Imagem: REUTERS/Pilar Olivares
A Vale (VALE3) reportou números do primeiro trimestre de 2026 (1T26) com boa evolução anual, mas ligeiramente abaixo das estimativas otimistas do mercado, depois de uma sequência de bons resultados.
Na divisão de Soluções de Minério de Ferro, a receita líquida aumentou 8% vs 1T25, com incremento tanto de preços como de volume no período, assim como já adiantado na prévia operacional. Por outro lado, os custos subiram em um ritmo mais acelerado (14% a/a), com impactos negativos da valorização do real e efeito de giro de estoques formados a custos maiores.
Aliás, a companhia aproveitou para reforçar que, de acordo com as premissas de câmbio e petróleo atuais, espera um custo all-in do minério entregue na China dentro do guidance, ainda que mais próximo da faixa superior (US$ 52–56/t) por conta dos impactos da guerra.
Com os efeitos mencionados, o ebitda do segmento mais representativo para a companhia subiu 1%, para US$ 2,4 bilhões.
Vale Base Metals teve evolução representativa
Na divisão de metais básicos (Vale Base Metals), onde a base de comparação era mais fácil, a evolução foi bem mais representativa. Em Cobre, a receita cresceu 57%, ajudada por maiores volumes (+18% a/a) e preços por tonelada (48%). Além disso, a maior diluição de custos e melhor preço de subprodutos permitiram ao ebitda do segmento de Cobre saltar 74%, para US$ 949 milhões.
Ainda na VBM, o ebitda da operação de Níquel saltou de US$ 41 milhões no 1T25 para US$ 277 milhões no 1T26, ajudado por maior volume de vendas (15%), melhores preços (6%) e queda representativa nos custos (-50%), em função de melhorias operacionais e maior receita com subprodutos.
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VALE3: apesar de números ligeiramente abaixo das expectativas, companhia está no caminho certo
No consolidado, o ebitda da Vale atingiu US$ 3,8 bilhões, alta de 23% frente ao 1T25, explicado principalmente pela divisão de metais básicos, enquanto o lucro líquido subiu 29%, para R$ 1,9 bilhão. Mesmo com a evolução, os números ficaram ligeiramente abaixo das expectativas.
O fluxo de caixa livre chegou a US$ 813 milhões, que apesar da alta anual de 61% também ficou aquém do esperado por conta de um forte consumo de capital de giro (US$ 863 milhões) no trimestre. Esse número tende a melhorar nos próximos trimestres por conta da sazonalidade.
Mesmo com números um pouco abaixo das expectativas, o crescimento das principais linhas mostra que a Vale está no caminho certo, e deve continuar como boa fonte de dividendos para os acionistas. VALE3 segue com recomendação na série Empiricus Dividendos.