Imagem: iStock/ @hapabapa
Com a temporada de resultados do 1T26 já perto do fim, tanto aqui quanto nos EUA, começamos a tirar as conclusões agregadas.
Sabemos que o clima de Guerra do Irã continuou dominando as manchetes, mas isso não nos impede de obter alguns insights intrínsecos sobre as cifras corporativas.
Em geral, podemos argumentar que o mercado americano reconquistou atenção devido aos números fortes do trimestre. Ainda que por vezes ajudados por fatores não recorrentes, os lucros por ação das Big Techs cresceram muito acima da média do restante do S&P 500.
Mesmo se tomarmos por base o lower tier de Apple e Microsoft, estamos falando de avanços da ordem de +20% ano contra ano.

Na prática, isso serviu de amortecimento à tônica prévia de um certo limite à drenagem internacional de liquidez promovida pelas Bolsas dos EUA.
Ainda assim, a despeito da pausa corrente, continuamos enxergando um grande potencial de fluxo em prol de mercados emergentes como o brasileiro, que acabam funcionando relativamente como um “play safe” para diversificação e busca por retornos esperados maiores, dentro das prateleiras globais.
Estamos longe da encrenca, temos peg em commodities e energia limpa, Lula vive um romance com Trump, e o petróleo mais caro beneficia largamente nossos saldos comerciais.
Ademais, mesmo se aplicarmos o crivo desafiador de lucros crescendo +20% ano contra ano, também encontramos algumas corajosas representantes do orgulho nacional.
Tomando por base nosso universo de cobertura de ações compounders, pagadoras de dividendos e small caps, encontramos 12 exemplos concretos de aumento formidável de lucros entre o 1T25 e o 1T26 – jogando de igual para igual com as Big Techs americanas, embora a múltiplos muito mais baratos.

A Bolsa brasileira pode ser bem generosa para quem sabe admirá-la também com generosidade.