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Investimentos

Telefônica (VIVT3) registra crescimento em todas as linhas de receita, mas lucro abaixo do esperado no 2T26; veja os detalhes

Resultado reforça solidez e qualidade superior da Vivo em relação aos seus pares

Por Isabelle Lima de Oliveira

29 jul 2026, 09:50

Atualizado em 29 jul 2026, 09:50

vivo telefônica vivt3

Imagem: Divulgação

A Telefônica – Vivo divulgou os resultados do 2T26 com crescimento em todas as linhas de receita (exceto os negócios legados), embora tenha frustrado as expectativas de lucro.

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Confira desempenho da Vivo por segmento

No Negócio Móvel a receita marcou R$ 10,2 bilhões (+6,6% vs 2T25) com um avanço de +7,9% do pós-pago por conta do aumento da base de cliente com a migração para planos de maior valor agregado e elevação do ARPU (receita média por usuário). Esse número ganha mais relevância pelo fato de a Vivo ter sido a única big telco que não mostrou desaceleração de crescimento no móvel, o que reforça a qualidade da sua base de clientes. Além disso, a receita de aparelhos e eletrônicos também apresentou expansão (+27,8% na comparação anual), resultado da nova estratégia comercial.

Já no Negócio Fixo o crescimento de +6% da receita, para R$ 4,5 bilhões, foi ajudado pela ótima expansão de fibra (+10,7%) e dados corporativos e serviços digitais (+7,8%), que continuaram mais do que compensando o recuo esperado dos serviços legados (-5,8%). Ainda, vale destacar o aumento de +11,3% no número de casas conectadas e a conversão da base para o Vivo Total, que possui valor estratégico por ter um churn mais baixo.

No consolidado, a receita líquida atingiu R$ 15,8 bilhões, alta de +7,6% na comparação anual.

Números do 2T26 reforçam solidez e qualidade superior da Vivo

Apesar de um bom controle de gastos com serviços e pessoas, o aumento relevante de aparelhos vendidos pressionou as margens, que ficaram um pouco abaixo das estimativas e pesaram no sentimento do mercado. Por outro lado, a venda de ativos por conta da migração para o regime de concessão adicionou cerca de R$ 200 milhões não recorrentes ao ebitda, que atingiu R$ 6,6 bilhões e mostrou um crescimento de 10,9%.

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Apesar disso, o fluxo de caixa livre mostrou uma queda de -10,7%, para R$ 2,7 bilhões, com um aumento dos investimentos, menor contribuição do capital de giro e aumento dos impostos. Já o lucro líquido cresceu +17,0%, para R$ 1,6 bilhão, sustentado pelo desempenho do ebitda. Excluindo os efeitos não recorrentes, o número ficou um pouco abaixo do consenso, impactado pela pressão de margens, aumento da depreciação e resultado financeiro ligeiramente pior que o esperado.

Ainda que os papéis tenham sofrido após a divulgação de resultados, a Vivo permanece entregando números sólidos e com qualidade superior aos pares, com aceleração na receita móvel e crescimento acima de 10% em fibra.

Com valuation atrativo e resultados resilientes a ação permanece com recomendação de compra na Empiricus+.

Graduada em Ciências Contábeis e com certificação CNPI, Isabelle integra a equipe de Research da Empiricus desde 2021, atuando nas séries focadas em dividendos, small caps e opções. Sua trajetória inclui experiência em tesouraria em um BPO financeiro, onde atendeu diversos tipos de companhias, com destaque para uma fintech.