Seleção Empiricus

Ações da XP vs BTG, essa BRF que não decola e IPOs que amamos | Seleção Empiricus #5

O time de craques da Seleção Empiricus dessa semana conta com Felipe Miranda, Max Bohm, João Piccioni e o convidado Marcelo Bernabé, da Kapitalo Investimentos.

Compartilhar artigo
Autor
Data de publicação
16 de outubro de 2020

1:05 Começando o bate-papo, Ricardo Mioto, mediador da conversa, já traz um assunto polêmico: BTG ou XP?

Marcelo conta um pouco da grande diferença entre as duas corretoras. O BTG, na sua visão, é um excelente banco de atacado, voltado para atender muito bem empresas e clientes de renda mais alta (acima de 10 bilhões de reais de patrimônio). Depois de algum tempo, o banco começou a voltar seus esforços para o varejo, na iniciativa denominada de BTG Digital. O varejo era um segmento que vinha sendo trabalhado com excelência pela XP Investimentos, que usava muito bem os agentes autônomos e onde os clientes se sentiam muito bem atendidos.

A partir dessas diferenças, Marcelo acredita que a XP tem mais potencial de crescimento, uma vez que está fazendo o caminho inverso do BTG, “roubando” os clientes dos grandes bancos e mirando em clientes de renda mais alta e até mesmo empresas.

Já os analistas da Empiricus tem uma visão um pouco mais otimista com relação ao BTG Pactual Digital, uma vez que criou mecanismos para proteger o seu crescimento, tem uma estratégia bem montada, preços atrativos e pode surpreender no curto/médio prazo. Felipe ainda acrescenta que a XP é uma ótima empresa, mas, na sua opinião, seu valuation é caro, o ambiente está cada vez mais competitivo e talvez a corretora não consiga prosseguir com a mesma tática usada até então. Por fim, ainda existe a questão do management, em que o BTG tem vantagem devido à maior densidade de talentos na empresa.

28:15 A segunda pergunta é primeiramente direcionada à Bernabé: recentemente a Kapitalo vinha evitando investir em teses de consumo e focando mais em ações de commodities. Especificamente falando de shoppings, é hora de movimentar as ações ou se manter longe de papéis dos ciclos de consumo?

Marcelo responde que está um pouco pessimista com relação aos shoppings, uma vez que o online veio muito forte e veio para ficar. Muitas empresas que não imaginavam vender via online foram forçadas a começar para que não deixassem de existir e essa tendência deixa os shoppings em uma posição fragilizada.

Felipe entra na discussão colocando seu ponto de vista de que realmente não há um grande otimismo com relação aos shoppings centers, mas também expõe duas qualificações. Em São Paulo, por exemplo, o shopping é visto como lazer e isso é uma tendência a ser vista cada vez mais a partir de agora, com um foco maior na experiência, com bons restaurantes, academias em um ambiente seguro e com protocolos de segurança muito bem definidos.

Max termina concordando com Marcelo na questão do online, mas que existem empresas como Multiplan e Iguatemi que são grandes fortalezas diferenciadas, onde se encontram um valor de geração de caixa considerável, mesmo dentro do cenário mais difícil.

42:50 Mioto traz uma pergunta enviada por nossos seguidores: os fundos na média tem uma correlação m ais alta do que deviam com o Ibovespa?

E Marcelo responde que quando lançaram o fundo de ações Tarkus, o principal pensamento foi a forma correta que deveria ser cobrada a perfomance de seus cotistas. E a resposta foi que o melhor índice para cobrar essa performance de cotistas que investem es ações deveria ser o excesso de retorno sobre o Ibovespa, uma vez que a decisão de investir em um fundo de ações já foi tomada pelo investidor.

Nesse momento, Felipe elogia a posição de Marcelo e coloca o fato de que existem, no Brasil, fundos de ações que na verdade são Hedge Funds, que pensam primeiro na sobrevivência da gestora e depois no investidor.

49:42 Trazendo outras ações para a pauta do bate-papo, chegou a hora da comparação inevitável entre BRF e JBS.

Max, que tem uma linha de raciocínio muito parecida com Marcel, começa dizendo que é um dos seus maiores dilemas atuais e que é diariamente questionado pelos assinantes. Ele diz enxergar BRF como um papel barato, com múltiplos interessantes, uma empresa com um management excelente, porém, que teve suas estratégias prejudicadas devido ao momento atual. É um case que necessita de paciência e foco no médio/longo prazo.

1:04:00 Para finalizar, Mioto passa a bola para o time de craques perguntando sobre os IPOS das empresas Grupo Mateus e Quero-Quero.

Bernabé diz que, como sempre, se tratando de IPOs é preciso aplicar com uma margem de segurança maior, mas que Quero-Quero sempre foi uma empresa de seu gosto e que tem uma oportunidade de crescimento muito grande.

Felipe também coloca novamente a importância do Management, e da importância dos planos de expansão, muito bons em ambas as empresas.

Por fim, João coloca que além de tudo, as companhias estão situadas em regiões com muita possibilidade de crescimento, trazendo ótimas oportunidades de investimento.

Para enviar sua pergunta para o próximo Seleção Empiricus, mande um e-mail para: selecao@empiricus.com.br

Sobre o autor