Tese + Antítese = Síntese

Sua ideia é a de que não é que porque não vemos hoje um gatilho para o bull market se materializando que ele não existe. Ausência de evidência não é evidência de ausência. Lembre-se — sempre — disso.

Compartilhe:
Tese + Antítese = Síntese

O leitor mais recente talvez não saiba, mas conheço o André já há um bom tempo.

Fizemos faculdade juntos, moramos na mesma república (saudades de São Carlos, sempre) e fundamos nossa empresa antes de chegar até a Empiricus.

Nessa quase década, já tivemos discussões de todo tipo que você imaginar. Por isso, dispensamos cordialidades na hora de debater qualquer assunto.

Em 95% das vezes, discordamos. Mas não porque tenhamos opiniões divergentes sempre.

Na verdade, quando o André traz um tema à mesa, eu gosto de ser chato defendo o lado completamente oposto, por uma simples questão de pensar “e se essa tese estivesse errada?”.

Tese, antítese, síntese. É assim que normalmente são produzidas nossas ideias de investimento por aqui. E ontem foi mais um dia desses.

Eram quase oito da noite, o escritório já estava mais vazio. Aproveitamos para “falar um pouco mais alto” sobre o futuro do mercado de criptomoedas, liderado pelo bitcoin.

Discutíamos sobre como o mercado vem enfrentando dias difíceis desde o início do ano, estando bastante pressionado nos últimos dias, e o que faria esse jogo virar.

O André trouxe a ideia de que, nos próximos meses, devemos ver algum evento, certamente não previsto, que vai injetar no mercado o combustível necessário para o grande rali voltar.

Sua ideia é a de que não é que porque não vemos hoje um gatilho para o bull market se materializando que ele não existe. Ausência de evidência não é evidência de ausência. Lembre-se — sempre — disso.

Como de costume, tracei o cenário oposto. E se nada acontecer, até 2019, capaz de impulsionar o mercado de volta para cima?

Bem, nesse caso, teremos um bear market mais esticado e o investidor precisará de um pouco mais de sangre frio para passar pela turbulência, antes de um novo ciclo de alta.

E qual dos dois cenários vai se concretizar? Não sei. A certeza que eu tenho é que ninguém tem certeza.

Mas tenho meus palpites…

Veja, podemos estar preparados para ambos os cenários, e inclusive para algo entre eles.

Primeiro, precisamos fazer a pergunta: o que faria o mercado reagir nos próximos meses?

São duas teses principais:

1. A entrada de investidores institucionais, hoje represados pela regulação e ainda por certo nível de incerteza, que possuem um capital capaz de fazer o mercado, pelo menos, dobrar de tamanho;

2. Um novo ciclo de hype e euforia, provocado por algum movimento disruptivo do mercado ou uma nova “grande ideia” que faça os investidores de varejo voltarem a aportar grana com mais vigor.

E mesmo assim, se nenhuma das duas se concretizar em um prazo mais curto (até o início de 2019, por exemplo), o que poderíamos esperar para o futuro?

No caso da entrada dos investidores institucionais, apenas adiaríamos algo que, hoje, me parece inevitável.

Além disso, bons protocolos, ao longo do tempo, tendem a agregar mais utilidade, o que se traduz em maior valor da rede e, por fim, em maior preço.

O exemplo do bitcoin é claro: se filtrarmos os ciclos de boom e bust dos últimos anos e olharmos para a tendência de longo prazo, ela é crescente. Isso é reflexo da utilidade do protocolo, que aumenta ano após ano desde sua concepção.

Sabemos que duas componentes principais do valor da rede Bitcoin são: i) número de usuários; e ii) oferta de novas moedas.

Já estamos cientes de que a oferta é decrescente ao longo do tempo, gerando escassez. Agora, te pergunto, daqui dois anos, você espera que haja mais ou menos usuários na rede do Bitcoin?

Se você respondeu mais, acaba de completar a equação para o BTC valer mais no futuro do que vale hoje. E, provavelmente, será muito mais.

Ou seja, independentemente de o cenário de mais curto prazo ou o de longo prevalecerem (e que também não são excludentes), a assimetria do investimento em criptomoedas continua bastante positiva. Há muito mais a ganhar do que a perder.

Por isso, se hoje você pode comprar por 7 mil dólares algo que valia 20 mil dólares, me parece um ótimo negócio. E se você souber esperar, melhor ainda. Provavelmente, seu retorno será maior.

Falando em comprar barato, o André – que por sinal é mão de vaca e só compra o que está a preços descontados – selecionou a dedo 3 criptomoedas para você comprar com menos de 5 reais cada.

Top 3 highlights do criptomercado

Falha crítica na plataforma EOS? Saiba mais aqui.

O que acontece com suas criptomoedas quando você morre? Saiba mais aqui.

Cardano lança sua testnet de smart contracts. Saiba mais aqui.