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Investimentos

El Ninõ: Veja tudo que o investidor precisa saber sobre o fenômeno e seus impactos no mercado

O fenômeno climático voltou ao radar e pode influenciar inflação, commodities e mercados globais

Por Julia Takeashi

23 jul 2026, 10:28

Atualizado em 23 jul 2026, 10:40

el nino clima mudança climatica economia

[Foto: Divulgação / NOAA]

O mundo pode estar prestes a enfrentar um choque climático de proporções gigantescas“, afirma o analista Matheus Spiess, da Empiricus. Para além do conflito no Oriente Médio, do rali da inteligência artificial e das variações do petróleo, há um fenômeno acontecendo neste momento e que muitos investidores não estão prestando atenção: o El Niño.

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O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, ocorre em intervalos irregulares, geralmente entre dois e sete anos. Ele tem potencial para alterar regimes de chuva, afetar safras e pressionar a inflação em diferentes partes do mundo.

Mudanças climáticas já estão nas pautas ambientais, mas, principalmente agora, esse tema volta ao mundo dos investimentos. Então, a pergunta é: o investidor está realmente de olho no El Niño e sabe como esse fenômeno pode impactar o mercado?

Em uma aula especial sobre o tema, Matheus Spiess explica um pouco sobre a importância do fenômeno, que pode afetar não só o dia a dia das pessoas, mas também na inflação e, consequentemente, os investimentos.

Como o El Niño impacta os investimentos?

O El Ninõ é a fase quente do fenômeno ENSO (EL Ninõ Oscilação do Sul). Esse movimento natural ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento afeta diversos fatores, como o regime de chuvas, a temperatura regional, a circulação de ventos e os padrões climáticos no planeta inteiro.

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Spiess explica que a relevância do El Niño depende do momento em que ocorre.

E, neste caso, o fenômeno vem em um momento importante: a inflação permanece sensível, com juros elevados e cadeias de suprimentos reorganizadas, além de fertilizantes mais caros e baixa tolerância de bancos centrais a novos choques de preços.

“A intensidade do El Niño não garante o impacto mecânico em todas as regiões, mas aumenta a probabilidade de padrões climáticos típicos: secas em algumas áreas, excesso de chuvas em outras, ondas de calor, perdas agrícolas e deterioração de pastagens, por exemplo”, afirma o analista.

Para além dos investimentos em commodities, o El Niño afeta também o círculo de consumo. Na agricultura, as secas podem gerar menos oferta, e o encarecimento de fertilizantes pode, por exemplo, fazer com que a produção de alimentos fique mais cara.

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Dessa forma, o mercado financeiro fica altamente propício a movimentações, como:

  • Alta da inflação;
  • Abertura da curva de juros;
  • Moedas mais voláteis;
  • Pressão sobre bolsas; e
  • Valorização de algumas commodities

Por isso, além da questão meramente geográfica, Spiess alerta que o olhar do investidor para o El Niño deve ser de forma macroeconômica, sendo imprescindível acompanhar os mercados que mais sofrem influência desse tipo de fenômeno natural.

Saiba mais sobre o El Niño em aulão especial sobre o tema

Para que você esteja preparado para possíveis cenários consequentes do El Niño, Matheus Spiess elaborou uma aula especial explicando mais detalhes sobre o fenômeno natural e seus impactos no mercado.

No vídeo, você confere respostas às principais perguntas para um investidor que quer estar atualizado, como:

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  • Quais safras serão afetadas?
  • Como os preços podem reagir?
  • Quais países ficarão mais vulneráveis?
  • Como o El Niño pode mudar a precificação de juros, moedas e ações?

Quer saber mais sobre o assunto? Basta dar o play no vídeo abaixo e conferir o aulão especial sobre o tema:

Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Universidade de Zurique (Suíça). Atualmente, estagia na área de Conteúdo e Branded Content da Empiricus. Antes, trabalhou com assessoria de imprensa, redes sociais e redação cultural.