Imagem: iStock/ @Arthit Pornpikanet - Edição: Site Empiricus
A carteira automatizada de dividendos da Empiricus teve apenas uma alteração para maio: a entrada da Vale (VALE3) no lugar da SLC Agrícola (SLCE3). Até o fechamento de abril, o portfólio já valorizou 28,7% em 2026, contra 16,3% do Ibovespa no mesmo período.
Segundo Ruy Hungria, analista responsável pela carteira, a saída da SLC se deu pela piora nas perspectivas de custo da companhia por conta do conflito no Oriente Médio, que mantém sob pressão o Estreito de Ormuz, local por onde passam insumos agrícolas.
Já a entrada da Vale tem a ver com a evolução consistente de resultados da companhia, especialmente em sua divisão de metais básicos, a qual o analista chama de “joia da coroa”.
Lucro líquido da Vale saltou 29% no primeiro tri
No balanço do primeiro trimestre do ano, divulgado em 28 de abril, a Vale (VALE3) registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, alta de 29% em relação ao mesmo período de 2025.
Se no segmento de minério de ferro o crescimento do Ebitda foi de 1% ano contra ano, para R$ 2,4 bilhões, na divisão de metais básicos a alta foi muito mais representativa — embora a base de comparação fosse mais “fácil” de superar.
O Ebitda do segmento de cobre saltou 57%, para US$ 949 milhões, enquanto a mesma linha da operação de níquel saltou 575%, indo de US$ 41 milhões no 1T25 para US$ 277 milhões no último trimestre.
O fluxo de caixa livre chegou a US$ 813 milhões, alta anual de 61%, número que, segundo Hungria, “tende a melhorar nos próximos trimestres por conta da sazonalidade”.
Apesar de todo esse crescimento, os números divulgados pela Vale ficaram abaixo das expectativas do mercado. Mas, para o analista da Empiricus, a companhia “está no caminho certo e deve continuar como boa fonte de dividendos para os acionistas”.
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Os quatro pilares da tese em VALE3
A boa perspectiva do analista para as ações VALE3 vem de quatro pilares principais:
- Minério de ferro resiliente;
- Previsibilidade operacional;
- Forte geração de caixa e retorno ao acionista; e
- Potencial em metais básicos.
Em primeiro lugar, os preços do minério de ferro, principal segmento da companhia, têm se mostrado mais resilientes do que o esperado, “sustentado por dinâmica de oferta mais restrita, elevada depleção global e demanda ainda sólida, com maior diversificação geográfica”, afirma Ruy Hungria.
O analista destaca ainda que a Vale está entre os produtores de menor custo, o que “traz mais segurança à tese”.
Em relação à previsibilidade operacional, Hungria avalia que os investimentos em melhorias operacionais feitos pela mineradora nos últimos anos já se traduziram em menos paradas, aumento de produção e consequente diluição de custos.
O terceiro ponto é a elevada geração de caixa da Vale, que dá ao acionista um potencial de retorno próximo de dois dígitos sustentado por dividendos recorrentes e eventuais distribuições adicionais.

Por fim, está a “joia da coroa” Vale Base Metals que, segundo Ruy Hungria, “vem ganhando relevância e pode destravar valor ao longo do tempo, em um movimento ainda pouco refletido no valuation atual”.
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