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Investimentos

Gerdau (GGBR4): operações nos EUA impulsionam 1T26 e empresa anuncia R$ 354 milhões em dividendos; hora de comprar?

A Gerdau (GGBR4) divulgou seus números acima do esperado para seu 1T26: o que isso significa para o investidor? Confira análise

Por Ruy Hungria

28 abr 2026, 11:48

Atualizado em 28 abr 2026, 11:48

Gerdau (GGBR4)

Imagem: Divulgação/Facebook Gerdau

Na última segunda-feira (27), a Gerdau (GGBR4) entregou seus resultados do 1º trimestre de 2026 (1T26): acima das expectativas do mercado, apesar das pressões no Brasil.  

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As operações da Gerdau na América do Norte foram o grande destaque do período, ajudadas pela forte demanda e pelas tarifas de proteção à indústria local. A divisão mostrou aumento de 3,8% no volume de aço vendido e de 6,6% na receita líquida, que atingiu R$ 9,35 bilhões.

Ebitda nos EUA apresentou evolução ainda mais notável. O aumento foi de 88% no comparativo anual, para R$ 2,2 bilhões, ajudado pelo impacto positivo da desvalorização do dólar nos custos, e também por ganhos de eficiência.

Vale destacar a margem Ebitda, que atingiu 24,1%, 10,4 pontos percentuais acima do mesmo trimestre do ano anterior. Na apresentação de resultados, a gestão indicou continuidade da tendência positiva na região. 

No Brasil, o elevado nível de importação segue pressionando a indústria local. Mesmo assim, os resultados foram melhores do que se temia, ajudados por um ótimo controle de custos. Na comparação com o 1T25, o volume de aço vendido caiu -7,5%, com recuo de -16,3% da receita líquida.

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O Ebitda recuou 47%, para R$ 578 milhões, com pressão de 5,4 pontos percentuais de margem. Apesar da pressão, a margem de 9,2% veio acima do que o mercado esperava (em torno de 7,5%), ajudada por bom controle de gastos e alguns sinais de melhora no mercado brasileiro. Segundo a gestão, o segundo trimestre (2T26) tem mostrado continuidade nos sinais de retomada, com dinâmica de preços positiva. 

Na divisão América do Sul, as vendas cresceram 29,1%, com boa demanda no Peru compensando volumes mais fracos na Argentina e Uruguai. Ainda assim, o pior mix de vendas e a elevada penetração das importações pressionaram o Ebitda, que caiu 1,5% em comparação com o 1T25, para R$ 186 milhões, e pressão de 0,5 ponto percentual de margem.  

Gerdau (GGBR4): para a Empiricus, resultados sólidos no consolidado confirmam recomendação de compra

No consolidado, a receita líquida caiu 3,8%, para R$ 16,7 bilhões, em linha com as estimativas. Ajudado pelo bom desempenho nos EUA e margens mais favoráveis do que se temia no Brasil, o Ebitda superou as expectativas e atingiu R$ 2,95 bilhões. O lucro líquido atingiu R$ 1 bilhão, 33% acima na comparação anual.   

A dívida líquida/ebitda permaneceu em patamares confortáveis (0,74x vs 0,76x no 4T25). O fluxo de caixa livre de R$ 16 milhões, apesar de tímido, também veio acima das expectativas. Vale ressaltar que o primeiro trimestre costuma ser sazonalmente impactado pelo consumo de capital de giro. No 1T25, por exemplo, houve consumo de R$ 980 milhões.  

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A companhia chegou a 21% do programa de recompra de ações e também aproveitou para anunciar R$ 354 milhões em dividendos, o que equivale a um yield de 0,8%.  

Mesmo em um contexto difícil no mercado brasileiro, a Gerdau (GGBR4) conseguiu mostrar resultados sólidos, ajudados por ótima disciplina operacional no Brasil e um bom momento setorial na América do Norte. Por 4,3x valor da firma/ebitda, GGBR4 segue na carteira Empiricus Dividendos

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.