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Investimentos

Analista da Empiricus explica cenário com fim do cessar-fogo entre EUA e Irã

Matheus Spiess analisa diferentes visões sobre os acontecimentos e explica por que o caminho até a paz definitiva entre as duas nações não é simples; entenda

Boris Bellini

Por Boris Bellini

10 jul 2026, 09:00

irã estados unidos eua

(Imagem: Ruma Aktar/iStock)

A possibilidade de um aumento das tensões no Estreito de Ormuz voltou ao radar dos investidores após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar na quarta-feira (8) que o acordo provisório com o Irã acabou.

De acordo com Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o ponto mais sensível é o esforço de Teerã para ampliar sua influência sobre a navegação na região. Segundo ele, isso daria ao país maior capacidade de monitorar embarcações, impor condições de passagem e até cobrar taxas, em uma disputa direta com os Estados Unidos pelo controle da rota.

A reação dos mercados foi imediata. O petróleo do tipo Brent saiu de um patamar abaixo de US$ 75 por barril para perto dos US$ 80 e encerrou o dia cotado aos US$ 78. Enquanto isso, recuou 0,79%, aos 170,6 mil pontos.

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Entre otimistas e pessimistas

O analista explica que há interpretações diferentes sobre o assunto no momento. De um lado, visões pessimistas enxergam um “excesso de confiança” sobre a possibilidade de paz permanente entre Washigton e Teerã.

Essa ideia é apoiada por confrontos semanais que ocorrem entre os dois países, além de atritos sobre o controle de Ormuz, questões nucleares e ataques ao Líbano.

“Os otimistas, por sua vez, argumentam que nenhum dos lados parece interessado em retomar uma guerra em larga escala”, explica.

Spiess procura um equilíbrio entre as duas visões.

Para ele, um acordo de paz duradouro é algo que realmente se mostra difícil de atingir. Porém, “a relutância de Trump em reabrir totalmente as hostilidades sugere que esta nova rodada de confrontos tende a permanecer contida, ainda que acompanhada de volatilidade elevada para energia e ativos globais”.

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‘Processo de acomodação turbulento’

Pouco antes de Donald Trump perder a paciência com o acordo de paz, o analista da Empiricus Research já explicava para clientes da casa que o caminho seria turbulento.

Ele lembrou em relatório que, “os, novos ataques e respostas militares voltaram a provocar volatilidade no Estreito de Ormuz, reforçando a leitura de que o processo de acomodação será turbulento, sujeito a escaladas de retórica, episódios de violência e novos choques pontuais”.

Porém, Spiess destacou que, para os mercados, o ponto central de todo esse processo é outro. De acordo com ele, o pior momento do choque energético relacionado ao fechamento de Ormuz já ficou para trás.

Na visão do analista, o mundo não está mais sob ameaça de uma ruptura prolongada da oferta de energia. O que existe agora é um alívio parcial das pressões, “frágil, incompleto, mas suficiente para mudar a temperatura da discussão sobre inflação, juros e ativos de risco”.

O analista também relembra que a ameaça de um petróleo caro é fácil de entender.

  • Quando os preços de energia sobem, eles pressionam “combustíveis, frentes, custos industriais, expectativas de inflação e, no limite, forçam bancos centrais a manterem juros mais altos por mais tempo”.

Daí a importância de acompanhar de perto o que está acontecendo no Oriente Médio.

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O “streaming dos investimentos” da Empiricus em meio às incertezas

As explicações de um analista experiente como Matheus Spiess podem até dar a impressão de que é simples entender o mercado para tomar as melhores decisões de investimentos.

Porém, esse tipo de trabalho leva anos de estudos, preparações e análises. É natural que investidores comuns não tenham a mesma disponibilidade de tempo para se aprofundar nos seus estudos. O trabalho, a família e a vida pessoal tendem a ocupar boa parte dos momentos disponíveis.

Além disso, é possível utilizar a inteligência artificial para isso. Porém, uma aplicação correta da IA também exige tempo investido em elaboração de prompt, leitura do que ela produz e checagem das informações.

Para ajudar investidores a lidar com esses desafios é que surgiu a Empiricus+, plano de assinatura de casa de análises que é com um “streaming dos investimentos”.

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.