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Investimentos

Weg (WEGE3): frente de energia e impactos cambiais pressionam 1T26; ações valem a pena agora?

Números da Weg (WEGE3) no 1T26 vêm pressionados pelo cenário global incerto e impactos negativos do câmbio; saiba se ações valem a pena agora

Por Ruy Hungria

29 abr 2026, 16:04

Atualizado em 29 abr 2026, 16:04

weg wege3 ações

Imagem: Adobe Stock/Reprodução - Montagem: Giovanna Figueredo

A Weg (WEGE3) divulgou seus resultados do 1º trimestre de 2026 (1T26), com números abaixo das expectativas, impactados principalmente pela operação no Brasil e por pressões de custos. 

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A receita operacional líquida (ROL) da Weg no mercado doméstico somou R$ 3,57 bilhões. Esse é um recuo de -19,5% no comparativo anual, impactada principalmente pela frente de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) de energia, em função da ausência de projetos relevantes de geração solar centralizada, especialmente considerando a base comparativa elevada do 1T25. 

Mesmo com um ambiente ainda desafiador no cenário global e impacto negativo do câmbio, a companhia conseguiu manter crescimento no mercado externo. A receita líquida internacional somou R$ 5,9 bilhões (+4,5% no comparativo anual – a/a), com crescimento de 16,1% em moeda constante, evidenciando uma demanda ainda saudável, especialmente em segmentos como óleo & gás e soluções para data centers

No consolidado, a ROL internacional do 1T26 foi de R$ 9,6 bilhões (-6,1% a/a), abaixo da expectativa de mercado (R$ 9,7 bilhões). 

Olhando as frentes de negócios, a vertical de Equipamentos Elétricos Industriais (EEI) apresentou leve crescimento no mercado doméstico, com receita de R$ 1,39 bilhão (+1,7% a/a), sustentada pelas entregas de equipamentos de ciclo longo. No exterior, a receita somou R$ 3,27 bilhões (+6,2% a/a), com destaque para a demanda em segmentos industriais e boa entrada de pedidos. 

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A frente de GTD foi novamente o principal detrator de desempenho no trimestre. No Brasil, a receita foi de R$ 1,52 bilhão (-36,4% a/a), ainda impactada pela ausência de projetos solares. No exterior, a receita atingiu R$ 2,11 bilhões (+3,2% a/a), impulsionada por entregas de transformadores e projetos de infraestrutura elétrica, especialmente nos EUA. 

O segmento de Motores Comerciais e Appliance (MCA) apresentou desempenho mais fraco, com receita de R$ 331 milhões no Brasil (-7,1% a/a) e R$ 446 milhões no exterior (-1,7% a/a), refletindo uma demanda mais moderada. 

Já a divisão de Tintas e Vernizes (T&V) registrou receita de R$ 330 milhões no mercado doméstico (+2,2% a/a) e R$ 66 milhões no exterior (+13,8% a/a), com destaque para o crescimento internacional. 

Por sua vez, a margem bruta recuou para 31,6%, queda de -1,3 ponto percentual (p.p.) na visão anual (a/a) e -2,4 pontos percentuais na visão trimestral (t/t), impactada pelo aumento de custos de matérias-primas (especialmente cobre), tarifas de importação nos EUA e menor alavancagem operacional.  

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Weg (WEGE3): apesar da pressão, fundamentos sólidos seguem sustentando recomendação de compra

O Ebitda totalizou R$ 2,1 bilhões (-3,2% a/a), mas com melhora na margem, que atingiu 22,2% (+0,6 p.p. a/a), em função de um melhor mix de produtos e reversão da provisão de participação de resultados. Assim, o lucro líquido foi de R$ 1,46 bilhão no trimestre (-5,7% a/a), também abaixo do esperado (vs. consenso de R$ 1,57 bilhão). 

Apesar do resultado pressionado em crescimento e margens, a companhia segue apresentando fundamentos sólidos, com destaque para o ROIC 12 meses, que atingiu 33,1% (-0,1 p.p. a/a e + 0,6 p.p. t/t), que mostra que a empresa continua gerando valor ao acionista. 

A geração de caixa livre foi de R$ 63 milhões, permanecendo positiva mesmo com as pressões mencionadas. O destaque positivo foi o fluxo de caixa operacional, que somou R$ 1,2 bilhão, ante R$ 541 milhões no 1T25.  

Olhando para frente, entendemos que o cenário de curto prazo permanece desafiador, com pressão cambial e menor dinamismo no mercado doméstico impactando os resultados ao longo de 2026. No entanto, o mercado segue de olho na melhora estrutural a partir de 2027, impulsionada pela expansão de capacidade e pela continuidade dos investimentos em infraestrutura elétrica global. 

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Por 27,5x lucros para os próximos 12 meses, WEGE3 segue entre as recomendações da Empiricus. 

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.