Imagem: REUTERS/Antranik Tavitian
Hoje (29), a Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) reforçou mais uma vez a força da tese de combate à obesidade e sua crescente relevância em diferentes áreas da medicina com os resultados do 3T26, que sustentam a alta de 4% da ação no pré-market.
A receita total somou US$ 24,4 bilhões (+39% a/a), novamente acima das expectativas de mercado, próximas de US$ 22,6 bilhões, e elevou o guidance anual pela segunda vez consecutiva.
Mounjaro e Zepbound são destaques na receita do 3T26
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço de 53% no volume de medicamentos vendidos, com destaque para o Mounjaro e o Zepbound, parcialmente compensado pela queda de 15% nos preços realizados.
Fora dos EUA, a inclusão do Mounjaro na lista chinesa NRDL ampliou o acesso ao tratamento, mas pressionou os preços. Nos EUA, os preços realizados caíram 7%, sobretudo pelo Zepbound, parcialmente compensados por ajustes em rebates e descontos.
Entre os principais medicamentos, concentrados nas áreas de metabologia, oncologia e doenças autoimunes, a receita alcançou US$ 17,1 bilhões (+62%). Apenas o Mounjaro faturou US$ 10,7 bilhões (+65%), enquanto o Zepbound somou US$ 5,4 bilhões (+49%). Ambos são medicamentos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 e, juntos, representaram cerca de 66% da receita total da companhia.
Já o Foundayo (orforglipron oral), em seu segundo trimestre comercial, mais que dobrou a receita em relação ao trimestre anterior, alcançando US$ 184 milhões e respondendo por cerca de 40% das novas prescrições de incretinas nos EUA ao fim do trimestre. Fora da área metabólica, os principais medicamentos de imunologia, oncologia e neurociência registraram crescimento de 100% na receita.
A margem bruta ajustada ficou em 84,4% da receita (+0,8 p.p. a/a), favorecida pela melhora nos custos de produção e pelo mix de produtos, apesar da pressão decorrente dos preços realizados mais baixos. Já a margem de performance ajustada, métrica própria da Lilly que corresponde à margem bruta menos as despesas com P&D e comerciais, atingiu 54,2% no trimestre (+5,9 p.p. a/a).
O lucro líquido ajustado foi de US$ 6,7 bilhões, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 7,48 (+7% a/a). O crescimento mais moderado refletiu US$ 4,2 bilhões em despesas com P&D de ativos adquiridos (US$ 4,57 por ação, ante US$ 0,71 no 3T25), referentes às aquisições de AtaiBeckley e Curevo. Excluído esse efeito, o lucro por ação teria crescido expressivamente.
Como dissemos anteriormente, a Lilly elevou o guidance de receita para US$ 91 bilhões a US$ 92 bilhões (antes, US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões) e o da margem de performance para 52,0% a 52,5%. O ponto médio da projeção de lucro por ação ajustado foi elevado em US$ 4,07 devido à melhora operacional, mas a nova faixa ficou em US$ 35,00 a US$ 36,00 (antes, US$ 35,50 a US$ 36,50).
No pipeline, a retatrutida se destacou em estudo de Fase 3, com perda de peso de 21,4%, ante 9,4% com Ozempic, e redução de HbA1c de 2,2 p.p., contra 1,8 p.p., em pacientes com diabetes tipo 2.
Eli Lilly (LILY34) segue como recomendação de compra na Empiricus
O trimestre reforçou a tese global de emagrecimento, com Mounjaro e Zepbound em expansão, Foundayo avançando em mais de 40 países e retatrutida mostrando superioridade clínica.
Mesmo crescendo nas principais linhas, a Lilly negocia a 28,7x lucros projetados, abaixo da média histórica de cinco anos. Investimentos de US$ 11,5 bilhões nos EUA e o potencial do pipeline sustentam sua permanência na carteira internacional.