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Investimentos

O que a venda de bitcoins pela Strategy deixa de exemplo para quem ‘segue a manada’ no mercado de criptomoedas?

Strategy vende bitcoins, chacoalha mercado e realiza grande compra em pouco tempo; veja a importância de acessar informações confiáveis e garanta 30 dias gratuitos da ‘Netflix dos investimentos’

Boris Bellini

Por Boris Bellini

14 jun 2026, 10:00

criptomoedas investimentos bolsa de valores ibovespa ações

Imagem: iStock/ DKosig

Poucos dias após promover sua primeira venda de bitcoin (BTC) em quatro anos, a Strategy voltou a aumentar sua exposição à criptomoeda. A companhia anunciou a compra de US$ 101 milhões em BTC.

No fim de maio, entre os dias 28 e 31, o bitcoin permaneceu relativamente estável, com cotações ao redor de US$ 73 mil. Após a divulgação da venda feita pela empresa de Michael Saylor, porém, o mercado reagiu negativamente e a criptomoeda chegou a ser negociada abaixo do patamar de US$ 60 mil.

Ainda assim, a recente queda não parece ter alterado os planos da companhia de seguir acumulando o ativo digital em seu caixa. Dessa forma, quem saiu do investimento por impulso logo após a venda da Strategy pode ter tomado uma decisão ruim para a própria carteira.

Todo esse movimento acaba reforçando a importância de acompanhar informações e análises confiáveis no mercado financeiro.

O que a Strategy fez?

A antiga Microstrategy vendeu 32 BTC por aproximadamente US$ 2,5 milhões, a um preço médio de US$ 77.135 por BTC, entre 26 e 31 de maio. As informações constam de um documento enviado no dia 1º de junho à SEC, entidade equivalente à CVM nos Estados Unidos (EUA).

De acordo com reportagem do Money Times portal parceiro da Empiricus, a venda de bitcoins auxiliaria o pagamento de dividendos para acionistas.

Então, na última segunda-feira (8), a empresa divulgou um comunicado que registra a compra de mais 1.550 BTCs, por um valor equivalente aos US$ 101 milhões mencionados anteriormente, ou pouco mais de US$ 65 mil por unidade.

Agora, a Strategy detém 845 mil bitcoins, que representam mais de 4% de toda a oferta global e valem cerca de US$ 53,7 bilhões.

Além disso, a companhia mudou o ritmo de distribuição de dividendos aos acionistas. Os pagamentos, que eram feitos em ritmo mensal, agora são quinzenais. De acordo com a própria Strategy, o intuito é:

  • Aumentar a liquidez as ações;
  • Reduzir a volatilidade de preços;
  • Acelerar o reinvestimento dos investidores;
  • Tornar os papéis mais atraentes no mercado.

À época da venda, a Empiricus destacou em relatório que os 32 BTC vendidos pela companhia eram pouco representativos diante de todo o estoque acumulado em caixa. Porém, o valor simbólico da operação foi o que movimentou o mercado.

“Isso acontece porque Saylor construiu sua imagem pública em torno da ideia de nunca vender bitcoin. Portanto, mesmo que a operação não mude a tese estrutural da companhia, ela quebrou parte da narrativa e assustou investidores de varejo, principalmente em um momento em que o mercado já está mais sensível.”

Mesmo com o mercado temeroso de que a venda de Saylor pudesse representar um pessimismo da Strategy em relação ao BTC — o que foi rechaçado poucos dias depois com a compra volumosa de mais ativos, a Empiricus manteve a recomendação de compra ressaltando que, estruturalmente, a tese continua atrativa.

Acesso a analistas profissionais faz diferença nos investimentos

A venda realizada pela Strategy no final de maio pode ter causado um susto em investidores de bitcoin, tanto que a própria cotação da moeda caiu na sequência desse evento.

Mas como as mesmas pessoas devem ter se sentido oito dias depois, quando foi anunciada a compra de 1.550 BTC?

O mercado financeiro é repleto de altos e baixos que podem ser difíceis de acompanhar para as pessoas que não trabalham diretamente ligadas a ele.

O mundo das criptomoedas é um bom exemplo disso.

Muitas vezes, investidores acabam “seguindo a manada” e vendem um ativo quando ele está em queda, como no caso da venda realizada pela Strategy. Com isso, perdem recuperações seguintes e abrem mão do planejamento de longo prazo.

A situação é apenas um exemplo da importância de seguir boas análises de profissionais que vivem o mercado financeiro 24 horas por dia. Esse tipo de informação já foi praticamente inacessível à pessoa física no passado, mas o cenário é bem diferente nos dias de hoje.

O Empiricus+, por exemplo, funciona como um Netflix do mercado financeiro. Afinal, o investidor paga apenas uma assinatura e garante acesso a diversas carteiras e conteúdos elaborados por profissionais experientes do mercado.

Entre os acessos está o Crypto Trades, comunidade exclusiva em que Valter Rebelo, especialista em ativos digitais da Empiricus, compartilha alertas quando identifica oportunidades de investimento em criptomoedas.

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.