Imagem: iStock/ Derick Hudson
Após o fechamento dos mercados na quarta-feira (29), a Meta Platforms (B3: M1TA34 | Nasdaq: META) reportou seus balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26).
Apesar dos números acima das expectativas, o total de usuários em linha com o esperado aliado ao aumento dos investimentos planejados para o ano fez com que a ação sofresse uma forte queda no after-market.
Confira os números da Meta no 1T26
Nos três meses encerrados em março, a receita da companhia totalizou US$ 56,311 bilhões, crescimento de 33% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esse aumento se deu graças tanto ao maior número de impressões de anúncios (+19% vs. 1T25) como no preço médio dos ads (+12%). O número de usuários diários da Família de Apps encerrou o trimestre nos 3,56 bilhões, alta de 4% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Por outro lado, a parte do Reality Labs reportou vendas de US$ 402 milhões, estável na comparação anual.
Os custos e despesas apresentaram um aumento similar, encerrando o período nos US$ 33,439 bilhões (+35% vs. 1T25), o que permitiu a companhia reportar um lucro operacional de US$22,872 bilhões e o que representa uma margem de 41% (estável na comparação anual).
Na linha final de resultados, o lucro líquido da Meta foi de US$ 26,773 bilhões, ou US$10,44 por ação, valor 62% maior ante um ano atrás.
Importante salientar, entretanto, que o número da linha final inclui um benefício tributário de pouco mais de US$ 8 bilhões, que compensa em parte os quase US$ 16 bilhões de despesas tributárias extraordinárias no terceiro trimestre de 2025 – decorrente da aprovação do One Big Beautiful Bill, no qual fez com que a empresa antecipasse o pagamento de alguns impostos naquele momento.
Excluindo esse valor da conta, o lucro por ação seria US$ 3,13 menor, ou US$ 7,31/ação. Ainda assim, isso representaria uma alta de 14% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Para o segundo trimestre, a direção espera reportar receita no intervalo de US$58 bilhões e US$61 bilhões, o que representaria um crescimento de mais de 26% na comparação anual – menor que o ritmo atual, mas 4 pontos percentuais acima do apresentado no 2T25.
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Por que o mercado não gostou do que viu?
Apesar dos números muito bons, o foco dos investidores aparentemente ficou com o aumento nos investimentos planejados pela companhia para 2026: se a direção havia anunciado a expectativa de um capex entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões no começo do ano, agora esses valores devem ficar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.
O ponto é que, diferentemente das outras grandes empresas de tecnologia que reportaram também na quarta, a Meta é a única que ainda faz esses investimentos basicamente para uso interno.
Só que, como temos visto, esses recursos estão permitindo a companhia melhorar o seu produto de publicidade – considerando a aceleração tanto na impressão como nos preços dos anúncios em relação aos últimos quatro trimestres.
Além disso, a linha Reality Labs, ainda que siga apresentado prejuízo operacional, reportou o menor nível de perdas desde o 1T24, que totalizou US$ 4,028 bilhões no 1T26.
O ponto é que o conjunto da obra não foi bem recebido pelos investidores, com a ação caindo mais de 9% no pregão regular dessa quinta (30).
Vale a pena investir nas ações da Meta?
Contudo, essa forte desvalorização levou o papel de volta para os US$ 600, o que ainda representa uma alta de mais de 15% desde as mínimas do ano, atingidas no final de março. Aos preços atuais, estamos falando de um múltiplo Preço/Lucro projetado de 17,5 vezes seus resultados para o fim do ano.
Mesmo que o curto prazo seja desafiador, entendo que nesse patamar a atratividade do papel é extremamente interessante para o investidor, mantendo a Meta Platforms (B3: M1TA34 | Nasdaq: META) como recomendação de compra nas nossas séries voltadas as ações internacionais.
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