Cafarnaum

A partir de hoje, Angela Bittencourt passará a contribuir neste espaço, duas vezes por semana. Assim, os quatro leitores desta newsletter poderão contar com uma […]

Cafarnaum

A partir de hoje, Angela Bittencourt passará a contribuir neste espaço, duas vezes por semana. Assim, os quatro leitores desta newsletter poderão contar com uma visão adicional – e melhor – do que a minha sobre os mercados e como eles afetam o investidor, que no fundo é o que interessa.

Pra mim, é uma honra pessoal poder dividir o Day One com ela, embora o maior beneficiado seja o leitor, claro. Então, vamos pela ordem de relevância. Primeiro, a Angela; depois, eu.

O OUTONO CHEGA. E CUSTA CARO!

Consegui! Ano passado, aos 62 anos de vida e 33 de carteira profissional assinada, ultrapassei com folga a barreira dos 85/95 definida como referência para a aposentadoria de, respectivamente, brasileiras e brasileiros pelo teto do benefício pago pelo governo: R$ 5.645,80 mensais. Neste ano, com reajuste, esse teto subiu a R$ 5.839,45. Mulheres com idade mais tempo de contribuição ao INSS igual ou maior a 85 têm direito a receber esse valor. A mesma regra vale para homens com idade mais tempo de contribuição igual ou maior a 95.

 

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Você conquistou esse direito? Preocupa-se com a aposentadoria?

Se você é jovem talvez desconheça os 85/95 que dão a ideia de que se aposentar é fácil pra caramba. E não é, não.

Se você for veterano ou veterana, como eu, na certa já tentou descobrir quantos anos mais deverá envelhecer e/ou quanto dinheiro deverá recolher a mais para o INSS e assim conquistar o máximo benefício na aposentadoria para o sustento do outono de sua vida. Prepare-se! A vida vai ficar mais difícil.

Felipe Miranda, presidente da Empiricus, que me cedeu este espaço nesta segunda-feira, enxergou a minha teimosia à distância. E aqui estou. Na Empiricus.

Sei que tento adiar por algum tempo o outono da minha vida.

Dei sorte! Não tenho dúvida.

Eu já vivi bastante. Confessei pra você, lá em cima. E, reconheço, sou privilegiada. Recebo do governo a maior quantia que a lei permite. Quase R$ 6 mil a cada mês é um dinheirão se comparado ao salário mínimo, de R$ 998,00, neste ano. Ainda assim, desconfio que mereço mais pelo tanto que trabalhei, em dias de sol ou de chuva.

Duvido que algum brasileiro não se preocupe com o futuro. Talvez escapem herdeiros de grandes fortunas e rentistas bem-sucedidos. Mas o outono de nossas vidas chega, custa caro e o governo tem cada vez menos dinheiro. Não tenha dúvida, o governo apertará as condições a serem cumpridas pelos trabalhadores que irão se aposentar um dia.

Tive sorte…

Estou convencida de que o Brasil vai quebrar, de vez, se a reforma da Previdência não for aprovada já e se essa reforma não acabar com privilégios de A, B, C, Y ou Z. As novas regras devem valer para TODOS. O ministro Paulo Guedes defende mudanças sem exceções e ele está certo. Servidores públicos, civis e militares, e filhas de militares, que acabam solteironas para ter o direito de receber pensão dos pais falecidos, não devem ter colher de chá. O chá está acabando!

A proposta da reforma previdenciária está na Câmara e o seu presidente, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), sabe de sua importância para que o Brasil tenha futuro (e todos nós também). Maia é o responsável por colocar projetos e medidas provisórias em votação. E ele diz que, nesta semana, coloca a bola em campo. Vamos acreditar!

O Congresso é mestre em alterar textos. Mas deputados e senadores estreantes merecem um voto de confiança dos eleitores de que não vão desidratar a proposta governamental de reforma da Previdência. Qualquer coisa fora de uma reforma rigorosa pode colocar o país em risco.

Se o governo não tem ideia de como vai pagar os aposentados no futuro, sem mudar as regras da aposentadoria, em pouco tempo os investidores estarão em dúvida quanto à sua capacidade de resgatar os títulos da dívida pública.

Essa desconfiança, se materializada em algum momento, torna o Brasil inviável porque o governo é o maior devedor do país. Sua dívida supera R$ 4 trilhões. É isso o que o governo deve a investidores que adquiriram títulos públicos, hoje abrigados nas carteiras de fundos de investimentos. É um engano supor que são estrangeiros os investidores que perderão dinheiro no cenário de eventual calote.

A certeza de que o governo terá dinheiro para honrar esses pagamentos faz uma grande diferença para os investidores, principalmente para os estrangeiros. Quem gostaria de colocar seu dinheiro em um país que, no futuro, pode ser um caloteiro? Ninguém, não é mesmo?

Mas o Brasil precisa desse dinheiro para crescer e esse motivo já é importante o bastante para que a reforma da Previdência seja aprovada. E com regras mais duras.

A proposta do governo poderá ser aprovada até junho, acredita o governo. Quando aprovada – e se deputados e senadores não mexerem no texto original – quem quiser se aposentar deverá ter uma idade mínima. A proposta agora é de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens.

Hoje, antes da reforma, para ter direito à aposentadoria integral – quase R$ 6 mil –, os trabalhadores devem comprovar um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para as mulheres e 35 para os homens. Foi dessa condição que eu me beneficiei, tendo a chance de usufruir da regra dos 85/95 aprovada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2015 para valer até 2027. Eu, quando encaminhei meu pedido de aposentadoria, já havia contribuído para a Previdência durante 33 anos.

Na proposta em discussão, além da idade mínima, os trabalhadores – mulheres e homens – deverão ter contribuído 20 anos para requerer a aposentadoria. Porém, só terão direito à aposentadoria integral os trabalhadores que tiverem contribuído durante 40 anos. E, ainda assim, a regra só vale para os trabalhadores que ganham acima de um salário mínimo. Ao completarem 20 anos de contribuição e alcançado a idade mínima exigida, os trabalhadores receberão 60% do valor da aposentadoria integral.

Nesta semana, teremos alguma ideia do interesse de deputados e senadores em aprovar novas regras para o pagamento de benefícios aos aposentados. E não dizer “me inclui fora dessa”, se você for jovem porque, mais cedo do que mais tarde, acredite, você também estará preocupado com o seu sustento no futuro. E as novas regras que o governo quer fazer agora, se aprovadas no Congresso Nacional, vão durar muito tempo.

Regimes de aposentadoria ou pensão não são alterados com frequência em nenhum país do mundo. E não entram em vigor da noite para o dia. Nada disso. O ministro Paulo Guedes, da Economia, já avisou que o tempo de transição das regras atuais para as que estão sendo propostas agora será de 12 anos.

Governo após governo, todos, nos últimos anos, tentaram mudar as condições estabelecidas para aqueles que querem se aposentar. Mas razões, principalmente políticas, impediram reformas para valer e que evitassem levar a economia ao caos devido à penúria dos cofres públicos.

O presidente Jair Bolsonaro promete reformar a Previdência desde que era candidato. Essa disposição, que pode ser concretizada em breve, anima investidores do mundo inteiro. Um país sem rombo nas contas do governo torna-se um lugar e tanto para botar dinheiro e garantir retorno. Mais que isso, a perspectiva de um futuro próspero a uma nação gera mais investimento e empregos. Com mais investimento e mais emprego, aumenta o bem-estar de todos. E é isso o que deseja o governo.

Nesta semana, em pelo menos três ocasiões, autoridades do governo e parlamentares estarão circulando (e muito) em Brasília. O vaivém e as declarações de ministros, deputados, senadores e do presidente da República merecem atenção porque está em jogo o futuro do Brasil.

Na quarta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve instalar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Essa comissão é o primeiro fórum de discussão, análise e votação da reforma da Previdência. Também na quarta, às 15h, haverá a cerimônia de transmissão do cargo de presidente do Banco Central (BC) por Ilan Goldfajn para Roberto Campos Neto. Possivelmente na quinta, em função da pesada agenda da quarta, o ministro Paulo Guedes, estará no Plenário da Câmara.

Fique ligado!

Na madrugada desta segunda-feira, começou o horário de verão nos Estados Unidos. O horário de funcionamento da B3 também mudará a partir de hoje. O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo vai funcionar das 10h às 17h. O after market será das 17h30 às 18h. Até a sexta-feira, o pregão regular encerrava às 18h.

Nesta segunda-feira, os principais indicadores poderão reagir à entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes, publicada ontem pelo jornal O Estado de S.Paulo. Nela, o ministro informa que o governo Bolsonaro deve encaminhar, em breve, ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), acabando com as despesas obrigatórias e as vinculações orçamentárias da União, Estados e Municípios. A intenção é transferir a deputados e senadores o controle de 100% do Orçamento o controle de 100% do Orçamento de R$ 1,5 trilhão em 2019.

A depender da leitura que operadores e investidores fizerem dessa intenção da equipe econômica, a repercussão poderá afetar todas as modalidades de aplicações financeiras. Se os analistas entenderem que a reforma da Previdência dançou, a perspectiva econômica para o Brasil será negativa. As ações apanharão, uma vez que valorizam principalmente ande a perspectiva de crescimento, aumento do consumo e da produção – dados de atividade que interferem no desempenho das empresas. Os juros tendem a subir porque os investidores vão exigir remuneração mais elevada para comprar os títulos do governo, que é o maior tomador de dinheiro do país. Também de alta tende a ser a trajetória do dólar porque, sem a reforma previdenciária, o Brasil vale menos. E dólar persistentemente alto, você já sabe, puxa os preços na economia. Respinga na inflação.

Na agenda desta segunda-feira: Relatório Focus, Produção Mensal de Veículos e Balança Comercial Semanal. Nos Estados Unidos sai o resultado das vendas no varejo.

No mercado local, o Ibovespa Futuro abriu em alta. No mercado internacional, as principais bolsas apontam para abertura positiva. Contribui para reforçar essa tendência, o rendimento do título do governo americano de 10 anos próximo ao menor nível em dois meses. Juros locais seguem a mesma tendência. E real negocia em alta.

Angela Bittencourt

• Opa, tudo bem?
• Faaaala meu amigo. Quanto tempo! Você tá importante, hein?
• Até parece. Olha quem tá falando.
• O que manda?
• Ah, sabe como é… vou assumir lá. Queria bater um papo com você. Coisa rápida. Se você pudesse passar sua visão, me orientar um pouco. É algo novo pra mim.
• Ih, não sou muito bom pra dar conselho. Você fala algo querendo ajudar e depois nego liga cobrando. O ser humano e sua tendência de justificar o próprio fracasso colocando a culpa no outro.
• Para! Você sempre ajuda. E me conhece. Nunca te ligaria cobrando depois.
• Sei lá, é difícil falar. Banco público é diferente do que você tá acostumado. Vai precisar se adaptar. Eu mesmo não conseguiria. Nossa vida aqui é outra.
• Já percebi. Outro ritmo, outra cultura. Tem uma liturgia toda diferente. Mas é uma missão bacana.
• Imagino.
• Fala aí, vai. Conheço você. Entre o ‘alô’ e o ‘tudo bem’, umas mil coisas e ideias passaram pela sua cabeça. Divide comigo.
• Ó, quer saber mesmo o que passou pela minha cabeça instintivamente, sem filtro?
• Isso. Aquela coisa do “Blink”, do Malcolm Gladwell. Interpretação espontânea e imediata. Essa é a que mais me interessa.
• Tá. Seguinte… você precisa entender uma coisa: 75 por cento dos caras lá são petistas. A primeira coisa é descobrir quem são esses caras.
• E como faço isso?
• Ah, você vai dar um jeito. Vai ser fácil perceber.
• Que bom. Daí já colo nos outros 25 por cento e me apoio neles pra dar um choque de produtividade.
• Não! Esses 25 por cento restantes são PSTU! É desses aí que você vai precisar fugir. Você tá lascado, meu querido.
• kkkkkkkk.

O Brasil não tem problemas, apenas soluções adiadas.

Lembrei do diálogo acima e da frase de Luís da Câmara Cascudo enquanto assistia ao belíssimo “Cafarnaum”, filme libanês que conta a vida sofrida de Zain em Beirute, condenado a cinco anos de prisão por ter esfaqueado violentamente um homem em sua cidade natal. Aos poucos, vão sendo revelados os motivos pelos quais, agora, Zain quer processar seus pais por terem-no colocado no mundo.

O que mais me impressionou no filme não foram a violência urbana, a destruição familiar completa, a falta de perspectiva, a angústia crescente ao longo daquelas duas horas na cadeira do cinema. Mas, sim, o olhar de Zain, capaz de transmitir, sem precisar recorrer a qualquer diálogo, uma urgência de viver e uma tristeza em não poder fazê-lo como gostaria, aprisionado não somente pelo crime cometido, mas também muito antes disso, pelas contingências impostas pela pobreza e pela falência familiar irrestrita.

O Brasil sempre foi o país do futuro. E isso costuma ser apontado com uma conotação positiva, como se as perspectivas fossem sempre melhores do que a realidade atual. Um otimismo determinista, como se estivéssemos à espera de um futuro brilhante. Na verdade, porém, essa esperança ingênua servia para tirar o foco dos labores cotidianos do presente, escorando-nos num futuro distante platônico e bonito.

Desse prognóstico emergiram a procrastinação e a complacência com os problemas diários, permitindo que as mazelas fossem acumuladas, num crescente exponencial de juros sobre juros atuando sobre nossas dívidas, sejam elas financeiras, morais, éticas ou institucionais.

Os fatos não deixam de existir porque são ignorados: ou fazemos a reforma da Previdência ou… fazemos a reforma da Previdência. Não há mais como procrastinar ou sermos complacentes.

Felizmente, parece que entenderam. Desde a sexta-feira, notam-se um maior engajamento do governo com o tema e uma compreensão objetiva com a necessidade de dar celeridade ao processo.

Os ativos de risco brasileiros, notadamente no mercado de ações, vinham oscilando dentro de um range específico, sem ultrapassar os limites inferiores e superiores de um retângulo – o Ibovespa alternava mínimas entre 93 mil e 98,5 mil pontos. A narrativa oficial era de que continuaria assim até que tivéssemos uma definição mais tangível sobre o tema da Previdência, quando, aí sim, poderíamos ter maior convicção na consolidação fiscal e o capital estrangeiro seria atraído.

Isso posto, caberia ao investidor supostamente racional aguardar, pois não teríamos grandes movimentações na Bolsa até que o tal catalisador formal fosse ativado.

Quero combater esse argumento. Essa ideia mecanicista de que posso esperar a aprovação da Previdência para entrar depois, num nível de risco muito menor e com o mesmo potencial de valorização, parece atraente, mas, no meu entendimento, não vai se consubstanciar na prática.

Como acontece de fato em situações como essa? O mercado vai reagindo na margem, colocando no preço notícias e rumores conforme eles vão chegando no meio do caminho. Não é uma caminhada discreta (aqui no sentido dado pelo cálculo diferencial, em oposição a uma caminhada contínua, sem saltos) em que ficamos parados num determinado nível até que, subitamente, após a aprovação, pulamos para um patamar bem mais alto.

Vão sendo vazadas as notícias e os investidores vão refazendo suas contas de Valor Presente Líquido (VPL) do evento. Ou seja, preço atribuído para o patamar do Ibovespa no caso de aprovação da reforma da Previdência vezes a probabilidade de ocorrência desse cenário mais preço atribuído para o Ibovespa no caso de não aprovação da reforma vezes a chance de acontecer esse cenário, trazidos a valor presente por uma taxa de desconto apropriada. Quando chegarmos lá na frente, é possível que já nem haja mais o gatilho, porque o gatilho foi sendo levado às cotações durante a travessia, e não na chegada.

Como exemplo, vamos reagir a cada nomeação para as comissões (hoje mesmo começam aquelas da CCJ), às próprias instalações de comissões (CCJ na quarta), a vazamentos de contagens de voto (olhe o que aconteceu com o Ibovespa depois de Paulo Guedes afirmar que faltam apenas 48 votos), ao engajamento do presidente Jair Bolsonaro no tema (desde o tal “golden shower”, ele claramente vem se envolvendo mais com a proposta em manifestações públicas), a notícias e levantamentos de jornais e revistas sobre as chances de aprovação.

Lembro também que o mundo, feliz ou infelizmente, não é ceteris paribus como gostariam de acreditar os economistas e financistas. Em outras palavras, não conseguimos parar todo o restante do planeta Terra só porque queremos aprovar a Previdência. Outras coisas vão continuar acontecendo aqui e lá fora, sendo essas também capazes de ditar o fluxo de capital para ativos de risco.

O tema da desaceleração global potencialmente mais forte tem sido bem marcante agora. Se formos mesmo entrar em recessão nas principais economias desenvolvidas, isso pode ser bem ruim para emergentes. Já se for apenas uma queda de ritmo na margem, os bancos centrais poderão adotar uma postura mais estimulativa, alimentar o sistema com mais liquidez e estimular o fluxo de recursos para emergentes. Note que esses mercados foram dizimados ao longo de 2018 por conta do medo de uma subida mais forte da taxa de juros pelo Federal Reserve, de modo que o capital fluiu para os EUA e o mundo ficou “overweight” (alocação acima da média) em dólar. Pela mera lógica, podemos ver exatamente o contrário agora, com o capital voltando a fluir para emergentes diante de juros não tão altos nos EUA e de expectativa de menor crescimento por lá.

De minha parte, acho o nível de 95 mil pontos bem atraente para o Ibovespa. E a hora de comprar é agora.

Ao assistir ao filme que efetivamente interessa nas redes sociais de Jair Bolsonaro, quase posso ver os olhos do Brasil transmitindo sua ânsia de viver e sua frustração em não poder fazê-lo com dignidade. A reforma da Previdência é o primeiro passo material para devolver a dignidade perdida com a guinada desenvolvimentista, cujo início remete ao ano de 2006, quando da saída do ministro Palocci e dos brilhantes secretários Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy do governo, e cuja síntese formal se dá na famigerada nova matriz econômica. Desde o ápice da crise em 2014, lá se vão cinco anos. É a mesma condenação dada a Zain por um esfaqueamento violento. Certos crimes custam caro demais.


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