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Investimentos

Acabou a ‘festa’? Ibovespa despenca 4% em maio e analista aponta como navegar nesse cenário

Apesar da piora no humor do mercado, analista vê espaço para ganhos na bolsa brasileira e destaca 10 ações para investir agora

Isabelle Santos

Por Isabelle Santos

13 maio 2026, 14:50

Atualizado em 13 maio 2026, 14:50

Imagem: ChatGPT

Após uma valorização de 16% entre janeiro e abril — e de chegar muito próximo dos 200 mil pontos —, o Ibovespa já registra uma queda de 4% nos sete primeiros pregões de maio.Na terça (12), o índice voltou a negociar abaixo dos 180 mil pontos, patamar visto pela última vez em 24 de março.

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Nesse contexto, a dúvida de muitos investidores é se acabou a “festa” para a bolsa brasileira ou se há espaço para aproveitar oportunidades. Para Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research a “virada” no comportamento do índice é reflexo de uma série de fatores que pesam contra o cenário macroeconômico brasileiro.

Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do portal parceiro Money Times no YouTube, o analista explicou o que está por trás da queda do Ibovespa e o que esperar das ações brasileiras daqui para frente.

O que fez o Ibovespa cair tanto nos primeiros dias de maio?

Segundo o analista, a expectativa de aumento da inflação global é um dos motivos de queda das ações brasileiras. Ele aponta que, quanto mais os Estados Unidos e Irã demoram para chegar a uma resolução do conflito, mais tempo o petróleo ficará pressionado.

A alta do petróleo é um fator relevante na inflação do Brasil e do mundo. Na prática, o aumento do preço da commodity resulta no encarecimento de produtos e serviços. Como consequência, o resultado das empresas pode cair, ao passo que os juros sobem — um cenário ruim para ativos de risco.

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Diante disso, Hungria ressalta que, nos EUA o Fed (banco central americano) já sinalizou a possibilidade de não haver cortes esse ano. No Brasil, o Banco Central, ainda fala em cortes, mas o prolongamento da guerra diminui a duração do ciclo de flexibilização.

Outro ponto destacado pelo analista foram os dados de inflação, divulgados na última terça-feira (12). Segundo o IBGE, o IPCA registrou desaceleração em relação a março. O crescimento de 0,67% em abril foi 0,21 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior e abaixo da expectativa do mercado (0,7%).

Contudo, Ruy aponta que houve uma piora em relação a qualidade dos dados. No IPCA de abril houve aceleração das medidas de núcleo. Ou seja, os preços estão aumentando de forma mais espalhada entre os grupos e itens que compõe o índice, o que indica que inflação pode demorar para cair. Também os preços administrados apresentaram uma dinâmica acima da sazonalidade do período, por conta da alta dos combustíveis.

A temporada de resultados do 1T26 no Brasil também não está sendo das melhores

De acordo com o analista, isso já era esperado por conta do cenário de Selic elevada, bem como um contexto de desaceleração macroeconômica. Assim, os resultados “mornos” acabaram prejudicando o desempenho da bolsa nos últimos dias.

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Em contrapartida, os balanços reportados pelas companhias americanas, em especial as big techs, “sugaram” parte do fluxo estrangeiro da bolsa brasileira. Esse movimento explica parte da queda da bolsa nos últimos dias, aponta Hungria.

Vale lembrar que a rotação de capital para mercados emergentes foi um dos principais responsáveis pela disparada do Ibovespa no primeiro trimestre. Mas apesar de todos esses fatores pesando sobre o IBOV, o analista destaca que “esse não é o fim do mundo”.

Queda do Ibovespa é ‘só uma pausa para respirar’

De acordo com Ruy Hungria, a queda recente do Ibovespa não se trata de uma mudança estrutural na tese dos ativos brasileiros. Na visão do analista, “a nossa bolsa ainda está negociando a múltiplos atrativos”.

Além disso, ele reforça que no primeiro bimestre de 2026 o Ibovespa entregou retornos muito fortes; no período, o índice valorizou 17%. Assim, “faz sentido ter uma pausa para respirar”. Ou seja, é parte do movimento do mercado uma correção.

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O analista complementa ainda que, embora não tenha sido uma ótima temporada de resultados para as empresas brasileiras, ainda há aquelas companhias que tem mostrado crescimento. Especialmente as empresas maiores, com boa participação de mercado, seguem mostrando “um desempenho digno, dado o cenário difícil”.

Nesse contexto, Hungria destaca que uma melhora no cenário macroeconômico, especialmente em relação a guerra, pode trazer um fluxo positivo para as ações brasileiras. Por isso, ele aponta que “é importante estar posicionado” e neste momento há 10 ações específicas que vale a pena investir.

Top Picks: confira as 10 ações recomendadas pela Empiricus para investir agora

Embora existam oportunidades, o atual cenário macroeconômico demanda cautela. Nesse sentido, ele recomendou 10 ações para investir agora. Trata-se de papéis de qualidade que estão com desconto em seu preço, abrindo uma ótima janela para quem deseja se posicionar.

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QUERO CONHECER AS 10 AÇÕES PARA BUSCAR LUCROS NA BOLSA BRASILEIRA

Comunicóloga formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). É redatora do Money Times, Seu Dinheiro e Empiricus.