Visita ilustre

Eram umas quatro e meia da tarde e estávamos eu e ele sentados à mesa ao lado do café, logo na entrada do escritório. Quem […]

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Visita ilustre

Eram umas quatro e meia da tarde e estávamos eu e ele sentados à mesa ao lado do café, logo na entrada do escritório.

Quem passava ali por perto olhava, curioso. O que aquele garoto fazia ali?

A pessoa à mesa ao lado deu uma espiada. Depois voltou a olhar para conferir se tinha visto direito.

Na terceira vez, perguntou: “Bazan, é seu irmão?”.

Outra parou, deu dois passos para trás e me encarou com aquela cara de interrogação… “Será que ele tem um filho dessa idade?” Acidentes acontecem, né?

Não, nem irmão, nem filho. Estava ali comigo um garoto de 15 anos, o Guilherme, que, alguns dias atrás, tinha me feito um pedido especial.

“Lembro que você falava sobre criptomoedas desde quando me dava aula. Vamos marcar um dia para conversar e você me contar mais sobre o que são essas moedas digitais? Queria conhecer a Empiricus também!”

O Gui é um pequeno gênio. Daqueles alunos que qualquer professor teria orgulho de ter. É óbvio que eu não neguei o pedido.

Enquanto conversávamos, ele me contava sobre os projetos que vinha fazendo. Fã de tecnologia, o sonho dele era projetar uma bicicleta feita de materiais alternativos que usasse a energia das pedaladas para carregar o celular.

E não é que ele fez mesmo? Apareceu até na Globo. Que orgulho!

Mas o mais interessante foi o que ele me contou sobre o processo do projeto. O primeiro lugar onde ele procurou ajuda foi, naturalmente, na escola.

Ao apresentar um projeto que destoava da proposta ortodoxa curricular, não conseguiu apoio significativo.

O laboratório não podia ser usado fora da aula e os professores não tinham muito recurso para ajudar. Parecia estar fora do alcance teórico dos mestres.

Da mesma forma que o professor de Economia não vai te ajudar a aprender sobre investimentos, o professor de Física não poderia ajudá-lo a construir uma bicicleta.

Só que o Gui não é dos que reclamam. É dos que fazem.

“Não dá para fazer na escola? Ok, vamos buscar em outro lugar”. E, assim, correu atrás de executar o projeto por conta própria.

Pesquisou na internet e encontrou em Porto Alegre um rapaz que ensinava a montar quadros de bicicleta com bambu. Procurou uma faculdade de Engenharia em São Paulo e pediu ajuda aos técnicos do laboratório de mecatrônica para programar a placa de circuito integrado.

Foi lá e fez.

Eu tenho uma satisfação profunda quando vejo que as pessoas vão atrás do conhecimento prático, empírico, e não só do teórico.

Lembro-me sempre do MacGyver, o personagem da televisão que resolvia os mais complexos problemas com ferramentas improvisadas e soluções fora da caixa. Já escrevi sobre isso em uma edição passada desta newsletter.

Canivete, fita adesiva, fósforos e… boas ideias.

É isso! Boas ideias!

É assim que se faz bons investimentos. E é isso que temos para oferecer por aqui.

Especialmente quando se trata de criptomoedas, o conhecimento sobre o mercado não está em nenhum livro de faculdade. Está nas nuances que se aprende ao colocar sua pele em jogo, seu verdadeiro “skin in the game”.

Nós reunimos esse conhecimento e nossas melhores ideias nas nossas séries, como a Empiricus Crypto Alert.

Neste momento, por exemplo, estamos com os olhos grudados na tela do computador para acompanhar os próximos passos do mercado enquanto ele se decide para que lado vai.

O bitcoin tem passado por dias de consolidação, buscando aliviar a queda mais forte das últimas duas semanas, mas ainda sem se decidir qual será a próxima direção. Eu diria que acima dos 6.600 dólares a coisa fica mais interessante.

As altcoins operam em certa recuperação, buscando interromper a pressão de baixa. Um dos principais destaques ontem foi o ether classic (ETC), que subiu forte antes da listagem na Coinbase.

O market cap agregado briga para se manter acima dos 200 bilhões de dólares, enquanto a dominância do bitcoin continua em trajetória ascendente.