos os lados a ter um valor mais estável.

Isso também daria poder à população, que poderia escolher não possuir a moeda governamental para adquirir uma privada com maior estabilidade.

Além disso, o principal, para Hayek, era o fato de uma moeda privada poder exercer pressão para que os bancos centrais cuidassem mais da economia, sob o risco de ver sua moeda valer próximo de zero.

É exatamente o que está acontecendo na Venezuela, moeda chegando bem próxima a não valer nada e população utilizando moedas privadas em detrimento da local.

E conversando com algumas pessoas da comunidade, como o pessoal da dash, que é uma criptomoeda muito usada na Venezuela, descobri que é isso mesmo que eles querem.

Ninguém espera que as economias mais consolidadas sejam as pioneiras em utilizar essas novas tecnologias como dinheiro em circulação.

São nas situações críticas que teremos brechas para testar soluções novas, que, dando certo, podem se expandir pelo mundo.

A Uber e a Airbnb são casos de negócios que surgiram a partir de crises e se consolidaram em países com populações carentes de emprego e dinheiro.

Só então elas se expandiram para o mundo como propostas rentáveis e exponenciais.

Por isso, acredito que esse experimento social entre moeda privada e moeda governamental que está acontecendo na Venezuela pode se expandir para ao mundo pouco a pouco.

E isso vai se refletir para o mercado inteiro nos preços dos ativos que passarem a circular em cada país.

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