Um Chihuahua e uma bolsa da Gucci

Quando você entra em sites de compras, como Lojas Americanas, Submarino ou Netshoes, o que é que lhe passa segurança a ponto de você realizar […]

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Um Chihuahua e uma bolsa da Gucci

Quando você entra em sites de compras, como Lojas Americanas, Submarino ou Netshoes, o que é que lhe passa segurança a ponto de você realizar suas compras nessas lojas? Você saberia explicar?

O jeito mais racional de saber se o site é seguro seria verificar se ele possui o certificado de segurança emitido por empresas especializadas.

No entanto, a maioria das pessoas nem sabe como fazer isso ou sequer da existência dessa possibilidade.

O nosso comportamento mais natural é bater o olho no site e verificar se tem alguma coisa por ali que pareça estranho e que não passe confiança, mesmo que isso seja feito de forma irracional.

Clicou em um produto e a página te levou para outro? Ficamos com a pulga atrás da orelha.

Tentou voltar à página e ela demorou um pouco mais para carregar? Melhor procurar seu produto em outro site.

É por essa razão que e-commerces investem muito para melhorar a experiência do usuário em suas páginas.

Dificilmente aquilo que garante a proteção é o que o cliente enxerga como seguro.

De certa forma, a nossa irracionalidade supera a própria racionalidade mesmo em áreas nas quais deveria ser o contrário.

A questão em relação aos criptoativos e ao blockchain passa pelo mesmo problema.

Enquanto de um lado você tem a racionalidade advogando que essa cadeia de blocos trazida pelo bitcoin é a máquina da confiança, de outro, as pessoas que não entendem vão continuar não confiando.

Imagine uma aplicação do blockchain que garante a autenticidade de uma bolsa da Gucci e registra a cadeia pela ela qual percorre.

Do ponto de vista técnico, se todo o caminho feito pelo item fosse registrado de forma correta, o consumidor na ponta teria a certeza de estar comprando um produto original.

Mas pergunte a uma madame, que vai carregar a bolsa de um lado e um Chihuahua do outro, se ela confia mais na Gucci garantida pelo blockchain, mas vendida na 25 de Março, ou naquela vendida na loja da marca, mas sem registro em nada…

Aquilo que deveria ser confiável por uma questão de racionalidade é digno de desconfiança aos olhos do nosso julgamento visual.

É natural que não vamos escapar dessa realidade, mesmo com aquilo que pode resolver todos esses problemas de confiança verdadeiramente, isto é, o blockchain.

E ainda nem chegamos a falar de criptoativos…

Nesse caso, resolvemos todos os problemas de desconfiança na nossa série Empiricus Crypto Alert.