Terceiro Turno

Eleições da Câmara, invasão de Capitólio e Twitter de Trump – Terceiro Turno #3

No primeiro Terceiro Turno de 2021, Ricardo Mioto recebe Lucas Aragão para o bate-papo semanal sobre política. 

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Autor
Data de publicação
18 de janeiro de 2021
Categoria
Terceiro Turno

1:00 Para começar, um assunto que já está um pouco mais claro esse ano: eleições da Câmara. Sobre a campanha de Baleia Rossi, conseguir apoio de partidos significa conseguir votos de fato e o quanto o endosso da esquerda é pra valer?

Lucas responde que a campanha é forte eu que Rodrigo Maia está confiante com o apoio da esquerda. Porém, o assunto ainda está em aberto e em sua opinião, será uma eleição de traições. O apoio dos partidos não significam votos e conversando com vários parlamentares é possível perceber que, por exemplo, o PSDB que apoia Baleia no papel, está com mais da metade dos votos para Arthur Lira.

3:02 Falando em Lira, o que existe nele que faz tanta gente se dispor a, eventualmente, trair a orientação partidária?

Segundo Aragão, a traição partidária em si, numa votação secreta, tem poucos efeitos e não existe mais punição por parte dos partidos. Com relação à Lira, é um deputado de experiência, que está no congresso há um bom tempo, tem uma capacidade de articulação muito forte e tem uma boa ligação com outros partidos. Além disso, é um candidato que tem o poder da caneta. Resumindo, é o candidato governista e muita gente ainda prefere estar mais perto do governo do que longe.

9:54 Falando em uma eventual vitória de Arthur Lira, o que isso é uma sinalização de força para o Planalto e o quanto uma derrota é um sinal de fraqueza?

Lucas diz que se o Arthur ganhar, será uma percepção muito positiva para o governo. Se o eleito for o candidato Baleia Rossi, o mercado pode achar um pouco estranho e pode ser uma sinalização de que o governo não conseguiu emplacar uma maioria relativamente simples. Na prática, não existe uma discussão tão antagônica da agenda fiscal e nenhum dos candidatos dá calafrios ao mercado. Não seria a vitória de um, ou de outro, que definirá a agenda reformista, existem diversas variáveis.

20:30 Mudando um pouco de assunto, tivemos na semana retrasada a invasão de Capitólio, nos Estados Unidos, com repercussão aqui no Brasil. Jair Bolsonaro falou sobre o assunto, mencionando que pode ser o futuro do país em 2022 e parte da empresa enxergou o dizer como a possibilidade de uma declaração aberta de resistência do presidente a sair do poder. A pergunta é: o quanto Brasília enxerga de fato esse acontecimento ou isso é absolutamente super estimado?

Existem dois lados: o da realidade e o da percepção. Sim, existe um risco de que Bolsonaro possa entrar na mesma narrativa de Trump de que a eleição foi fraudada. Mas, por mais que ele “estique a corda”, ela não vai romper, assim como aconteceu com o presidente Donald Trump. Isso é perigoso do ponto de vista institucional, mas não chega ao ponto de ser tratado como uma ruptura.

28:47 Falando em Estados Unidos, Joe Biden abraça uma agenda ambiental que ficou um pouco esquecida durante o mandato de Trump. Biden já mencionou o Brasil com relação ao assunto. O quanto teremos uma época conflituosa em termos de relação internacionais com os Estado Unidos o que o governo brasileiro poderia fazer nesse momento – trocar o ministro, por exemplo?

Lucas relembra que o ministério do meio ambiente foi criado por ambientalistas e que os mesmos são protecionistas, por isso, é extremamente difícil trocar o ministro atual. Biden é uma pessoa muito experiente e sabe como funciona o jogo diplomático – não vai começar a relação com o Brasil negativamente. A solução chegará dentro do desenho que será traçado nos primeiros meses, através de brainstorms – não existe resposta já pronta.

35:11 Para encerar a conversa, Ricardo traz uma questão que mistura dois lados de Lucas: analista político e “twitteiro”. É um exagero banir a conta de Trump e o quanto isso deveria nos preocupar com a democracia?

Aragão, que diz não ser especialista em democracia digital, acha que é realmente uma situação preocupante. Não acha censura, mas também não sabe explicar o porque o Twitter baniu Trump e ainda existem perfis oficiais de ditadores, por exemplo. Colocando como hipocrisia, Lucas coloca que provavelmente já existia a vontade de “fazer vingança” por parte das empresas envolvidas e agora, com a saída de Trump, sou a oportunidade perfeita.

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