Queria um árbitro de vídeo na minha vida

A única coisa que nós humanos gostamos verdadeiramente de ouvir e ler são boas histórias. Acredito que somos moldados dessa forma por conta da nossa […]

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Queria um árbitro de vídeo na minha vida

A única coisa que nós humanos gostamos verdadeiramente de ouvir e ler são boas histórias. Acredito que somos moldados dessa forma por conta da nossa ancestralidade primitiva, na qual os mais velhos dividiam suas experiências sobre o mundo.

Se você não é da área financeira, provavelmente, ler um balanço ou uma projeção de fluxo de caixa deve ser um saco. Por outro lado, ler a história de um empreendedor que passou por diversas dificuldades até construir seu sonho deve ser melhor que entender infinitas células de um Excel.

E histórias foi uma das muitas coisas que eu colhi nesse pouco tempo que estou mergulhado no universo de criptomoedas. Tanto de assinantes, quanto de pessoas próximas que entraram comigo no mercado, assim que as evangelizei.

A mais recente que ouvi foi de um grande amigo meu de faculdade, que graças a uma conversa empolgada sobre bitcoin, comprou os seus primeiros, poucos meses depois de mim.

Lembro que, no grupo de WhatsApp, eu falava com um entusiasmo quase que fanático sobre as criptomoedas e o poder da descentralização. Também me recordo de ter mencionado que estava convencido sobre aquele novo tipo de investimento e o quanto aquilo tinha futuro.

E foi essa veemência em falar do assunto que convenceu o meu xará a comprar e a se arriscar nesse mundo. Hoje ele me agradece por ter tido coragem na época e poder pagar a sua pós-graduação com o dinheiro que lucrou na operação.

Naquela época, o que me fez investir de fato nesse universo foi algo que eu conhecia como custo-benefício e depois reconheci como assimetria positiva, graças às newsletters da Empiricus. E isso já foi suficiente para eu sair por aí com o livro sagrado da salvação escrito por Satoshi Nakamoto e converter fiéis…

Agora, eu entendo um pouco mais e, mesmo apaixonado por esse universo, o meu nível de satisfação com o que sei diminui a cada novo conceito adquirido. Parece que quanto mais se mergulha nisso, mais abas ficam soltas e mais questionamentos surgem. É uma jornada sem fim e que o medo de perder tudo sempre nos sonda.

A cada queda do mercado nossas convicções ou convicções parciais são colocadas a prova. Digo parciais porque acho um pouco complicado falar com propriedade sobre um mercado tão novo. Qualquer certeza seria ingenuidade de quem não quer ser contrariado.

Nem por isso eu deixaria de investir nessa nova classe de ativos. Se não tivéssemos dúvidas, não haveria oportunidade. Foi a dúvida sobre tantas inovações que fizeram milionários pelo planeta, tanto empresas como pessoas.

Acho que todos nós iríamos querer utilizar o recurso de árbitro de vídeo nesses tipos de cenários. Primeiro, a gente investiria e deixaria o jogo rolar. Lá na frente seria possível pedir a ajuda de uma gravação, ver o que aconteceu e, dependendo do resultado, mudar uma escolha feita.

Infelizmente, isso não é possível. Não tem como voltar e mudar uma decisão. Pois riscos precisam ser tomados e suas consequências assumidas. É um jogo de dúvidas e informações incompletas que necessita de uma resposta sua se você está dentro ou fora.

Há três anos, eu decidi entrar nesse jogo e assumir algum risco com pelo menos 5% dos meus investimentos e não me arrependo. Hoje eu tento convencer as pessoas que esse é o melhor jogo que elas irão jogar com essa quantia tão pequena dos seus investimentos.

Por isso, eu e o Vinícius criamos o Empiricus Crypto Alert, para mostrar a todos como é fácil entrar nesse mundo e tirar algum proveito financeiro dele. É a primeira vez em que pessoas com pouco recursos podem investir em uma inovação diretamente.

Se deixarmos passar essa oportunidade, nenhuma equipe de árbitro de vídeo vai nos avisar que erramos. Quer dizer, eu estou avisando desde já o que deve ser feito…