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5G no Brasil: saiba quem são os potenciais fornecedores

Em evento promovido por Empiricus e Arko Advice, Fábio Faria comenta a chegada da tecnologia 5G no Brasil e a privatização dos Correios

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Data de publicação
5 de março de 2021
Categoria
Personalidades

O ministro das comunicações, Fábio Faria, afirmou na última terça-feira (02), no evento Cenários Brasil 2021, promovido por Empiricus e Arko Advice, que a chegada do 5G será “o fato mais relevante para nosso país em 2021”. O deputado licenciado enfatizou os esforços do governo para dar “celeridade” à pauta e a grande revolução que a tecnologia trará para as empresas brasileiras.

“O 4G foi feito para as pessoas, [permitiu] as ligações de áudio, as ligações de vídeo, o facetime. Ele conectou as pessoas, ajudou nessa interlocução entre pessoas de vários lugares. Agora, o 5G vai revolucionar a indústria, as empresas. Vai ser uma mudança significativa, e por isso estamos dando celeridade”, explica Fábio Faria.

A fim de mapear possíveis fornecedoras, o governo já realizou visitas à Ericsson — que possui maior market share no Brasil, dentre empresas de telecomunicações —, na Suécia; à Nokia, na Finlândia; à NEC e à Fujitsu, no Japão; e à Huawei, na China. Mas, apesar das pesquisas e encontros com companhias específicas, o ministro relembra que “quem disputa o leilão não são as empresas, são as teles. As teles vão participar dos leilões e depois vão comprar os equipamentos dessas empresas”. 

As baixas taxas de latência das ondas 5G prometem revolucionar as empresas de todo o mundo. A fim de exemplificar o potencial da tecnologia, o ministro apontou que, a partir de seu uso, seria possível um médico do Hospital Albert Einstein, localizado em São Paulo, realizar uma cirurgia a distância em um paciente que está na região amazônica. Visto tal poder, Fábio Faria assegurou que “para esse ano de 2021, [a chegada do 5G] vai ser o fato mais relevante para o nosso país, porque iremos colher benefícios pelos próximos 10 anos”.

Privatização dos Correios e relação com o congresso

Além do leilão do 5G, outro grande desafio que a pasta de comunicações enfrentará será o processo de privatização dos Correios. E o enfrentará também já nos próximos meses, pois Fábio Faria acredita que seria “difícil” realizar esse trâmite em 2022, por conta do período eleitoral. Então, o objetivo é concluir essa discussão em ambas as casas legislativas ainda neste ano.

O ministro, que conhece bem o ambiente do congresso (Fábio foi eleito deputado em quatro oportunidades), reconhece que, para alcançar essa meta, será necessário “harmonia entre os poderes”. 

“Eles [parlamentares] precisam ser independentes, mas eles precisam conversar. O congresso é soberano, fará as mudanças que tiver de fazer [no projeto de lei], mas, se o Executivo estiver próximo, dialogando, isso é positivo.”

Fábio Faria foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2006 (Foto: Diego Grandi / Shutterstock.com)

Fábio Faria foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2006 (Imagem: Diego Grandi / Shutterstock.com)

Apesar da complexidade da operação, o governo se mostra otimista. O principal motivo é o entendimento de que, assim como o Executivo, o congresso tem viés reformista. Mesmo em um momento menos propício, quando Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, trocavam alfinetadas, a reforma da previdência foi aprovada com ampla margem. 

Agora, com ambos os presidentes das casas legislativas alinhados com o governo, ao menos no âmbito reformista, o cenário é positivo, na avaliação de Fábio Faria. Além disso, há mais motivos para acreditar no sucesso da operação. O ministro da comunicação afirmou que, segundo dados levantados pela pasta, 79% dos brasileiros são a favor da privatização dos correios: “No passado, o crucial era que a população era contra. Então, mudou a percepção das pessoas”.