Imagem: Divulgação/Riva
Na noite da quarta-feira (8), a Direcional (DIRR3) divulgou a prévia operacional do 2º trimestre de 2026 (2T26), mantendo a consistência observada nos últimos trimestres. Os números vieram próximos das nossas projeções, com destaque para a geração de caixa e para a manutenção de uma VSO saudável, apesar de um trimestre marcado por fatores pontuais que impactaram a conversão de vendas.
No período, a Direcional lançou R$ 2,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), sendo R$ 1,6 bilhão na participação da companhia, avanço de 8% em relação ao 2T25 e mais que o dobro do registrado no 1T26. O mix permaneceu concentrado na marca Direcional (62%), enquanto a Riva respondeu por 38% dos lançamentos.
Vale destacar também a contribuição dos dois primeiros projetos desenvolvidos em parceria com a Moura Dubeux (MDNE3), localizados em Fortaleza e Natal, reforçando o avanço da estratégia de expansão no Nordeste.
As vendas líquidas totalizaram R$ 1,7 bilhão no trimestre (R$ 1,4 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis em relação ao 2T25 (-1%) e 5% superiores ao 1T26. Apesar de ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, o desempenho permaneceu sólido diante do maior volume de distratos observado em algumas praças e da desaceleração das conversões nas últimas semanas do trimestre, coincidindo com o período da Copa do Mundo, segundo a administração.
A velocidade de vendas (VSO) encerrou o trimestre em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva, patamar ainda elevado para o setor.
Na frente financeira, a companhia reportou geração de caixa contábil de R$ 130 milhões. Desconsiderando os efeitos extraordinários relacionados à cessão de recebíveis, às operações societárias e às alterações operacionais da Caixa Econômica Federal nos repasses, a geração de caixa operacional foi de R$ 80 milhões.
Direcional (DIRR3): vale a pena comprar ações pós-resultados do 2T26?
De forma geral, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) bem-posicionada para capturar a demanda do segmento econômico, sustentada por disciplina operacional, crescimento consistente e fundamentos sólidos.
As ações das incorporadoras registraram queda relevante nos últimos pregões, interrompendo o forte desempenho relativo observado nos dois meses anteriores. Nossa leitura é que o movimento recente reflete, em grande parte, uma combinação de realização de lucros após a forte valorização recente e de prévias operacionais com leitura mais mista, mais do que uma mudança estrutural na tese das incorporadoras voltadas ao segmento econômico.
O ambiente segue exigindo seletividade, especialmente diante de múltiplos que já haviam se expandido em algumas companhias. Nesse contexto, seguimos vendo a Direcional (DIRR3) como uma das alternativas mais interessantes do setor. Negociando próxima de 6 vezes o lucro estimado para 2027, DIRR3 permanece entre as principais recomendações da Empiricus.