[Foto: Divulgação / NOAA]
“O mundo pode estar prestes a enfrentar um choque climático de proporções gigantescas“, afirma o analista Matheus Spiess, da Empiricus. Para além do conflito no Oriente Médio, do rali da inteligência artificial e das variações do petróleo, há um fenômeno acontecendo neste momento e que muitos investidores não estão prestando atenção: o El Niño.
O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, ocorre em intervalos irregulares, geralmente entre dois e sete anos. Ele tem potencial para alterar regimes de chuva, afetar safras e pressionar a inflação em diferentes partes do mundo.
Mudanças climáticas já estão nas pautas ambientais, mas, principalmente agora, esse tema volta ao mundo dos investimentos. Então, a pergunta é: o investidor está realmente de olho no El Niño e sabe como esse fenômeno pode impactar o mercado?
Em uma aula especial sobre o tema, Matheus Spiess explica um pouco sobre a importância do fenômeno, que pode afetar não só o dia a dia das pessoas, mas também na inflação e, consequentemente, os investimentos.
Como o El Niño impacta os investimentos?
O El Ninõ é a fase quente do fenômeno ENSO (EL Ninõ Oscilação do Sul). Esse movimento natural ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento afeta diversos fatores, como o regime de chuvas, a temperatura regional, a circulação de ventos e os padrões climáticos no planeta inteiro.
Spiess explica que a relevância do El Niño depende do momento em que ocorre.
E, neste caso, o fenômeno vem em um momento importante: a inflação permanece sensível, com juros elevados e cadeias de suprimentos reorganizadas, além de fertilizantes mais caros e baixa tolerância de bancos centrais a novos choques de preços.
“A intensidade do El Niño não garante o impacto mecânico em todas as regiões, mas aumenta a probabilidade de padrões climáticos típicos: secas em algumas áreas, excesso de chuvas em outras, ondas de calor, perdas agrícolas e deterioração de pastagens, por exemplo”, afirma o analista.
Para além dos investimentos em commodities, o El Niño afeta também o círculo de consumo. Na agricultura, as secas podem gerar menos oferta, e o encarecimento de fertilizantes pode, por exemplo, fazer com que a produção de alimentos fique mais cara.
Dessa forma, o mercado financeiro fica altamente propício a movimentações, como:
- Alta da inflação;
- Abertura da curva de juros;
- Moedas mais voláteis;
- Pressão sobre bolsas; e
- Valorização de algumas commodities
Por isso, além da questão meramente geográfica, Spiess alerta que o olhar do investidor para o El Niño deve ser de forma macroeconômica, sendo imprescindível acompanhar os mercados que mais sofrem influência desse tipo de fenômeno natural.
Saiba mais sobre o El Niño em aulão especial sobre o tema
Para que você esteja preparado para possíveis cenários consequentes do El Niño, Matheus Spiess elaborou uma aula especial explicando mais detalhes sobre o fenômeno natural e seus impactos no mercado.
No vídeo, você confere respostas às principais perguntas para um investidor que quer estar atualizado, como:
- Quais safras serão afetadas?
- Como os preços podem reagir?
- Quais países ficarão mais vulneráveis?
- Como o El Niño pode mudar a precificação de juros, moedas e ações?
Quer saber mais sobre o assunto? Basta dar o play no vídeo abaixo e conferir o aulão especial sobre o tema: