1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

Eli Lilly (LILY34): Mounjaro impulsiona fortes resultados do 3T26, mas empresa segue relevante em diferentes áreas da medicina

Números do trimestre reforçam crescente relevância da Eli Lilly na medicina, e sustentam alta de 4% nas ações no pré-market; vale a pena investir agora?

Matheus Spiess 2026

Por Matheus Spiess

29 out 2026, 12:07

•

Atualizado em 29 out 2026, 12:07

eli lilly, lily34, logo

Imagem: REUTERS/Antranik Tavitian

Hoje (29), a Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) reforçou mais uma vez a força da tese de combate à obesidade e sua crescente relevância em diferentes áreas da medicina com os resultados do 3T26, que sustentam a alta de 4% da ação no pré-market.

A receita total somou US$ 24,4 bilhões (+39% a/a), novamente acima das expectativas de mercado, próximas de US$ 22,6 bilhões, e elevou o guidance anual pela segunda vez consecutiva.

Mounjaro e Zepbound são destaques na receita do 3T26

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço de 53% no volume de medicamentos vendidos, com destaque para o Mounjaro e o Zepbound, parcialmente compensado pela queda de 15% nos preços realizados.

Fora dos EUA, a inclusão do Mounjaro na lista chinesa NRDL ampliou o acesso ao tratamento, mas pressionou os preços. Nos EUA, os preços realizados caíram 7%, sobretudo pelo Zepbound, parcialmente compensados por ajustes em rebates e descontos.

Entre os principais medicamentos, concentrados nas áreas de metabologia, oncologia e doenças autoimunes, a receita alcançou US$ 17,1 bilhões (+62%). Apenas o Mounjaro faturou US$ 10,7 bilhões (+65%), enquanto o Zepbound somou US$ 5,4 bilhões (+49%). Ambos são medicamentos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 e, juntos, representaram cerca de 66% da receita total da companhia.

Já o Foundayo (orforglipron oral), em seu segundo trimestre comercial, mais que dobrou a receita em relação ao trimestre anterior, alcançando US$ 184 milhões e respondendo por cerca de 40% das novas prescrições de incretinas nos EUA ao fim do trimestre. Fora da área metabólica, os principais medicamentos de imunologia, oncologia e neurociência registraram crescimento de 100% na receita.

A margem bruta ajustada ficou em 84,4% da receita (+0,8 p.p. a/a), favorecida pela melhora nos custos de produção e pelo mix de produtos, apesar da pressão decorrente dos preços realizados mais baixos. Já a margem de performance ajustada, métrica própria da Lilly que corresponde à margem bruta menos as despesas com P&D e comerciais, atingiu 54,2% no trimestre (+5,9 p.p. a/a).

O lucro líquido ajustado foi de US$ 6,7 bilhões, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 7,48 (+7% a/a). O crescimento mais moderado refletiu US$ 4,2 bilhões em despesas com P&D de ativos adquiridos (US$ 4,57 por ação, ante US$ 0,71 no 3T25), referentes às aquisições de AtaiBeckley e Curevo. Excluído esse efeito, o lucro por ação teria crescido expressivamente.

Como dissemos anteriormente, a Lilly elevou o guidance de receita para US$ 91 bilhões a US$ 92 bilhões (antes, US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões) e o da margem de performance para 52,0% a 52,5%. O ponto médio da projeção de lucro por ação ajustado foi elevado em US$ 4,07 devido à melhora operacional, mas a nova faixa ficou em US$ 35,00 a US$ 36,00 (antes, US$ 35,50 a US$ 36,50).

No pipeline, a retatrutida se destacou em estudo de Fase 3, com perda de peso de 21,4%, ante 9,4% com Ozempic, e redução de HbA1c de 2,2 p.p., contra 1,8 p.p., em pacientes com diabetes tipo 2.

Eli Lilly (LILY34) segue como recomendação de compra na Empiricus

O trimestre reforçou a tese global de emagrecimento, com Mounjaro e Zepbound em expansão, Foundayo avançando em mais de 40 países e retatrutida mostrando superioridade clínica.

Mesmo crescendo nas principais linhas, a Lilly negocia a 28,7x lucros projetados, abaixo da média histórica de cinco anos. Investimentos de US$ 11,5 bilhões nos EUA e o potencial do pipeline sustentam sua permanência na carteira internacional.

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia. Pós-graduado em finanças pelo Insper. Trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimento do Brasil, além de ter feito parte da equipe de modelagem financeira de uma boutique voltada para fusões e aquisições. Trabalha hoje no time de analistas da Empiricus, sendo responsável, entre outras coisas, por análises macroeconômicas e políticas, além de cobrir estratégias de alocação. É analista com certificação CNPI.