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Assim como esperado, a Weg (WEGE3) apresentou resultados do 2T26 com receita ainda afetada pela desaceleração em GTD, impactos tarifários e desvalorização do dólar, mas com margens melhores do que o mercado temia.
Na comparação anual, a receita líquida consolidada recuou 0,6%, para R$ 10,1 bilhões, impactada principalmente pela queda de 22,9% nas vendas de equipamentos de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) no mercado interno, especialmente por conta da desaceleração de projetos de energia solar no Brasil.
Veja o desempenho da Weg por segmento no 2T26
Por segmentos, a receita de GTD contraiu 9% na comparação anual, para R$ 3,7 bilhões, impactada pelos fatores mencionados no mercado interno, parcialmente compensados pelo crescimento de 6% nas vendas externas.
Em Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) a receita cresceu 6%, para R$ 5,2 bilhões, com forte impulso do mercado interno em função da maior atividade industrial.
No segmento de Motores Comerciais e Appliance (MCA) a receita recuou 4%, para R$ 777 milhões, afetado principalmente pela desvalorização cambial no período.
Por fim, Tintas e Vernizes (T&V) mostraram bom crescimento de 6%, para R$ 424 milhões, ajudadas pelo segmento de tintas e óleo & gás no mercado interno.
Como avaliamos o resultado da Weg no 2T26?
Apesar da receita ligeiramente abaixo das expectativas, a Weg conseguiu mostrar um bom desempenho de margens, especialmente após um primeiro trimestre fraco nesse quesito e de todas as pressões impostas pelas tarifas desde abril do ano passado. Na comparação com o 1T26, a margem bruta cresceu 1,6 p.p., apesar de ainda ter mostrado ligeira compressão de 0,5 p.p. frente ao 2T25.
Por sua vez, a margem ebitda contraiu -0,3 p.p. na comparação anual. Apesar da pressão, esse número ficou acima das expectativas do mercado, que esperava um desempenho pior em função de tarifas, desvalorização do dólar e mau momento de GTD.
Com isso, o Ebitda recuou 2,1%, para R$ 2,2 bilhões, mas ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado. Pelos mesmos motivos, o lucro líquido recuou 2,1%, para R$ 1,5 bilhão, mas também ficou acima das estimativas. O ROIC dos últimos 12 meses permanece em patamares elevados (33,6%).
Depois de um primeiro trimestre abaixo das expectativas e um ambiente relativamente difícil, a Weg conseguiu mostrar números mais saudáveis no 2T26, que trazem melhores perspectivas para o segundo semestre e, principalmente, para 2027.
Por 23x lucros esperados para o ano que vem, com um histórico de execução muito forte e boas avenidas de crescimento pela frente, Weg segue como recomendação no Empiricus Ações.