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Renda fixa: confira uma LCI indexada à inflação e um CDB para investir nesta semana

Temos migrado paulatinamente o cardápio de recomendações semanais para títulos indexados à inflação com vencimento no meio da curva de juros. Confira!

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Autor
Lais Costa
Data de publicação
5 de dezembro de 2023
Categoria
Investimentos
Renda Fixa planta moedas
Imagem: Freepik

A última semana de novembro deu continuidade ao otimismo que se formou no penúltimo mês do ano.

Na Europa, os índices de preços regionais da Alemanha anteciparam um cenário de desaceleração importante da inflação na região. Na mesma toada, o índice de preços divulgados na semana passada na Itália, França e Espanha também ficaram abaixo das estimativas dos economistas, registrando deflação em relação ao mês anterior.

O índice de preços da Zona do Euro recuou para 2,4% a/a (estimativa 2,7%), 0,5 ponto percentual abaixo da leitura anterior. O núcleo de inflação caiu para 3,6% a/a, abaixo do consenso de 3,9% e o menor nível desde abril de 2022. O indicador macroeconômico mostrou alívio nos preços de alimentos e energia (itens voláteis) e também trouxe boas notícias no grupo de serviços. Nessa linha, o ligeiro aumento no número de desempregados do Bloco, que indica algum tipo de moderação no mercado de trabalho, contribui para uma perspectiva de continuação de uma inflação de serviços mais amena à  frente.

O alívio nos preços também se refletiu em falas mais brandas dos diretores do Banco Central Europeu. Nesta manhã, a diretora executiva Isabel Schnabel, representante da ala mais dura (hawkish) da autoridade monetária, afirmou que até mesmo a inflação subjacente, que tem sido mais persistente, mostra uma notável desaceleração. Após defender a possibilidade de mais altas de juros no mês passado, Schnabel pontuou há pouco que a recente leitura do indicador macroeconômico nos leva a um cenário em que novos incrementos na taxa de juros são improváveis.

Para os mercados, uma nova alta já havia sido descartada e a precificação da curva de juros já mostra quase 70% de chance de uma redução de 25 pontos-base na reunião do dia 7 de março de 2024, antes inclusive do banco central americano, o Federal Reserve.

Nos EUA, o processo de antecipação do ciclo de corte de juros também tem sido o tema dominante. Enquanto a queda dos juros é consenso, a direção dos índices acionários não é tão óbvia, uma vez que a (tão esperada) desaceleração da economia americana é também o que anuvia as perspectivas de crescimento dos lucros das empresas.

No Brasil, os jornais continuam com o foco voltado para a reforma tributária e o orçamento de 2024. Segundo matéria publicada nesta manhã, o governo chegou a um acordo com o Congresso sobre a votação das subvenções do ICMS (MP 1885). Até aqui, o executivo defendia um desconto máximo de 65% no pagamento de pendências judiciais das subvenções estaduais, porém, o relator da MP 1185, deputado Luiz Fernando Faria, aumentou o desconto para 80% do estoque.

Apesar da receita ficar aquém dos R$35 bilhões pretendidos pelo Ministro Haddad, a aprovação da matéria é crucial para que a Fazenda possa continuar caminhando em busca das metas fiscais estabelecidas para o ano que vem. O acordo, contudo, depende de liberação de emendas e sua aprovação deve seguir o ritmo das negociações políticas. 

Nos mercados, o PIB do terceiro trimestre divulgado nessa manhã surpreendeu positivamente, com crescimento de 0,1% t/t versus uma expectativa de contração de 0,3%. Houve ainda revisões importantes que deixaram a “foto” do primeiro semestre ainda mais positiva para a atividade brasileira.

Imediatamente após a divulgação do dado, o mercado futuro de juros passou a precificar taxas mais altas, descolando do fechamento dos juros globais.

Ainda vemos espaço para fechamento das taxas de curto prazo (especialmente após a reação ao PIB divulgado nesta manhã), contudo, temos migrado paulatinamente o cardápio de recomendações semanais para títulos indexados à inflação com vencimento no meio da curva.

Confira o cardápio de títulos de renda fixa recomendados nesta semana 

Características da LCI IPCA+ do Banco Inter
Classificação de risco da instituiçãoStandard and Poor’s: AA+
Público-alvoInvestidores em geral
Onde encontrarBTG Pactual
Aplicação mínimaR$ 5 mil
Aplicação máxima
LiquidaçãoD+0
Vencimento (prazo)09/12/2026 (1100 dias corridos)
Rentabilidade anualIPCA+ 4,41%
TributaçãoIsento
Pagamento de jurosNo vencimento
ResgateNo vencimento
GarantiasFundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação15h

A taxa líquida da LCI do Banco Inter é equivalente a uma taxa bruta de IPCA+ 5,90% ao ano.

Características do CDB do Paraná Banco
Classificação de risco da instituiçãoFitch: brAA
Público-alvoInvestidores em geral
Onde encontrarParaná Banco
Aplicação mínimaR$ 100
Aplicação máximaR$ 150 mil
LiquidaçãoD+0
Vencimento (prazo)02/12/2024 (363 dias corridos)
Rentabilidade anual13,50%
Tributação17,5%
Pagamento de jurosNo vencimento
ResgateNo vencimento
GarantiasFundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação14h

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