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Investimentos

Weg (WEGE3) tem receita abaixo das estimativas no 2T26, mas margens vem melhores que o temido

Empresa tem uma leve recuperação no 2T26, mas ainda enfrenta desafios tarifários e desaceleração de projetos em energia solar no Brasil

Por Ruy Hungria

22 jul 2026, 11:50

Atualizado em 22 jul 2026, 11:50

[Imagem: Divulgação]

[Imagem: Divulgação]

Assim como esperado, a Weg (WEGE3) apresentou resultados do 2T26 com receita ainda afetada pela desaceleração em GTD, impactos tarifários e desvalorização do dólar, mas com margens melhores do que o mercado temia.

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Na comparação anual, a receita líquida consolidada recuou 0,6%, para R$ 10,1 bilhões, impactada principalmente pela queda de 22,9% nas vendas de equipamentos de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) no mercado interno, especialmente por conta da desaceleração de projetos de energia solar no Brasil.

Veja o desempenho da Weg por segmento no 2T26

Por segmentos, a receita de GTD contraiu 9% na comparação anual, para R$ 3,7 bilhões, impactada pelos fatores mencionados no mercado interno, parcialmente compensados pelo crescimento de 6% nas vendas externas.

Em Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) a receita cresceu 6%, para R$ 5,2 bilhões, com forte impulso do mercado interno em função da maior atividade industrial.

No segmento de Motores Comerciais e Appliance (MCA) a receita recuou 4%, para R$ 777 milhões, afetado principalmente pela desvalorização cambial no período.

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Por fim, Tintas e Vernizes (T&V) mostraram bom crescimento de 6%, para R$ 424 milhões, ajudadas pelo segmento de tintas e óleo & gás no mercado interno.

Como avaliamos o resultado da Weg no 2T26?

Apesar da receita ligeiramente abaixo das expectativas, a Weg conseguiu mostrar um bom desempenho de margens, especialmente após um primeiro trimestre fraco nesse quesito e de todas as pressões impostas pelas tarifas desde abril do ano passado. Na comparação com o 1T26, a margem bruta cresceu 1,6 p.p., apesar de ainda ter mostrado ligeira compressão de 0,5 p.p. frente ao 2T25.

Por sua vez, a margem ebitda contraiu -0,3 p.p. na comparação anual. Apesar da pressão, esse número ficou acima das expectativas do mercado, que esperava um desempenho pior em função de tarifas, desvalorização do dólar e mau momento de GTD.

Com isso, o Ebitda recuou 2,1%, para R$ 2,2 bilhões, mas ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado. Pelos mesmos motivos, o lucro líquido recuou 2,1%, para R$ 1,5 bilhão, mas também ficou acima das estimativas. O ROIC dos últimos 12 meses permanece em patamares elevados (33,6%).

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Depois de um primeiro trimestre abaixo das expectativas e um ambiente relativamente difícil, a Weg conseguiu mostrar números mais saudáveis no 2T26, que trazem melhores perspectivas para o segundo semestre e, principalmente, para 2027.

Por 23x lucros esperados para o ano que vem, com um histórico de execução muito forte e boas avenidas de crescimento pela frente, Weg segue como recomendação no Empiricus Ações.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.